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Fabrício Boliveira: “Me esforço para evitar o papel de macho protetor”

O ator fala a CLAUDIA sobre como suas atitudes mudaram ao aprender a ouvir melhor o que as mulheres têm a dizer

Por Flávia Gianini 18 abr 2018, 12h21
 (Hugo Santarem/Divulgação)
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Fabrício Boliveira: “Me esforço para evitar o papel de macho protetor” Priorizar nos meus resultados Google

A revolução feminista tem dado muitos direitos às mulheres, mas ela também impacta os homens diretamente. Ao mesmo tempo que elas vêm ganhando mais autonomia, independência e lutando pela equidade, eles começaram a rever suas convicções, o jeito de agir, as velhas crenças.

Alguns homens, mais abertos a mudanças, observam o processo e tentam encaixar-se nele com certa naturalidade. Outros apresentam resistência e reagem agressivamente por considerar que perderam o poder sobre a fêmea.

CLAUDIA convidou quatro homens que influenciam grandes públicos a falar sobre o que aprenderam com esse processo. Eles também contam como enxergam o perfil da nova mulher e de que forma isso os afetou. São eles: Fábio Porchat, Fabrício Boliveira, Mano Brown e Contardo Calligaris.

Leia mais: Mano Brown: “Não faz sentido o homem ser beneficiado só por ser homem”

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O terceiro depoimento é o do ator Fabrício Boliveira. Confira:

“Demorou para a mulher dar um chute na porta e para a sociedade inteira observar isso com mais respeito e admiração. Passei a atentar para algumas coisas muito significativas. Por exemplo, é raro um homem parar e ouvir uma mulher falar de suas dores. É provável que ele dê mais atenção se for outro homem relatando um problema feminino.

O que só mostra como não somos capazes de permitir que o outro exponha a própria dor. Fico chocado. Hoje, silencio quando uma mulher começa a falar. Tenho aprendido muito e já mudei vários comportamentos. Estou me esforçando para evitar o papel de macho protetor, que nos é ensinado desde cedo.

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E digo aos homens: ‘Não precisa ter medo do que está vindo. Aceita. Esse avanço feminino transforma nossa construção de pensamento como ser humano e acontece em âmbito mundial, nos conecta, porque estamos todos entendendo juntos. Não tem mais volta. Bem-vindos à experiência. Vamos caminhando sem saber exatamente para onde, mas cabe a nós abraçar o caos e tentar, a partir daí, construir um modelo melhor para todos’.”

Leia também: Fábio Porchat fala sobre como homens estão reagindo ao poder das mulheres

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