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Sem luz no plenário, senadoras barram voto da reforma trabalhista

Pedindo alterações no texto da reforma trabalhista, elas estão impedindo a votação que deveria acontecer nesta terça-feira (11).

Por Giovana Feix 11 jul 2017, 16h26 | Atualizado em 20 jan 2020, 10h39
 (Reprodução/Twitter)
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Marcada para esta terça-feira (11), a votação da reforma trabalhista, teoricamente, teve início por volta das onze da manhã. Desde o começo da tarde, no entanto, a Mesa Diretora do Senado está ocupada por cinco senadoras da oposição – que, em protesto, impedem que a votação seja feita.

Leia Mais: A Reforma que as mulheres querem no Brasil

São elas: Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann (PR-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Vanessa Graziotin (PCdoB-AM).

As senadoras pedem que a votação tenha um destaque que impeça gestantes ou lactantes de trabalhar em condições insalubres, já que o texto atual permite essa situação desde que algum médico tenha autorizado.

Diante da manifestação, o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE) ordenou que as a sessão fosse suspensa. Depois disso, as luzes do plenário foram apagadas e os microfones, desligados – apesar de, em resposta ao G1, a assessoria do senador não ter informado quem solicitou o corte na luz.

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Mesmo com a iluminação reduzida, porém, as senadoras se mantiveram firmes. Elas almoçaram na mesa de Eunício, inclusive, com a ajuda de outras mulheres da política: as deputadas Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Maria do Rosário (PT-RS) e Benedita da Silva (PT-RJ). A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) também se juntou às protestantes.

A reforma

Proposta pelo governo Michel Temer com o objetivo de aquecer o mercado e aumentar o número de vagas de emprego no país, a reforma tem como pilar o “acordo sobre o legislado” – que torna os acordos entre patrão e empregado mais importantes do que aquilo que defende a própria legislação trabalhista.

No protesto de hoje, Gleisi Hoffmann, uma das protestantes e líder do PT no Senado, fez um discurso em defesa das trabalhadoras brasileiras.

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“Esta sessão presidida pelas mulheres é em homenagem às mulheres que estão resistindo à reforma trabalhista ou às mulheres que, se essa reforma for aprovada, perderão seus direitos duramente conquistados na história“, ela disse.

A senadora está fazendo uma transmissão ao vivo em seu perfil do Facebook:

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Além das senadoras dentro do plenário, também em frente Congresso Nacional houve protestos por parte de sindicatos.

Na internet

A confusão está gerando reações combativas nas redes sociais, no Twitter, por exemplo, a hashtag #ForçaSenadoras está se popularizando em apoio ao protesto iniciado por estas cinco mulheres.

https://twitter.com/dricamoraesreal/status/884827121373327360

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https://twitter.com/veumb/status/884842920788058116

https://twitter.com/brasileiragomes/status/884842263507083264

https://twitter.com/zzui/status/884842119680098304

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https://twitter.com/brandofim/status/884841706767691780

https://twitter.com/acamilaponce/status/884841295801442304

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