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A importância do seguro de vida para as mães e mulheres autônomas

Como mãe e trabalhadora autônoma, não tenho condições financeiras para morrer. E agora?

Por Paola Carvalho, com oferecimento de BTG Pactual 14 jun 2024, 11h15 | Atualizado em 4 jun 2026, 16h03
Seguro de vida é cada vez mais procurado
Brasil bateu recorde na venda de seguros de proteção da vida em 2023, quado o setor arrecadou R$ 62,5 bilhões, (Getty Images/Reprodução)
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O despertador toca 6h15, meu corpo salta da cama. É hora da maratona para levar o filho na escola: café da manhã, lancheira, cueca, uniforme, briga para escovar os dentes, cobrança pra sair de casa na hora… A descida das escadas é tensa, ele fala alto o suficiente para acordar os vizinhos, que já endereçaram comunicado oficial contra barulho. Caminhamos, damos bom dia ao porteiro da escola, vejo ele passar a catraca. Entrou. Ufa! 

Volto para casa — momento de tomar um café sozinha antes de trabalhar. Não tenho tempo a perder, mas ainda assim sou tomada por pensamentos catastróficos. 

E se eu tiver um treco aqui? E se não puder mais cuidar do meu filho nem ganhar dinheiro? Em vez de começar a escrever, resolvi tomar uma atitude prática. Pesquisei e pronto: contratei um seguro!

Seguro de Vida pode servir para internação hospitalar, desemprego e doenças

A chegada da apólice do seguro de vida foi um alento para a minha autonomia financeira. Não, seguro de vida não é só para caso de morte. Ele cerca muitos dos meus mais assustadores fantasmas. A cobertura prevê, por exemplo, o pagamento de diárias na necessidade de uma internação hospitalar. Se a doença for grave, escolhi receber um aporte de R$ 250 mil. No caso de invalidez permanente ou por acidente, a indenização é de R$ 1 milhão.

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Em situações de desemprego, algumas seguradoras oferecem auxílio na cobertura das despesas básicas até que uma nova oportunidade profissional se apresente. Resolve? Não! Mas contratar o seguro que cabe no meu orçamento me deu mais tranquilidade no café da manhã. 

Pode parecer cômico, mas nunca levei um cardápio de doenças tão a sério. Assim como quem compara planos de streaming para saber onde estão os filmes desejados, parei na tabelinha que detalha três pacotes de doenças graves: Essencial, Plus e Premium. No primeiro, estão incluídos diferentes tipos de câncer. No segundo, acrescenta-se infarto agudo do miocárdio, AVC, doença de Alzheimer, insuficiência renal, mal de Parkinson… 

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Depois de pensar em cada uma dessas situações tentando lembrar do histórico da família inteira, não consegui “desver” o plano Doenças Graves Premium. Tinha acabado de ler o livro Oração Para Desaparecer, da escritora cearense Socorro Acioli, e ela me fez lembrar: “Quando a gente acha que entendeu tudo, o caos aparece para te lembrar que não somos coisa nenhuma”.

Segui com a contratação que incluía ainda coma por traumatismo craniano, doenças hepáticas, pancreatite, esclerose múltipla, queimaduras de 3° grau e doenças pulmonares crônicas, além de todo tipo de transplante.

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Agora, junto com a minha reserva de emergência e previdência privada, tinha o plano de Doenças Graves Premium. Ah, e além disso, se eu morrer, vou arcar com o meu funeral sem incomodar ninguém. Família, lembre-se disso! Pronto! Agora sou uma mulher, mãe, trabalhadora, um tanto neurótica com dinheiro e irônica com as mazelas da vida. 

Brasileiros procuram cada vez mais Seguro de Vida

Mas não estou sozinha: o Brasil bateu recorde na venda de seguros de proteção da vida. Somente em 2023, o setor arrecadou R$ 62,5 bilhões, maior resultado da série histórica. O levantamento foi feito pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida.

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Ainda assim, estima-se que menos de 15% da população tenha algum tipo de cobertura. Uma pesquisa feita antes da pandemia pelo Ibope havia mostrado que 20% dos entrevistados desejavam adquirir um seguro e, entre os brasileiros de 16 a 24 anos, o interesse subia para 31%. Jovens espertos.

Mais que números, são pessoas que podem estar vivendo com o medo batendo à porta. Diante da ameaça ao trabalho, à renda e à autonomia financeira, é natural procurarmos maneiras de nos proteger. É reduzir a vulnerabilidade em um mundo que parece cada vez mais imprevisível.

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