Oferta Relâmpago: Claudia por 7,99

A história da delegada que mudou o combate à violência contra mulheres

A delegada é finalista do Prêmio CLAUDIA 2025, na categoria Trabalho Social, por sua atuação inovadora e humanista na segurança pública paulista

Por tiagojokura 9 dez 2025, 18h09
Ivalda Aleixo é delegada do DHPP, em São Paulo.
Ivalda Aleixo é delegada do DHPP, em São Paulo. (Arquivo pessoal/Arquivo pessoal)
Continua após publicidade
A história da delegada que mudou o combate à violência contra mulheres Priorizar nos meus resultados Google

A trajetória de Ivalda Aleixo na Polícia Civil é uma prova de dedicação e propósito que transcende o rigor da investigação, colocando a humanidade e o combate à violência de gênero no centro da política de segurança pública.

Sua jornada, que culminou em uma posição de destaque no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), é descrita pela própria delegada como uma construção contínua e não planejada.

“Minha trajetória na Polícia Civil nunca foi uma linha reta — foi uma construção diária, feita de escolhas difíceis, oportunidades inesperadas, muito trabalho e dedicação”, afirma Ivalda, que entrou na corporação motivada pelo desejo de investigar.

No entanto, ela ressalta que o sucesso não veio por acaso. “Houve propósito: fazer a diferença. O restante foi consequência de dedicação e de acreditar profundamente que o trabalho de polícia judiciária, de investigação policial, se faz com técnica, legalidade, coragem e humanidade.”

Como reconhecimento dessa jornada em prol da segurança pública e dos direitos humanos, Ivalda é uma das finalistas do Prêmio CLAUDIA 2025, na categoria Trabalho Social.

Representatividade feminina

Como uma das poucas mulheres a ocupar um cargo de alta relevância na polícia, Ivalda enxerga sua posição como um símbolo e uma responsabilidade que vai além de sua atuação individual.

“Representa a consciência de que cada gesto meu dentro da Polícia Civil fala não só por mim, mas por outras mulheres que vieram antes e de todas que ainda virão, pois não caminho sozinha”, destaca.

Continua após a publicidade

Sua presença também é uma mensagem de empoderamento, especialmente para as vítimas.

“E, para as mulheres, especialmente as que sofrem violência, espero que minha trajetória seja um símbolo de que elas têm voz, têm quem lute por elas e têm espaço — inclusive dentro das instituições de segurança — para serem protagonistas.”

Ela acredita que sua identidade feminina oferece uma vantagem estratégica em campo: “Ser mulher me deu algo que nenhum curso ensina: a capacidade de ler nuances emocionais, compreender silêncios e perceber riscos que às vezes passam despercebidos.”

Embora reconheça avanços, Ivalda afirma que a luta ainda é longa. “Nós estamos prontas e queremos apenas ter as oportunidades para ocupar lugares de decisão que nos têm sido negados desde sempre.”

Feminicídio: um problema estrutural e moral

O combate ao feminicídio e à violência de gênero é tratado pela delegada como uma prioridade moral e institucional.

Continua após a publicidade

Para ela, o maior desafio é desmistificar a ideia de que se trata de um problema privado.

“O mais importante é romper a ideia de que violência contra a mulher é um assunto particular, doméstico. Não é. É um problema estrutural, de segurança pública”, explica.

Ela descreve a violência de gênero como uma ferida coletiva: “É impossível olhar para os números e não transformar isso em prioridade moral.”

Dentro do DHPP, o foco é institucionalizar essa prioridade, com capacitação, humanização do atendimento e padronização de procedimentos.

Inovação e legalidade

Na busca por eficiência, Ivalda implementou o perfilamento criminal nas investigações de homicídios — uma inovação que torna o trabalho policial mais preciso e célere.

Continua após a publicidade

“O perfilamento criminal ajuda a ‘dar rosto’ ao agressor antes mesmo de encontrá-lo”, afirma, explicando que a técnica se baseia na análise de comportamento e padrões.

Ela defende a adaptação de modelos internacionais bem-sucedidos para a realidade brasileira: “Inovar não é importar; é transformar conhecimento, adaptar aquilo que deu certo para a nossa realidade e buscar mais uma ferramenta efetiva de auxílio nas investigações e de proteção à vida.”

Apesar do clamor popular por repressão ostensiva, a delegada é categórica na defesa dos direitos civis.

“Mas o uso desmedido, descontrolado da força, com desrespeito aos direitos básicos, já não é segurança; é brutalidade.”

Para ela, a conciliação entre firmeza e legalidade é essencial: “Direitos humanos não protegem criminosos; protegem a sociedade como um todo — inclusive aqueles que, dentro das instituições, dedicam a vida a cumprir seu dever.”

Continua após a publicidade

Ênfase na “proteção à pessoa” no DHPP

Ivalda Aleixo tem trabalhado para reforçar o sentido completo da sigla DHPP, destacando que as missões são inseparáveis. “Eu reforço diariamente que investigar homicídios e proteger pessoas são missões inseparáveis.”

Isso se traduz em ações como acolher famílias, prevenir violências, humanizar o atendimento e qualificar escutas. “Proteção à pessoa não é um complemento — é a finalidade última”, conclui.

Planos para 2026

Para 2026, seu plano é focado em justiça e esperança: “Meu plano para o novo ano é simples e ambicioso: transformar cada evidência em verdade, cada verdade em justiça e cada vida protegida em esperança de uma sociedade mais justa e humana.”

O Prêmio CLAUDIA 2025

O Prêmio CLAUDIA chega a sua 25ª edição, celebrando mulheres que transformam o Brasil em diferentes áreas. A edição 2025 será realizada em 9 de dezembro, às 20h, no Roxy Dinner Show, Rio de Janeiro, e destaca finalistas que se tornaram referência em cultura, educação, negócios, direitos da mulher, saúde, inovação, sustentabilidade, trabalho social, influência digital e impacto do ano.

O júri desta edição reúne nomes influentes e plurais, como Zezé Motta, Maria da Penha, Luiza Helena Trajano, Ana Fontes e a jornalista Aline Midlej, além das representantes da Editora Abril: Karin Hueck (editora-chefe de CLAUDIA), Helena Galante (diretora de núcleo da Abril) e Andrea Abelleira (VP de Publishing da Editora Abril).

Continua após a publicidade

Assine a newsletter de CLAUDIA

Receba seleções especiais de receitas, além das melhores dicas de amor & sexo. E o melhor: sem pagar nada. Inscreva-se abaixo para receber as nossas newsletters:

Acompanhe o nosso WhatsApp

Quer receber as últimas notícias, receitas e matérias incríveis de CLAUDIA direto no seu celular? É só se inscrever aqui, no nosso canal no WhatsApp

Acesse as notícias através de nosso app 

Com o aplicativo de CLAUDIA, disponível para iOS e Android, você confere as edições impressas na íntegra, e ainda ganha acesso ilimitado ao conteúdo dos apps de todos os títulos Abril, como Veja e Superinteressante.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto branco OFERTA RELÂMPAGO e Você pediu, a gente ouviu!. À esquerda, um ícone de árvore. À direita, capas de revistas digitais e um celular exibindo notícias, com raios brancos ao fundoBanner laranja com texto branco e contorno amarelo neon: OFERTA RELÂMPAGO e Você pediu, a gente ouviu!. Um ícone de árvore branca está no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 67% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Claudia impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).