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Fábio Porchat fala sobre como homens estão reagindo ao poder das mulheres

O ator fala a CLAUDIA sobre como o feminismo foi positivo para as produções de humor

Por Flávia Gianini 12 abr 2018, 11h00
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 (Divulgação/Divulgação)
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A revolução feminista tem dado muitos direitos às mulheres, mas ela também impacta os homens diretamente. Ao mesmo tempo que elas vêm ganhando mais autonomia, independência e lutando pela equidade, eles começaram a rever suas convicções, o jeito de agir, as velhas crenças.

Leia mais: Feminismo: a diversidade de militantes e causas do movimento

Alguns homens, mais abertos a mudanças, observam o processo e tentam encaixar-se nele com certa naturalidade. Outros apresentam resistência e reagem agressivamente por considerar que perderam o poder sobre a fêmea.

CLAUDIA convidou quatro homens que influenciam grandes públicos a falar sobre o que aprenderam com esse processo. Eles também contam como enxergam o perfil da nova mulher e de que forma isso os afetou. São eles: Fábio Porchat, Fabrício Boliveira, Mano Brown Contardo Calligaris.

Veja também: Contardo Calligaris: “O desejo feminino é apavorante para os homens”

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O segundo depoimento é o do ator e roteirista Fábio Porchart. Confira:

“A mulher vem sofrendo opressão há milênios. Então, é natural que tenha chegado a um ponto-limite, em que isso tudo precisa ser resolvido o quanto antes. E cabe a nós, homens, mostrar apoio e, acima de tudo, estar dispostos a ouvir e aprender; estar constantemente nos vigiando, porque fomos criados nesse ambiente machista e repetimos padrões.

Eu me corrijo sempre. Até porque sou homem, branco, hétero, classe alta, ou seja, beneficiado de maneiras que nenhum outro grupo é. Portanto, tenho de me abrir para outras realidades. Só quando você dá atenção à verdade do outro é que percebe o que está no entorno, quão difícil é a situação.

Os homens estão incomodados porque é uma grande mudança, mas, ao mesmo tempo, pode ser um alívio. Quando a força da mulher emerge, você não precisa ser o machão bravo que aguenta tudo o tempo todo. No meu trabalho com o humor, esse processo foi bem significativo.

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Há uns 20 anos, era natural incluir piadas racistas, machistas, homofóbicas. Foi um exercício maravilhoso fazer a transição, porque nos levou a um humor mais forte. Passa por isso incluir outras pessoas nessa área, chamar as mulheres para escrever suas versões.”

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