Oferta Relâmpago: Claudia por 7,99

Adolescentes e drogas: saiba como abordar o assunto com seus filhos

Expert revela como falar sobre cigarro, bebidas e drogas sem que seu filho queira se esquivar dessa importante conversa

Por Redação M de Mulher 10 set 2013, 22h00 | Atualizado em 22 out 2016, 18h00
Por Michell Lott
Por Michell Lott (/)
Continua após publicidade
Adolescentes e drogas: saiba como abordar o assunto com seus filhos Priorizar nos meus resultados Google

“Uma maneira de puxar assunto sem parecer acusatória é comentar reportagens”, sugere a psicóloga Mônica Chaperman
Foto: Getty Images

Continua após a publicidade

Minha filha, de 14 anos, tem voltado de festinhas cheirando a cigarro e bebida. Se toco no assunto, ela desconversa. Como abordo a questão das drogas? Essa experimentação é necessária?

Precisar passar por essa experiência, sua filha não precisa. Mas é comum que jovens na idade dela, curiosos em relação às drogas sociais, queiram prová-las. Em uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dois terços dos adolescentes entre 13 e 15 anos entrevistados revelaram já ter tomado bebidas alcoólicas. E fizeram isso justamente nas festinhas com amigos da mesma idade. O estudo também mostrou que o cigarro não possui igual apelo entre os jovens de hoje: 22% dos entrevistados assumiram ter dado umas tragadas.
Continua após a publicidade
 
Ainda que o interesse seja precoce, o fato de um adolescente experimentar drogas sociais não significa que vá se transformar em um dependente, tampouco que terá curiosidade pelas ilícitas. “Nem todo mundo que prova álcool ou cigarro se vicia e, mesmo entre consumidores frequentes, a maioria não chega a experimentar drogas mais pesadas”, enfatiza Zila van der Meer Sanchez, pesquisado­ra do Centro Brasileiro de Informa­ções sobre Drogas Psicotrópicas da Uni­versidade Federal de São Paulo (Cebrid/Unifesp). Dequalquer forma, é importante acompanhar de olhos bem abertos essa fase da sua filha e orientá-la. Maior do que o risco de se tornar usuária, é o de ela se colocar em situações problemáticas. Embriagada, ela pode, por exemplo, fazer sexo sem camisinha ou ter relações indesejadas.
Continua após a publicidade
 
Antes de chamá-la para uma conversa, porém, um conselho é analisar a influência da sua conduta e a dos familiares sobre a menina. “Filhos de pais que fumam e bebem tendem a reproduzir esse comportamento e, portanto, têm maior probabilidade de fumar e beber”, afirma Zila. Uma vez consciente dos próprios hábitos, dispa-se de hipocrisia e mantenha um tom amigável ao abordar o tema. “Uma maneira de puxar assunto sem parecer acusatória é comentar reportagens”, sugere a psicóloga Mônica Chaperman, de Brasília.
Continua após a publicidade
 
Nas conversas, abra espaço para sua filha tirar dúvidas. Deixe claro que as pessoas podem perder o controle do uso dessas substâncias – cujo fornecimento, aliás, é proibido para menores de 18. Converse, então, sobre os efeitos específicos de cada uma delas. Dê informações: quanto antes a pessoa experimenta o álcool, maior é o risco de se tornar dependente. Bebidas antes dos 19 anos também atrapalham o desenvolvimento cognitivo. Para ter mais apelo, diga que, além dos malefícios para a saúde, o cigarro ataca a beleza, pois dá rugas e escurece os dentes. Só aborde as drogas ilícitas em um segundo momento. “Falar de maconha de repente pode assustar a jovem”, diz Zila, da Unifesp. “E, se ela sentir que a mãe está desconfiando dela, pode se afastar.” Fuja do tom de reprimenda. O enfoque deve ser sempre o da orientação, do alerta e do conhecimento.
Continua após a publicidade
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto branco OFERTA RELÂMPAGO e Você pediu, a gente ouviu!. À esquerda, um ícone de árvore. À direita, capas de revistas digitais e um celular exibindo notícias, com raios brancos ao fundoBanner laranja com texto branco e contorno amarelo neon: OFERTA RELÂMPAGO e Você pediu, a gente ouviu!. Um ícone de árvore branca está no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 67% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Claudia impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).