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8 renúncias da Quaresma que vão além da religião

o que o período revela sobre hábitos, limites e cultura

Por Allana Ostan 2 mar 2026, 12h21
7 coisas que dizem que você deve evitar durante a Quaresma
Tempo de revisão de hábitos e escolhas conscientes, a Quaresma convida ao silêncio interior e ao cuidado com o outro (Unplash/Reprodução)
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A Quaresma é tradicionalmente associada ao cristianismo e ao calendário religioso, mas, nos últimos anos, o período ganhou também um sentido comportamental e cultural. Mais do que discutir regras de fé, o que se observa é a popularização da ideia de usar os 40 dias que antecedem a Páscoa como um momento de pausa, disciplina e revisão de hábitos.

Mas, afinal, o que de fato a Igreja orienta evitar? E o que virou um hábito cultural? Entre regras religiosas, movimentos culturais e escolhas pessoais, confira o que as pessoas estão comumente evitando durante o período (e os motivos por trás das renúncias):

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1. Jejum em momentos específicos 

O jejum é uma das práticas centrais da Quaresma e possui significado espiritual profundo dentro da tradição cristã. Mais do que uma simples restrição alimentar, o ato simboliza um gesto de penitência e conversão interior. Na disciplina da Igreja Católica, o jejum é recomendado especialmente na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, quando os fiéis são orientados a realizar apenas uma refeição principal no dia e, em seguida, comer apenas pequenas porções, sem excessos.

O sentido da prática não está apenas na privação, mas na intenção. Ao jejuar, o fiel é convidado a lembrar da própria fragilidade, exercitar o desapego e direcionar o pensamento para a oração e a reflexão espiritual. A tradição cristã associa o período aos 40 dias que Jesus passou no deserto, em preparação para sua missão pública.

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Nesse contexto, o jejum não é visto como punição, mas como um caminho de disciplina e fortalecimento da fé, integrando corpo e espírito em um mesmo gesto simbólico.

2. Restrição de carne 

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Entre os costumes mais conhecidos está a ideia de evitar carne às sextas-feiras da Quaresma. A prática é uma orientação ligada à tradição da Igreja Católica e faz parte de uma disciplina penitencial observada por muitos católicos a partir dos 14 anos.

A regra também é associada à Quarta-feira de Cinzas e à Sexta-feira Santa. Na tradição cristã, o peixe costuma ser aceito porque não é considerado “carne animal de sangue quente”.

3. Bebidas alcoólicas

Embora não exista proibição oficial de álcool durante a Quaresma, é comum que algumas pessoas escolham reduzir ou evitar o consumo de bebidas alcoólicas como forma de renúncia pessoal. Essa prática aparece como uma maneira de transformar a ideia de sacrifício em algo concreto dentro da rotina.

4. Chocolate e doces

Abrir mão de chocolate virou quase um símbolo popular da Quaresma, especialmente entre crianças, adolescentes e nos debates que circulam nas redes sociais.

Não há orientação religiosa que determine a exclusão do chocolate, mas o gesto passou a representar a lógica de escolher algo prazeroso e renunciar por um período limitado, como um exercício de disciplina pessoal.

5. Conflitos e ressentimentos 

Nas práticas comuns do período, também aparece a ideia de deixar de lado fofocas, críticas, conflitos e discussões que geram desgaste emocional. A proposta é usar a Quaresma como um momento para revisar atitudes, priorizando relações mais leves e uma comunicação mais amorosa.

6. Consumo impulsivo

Muitas pessoas decidem evitar compras desnecessárias durante a Quaresma como forma de combater o consumismo, reavaliando o que de fato é essencial em suas rotinas. Em um cenário de estímulos constantes e facilidade de compra digital, a renúncia temporária acaba funcionando como um exercício de limite.

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7. Redes sociais e excesso de telas

Nos últimos anos, o chamado “jejum digital” passou a aparecer com frequência quando o assunto é Quaresma. Em vez de abrir mão apenas de alimentos, muita gente decide reduzir o tempo no celular, limitar o uso de aplicativos ou até ficar um período sem redes sociais.

Algumas pessoas escolhem limitar também séries, jogos ou outras formas de entretenimento para criar momentos de silêncio e introspecção. No caso dos fiéis, esses momentos ficam reservados para orações e adoração.

8. Indiferença nas relações

Evitar a indiferença, responder com mais paciência, ouvir sem interromper e retomar conversas importantes estão entre as práticas mais simbólicas. A tradição cristã conecta o período à prática da caridade — não apenas como doação financeira, mas como disponibilidade real para ajudar, acolher e se envolver com as necessidades do outro.

Nesse sentido, o “abrir mão” deixa de ser apenas privação e passa a ser deslocamento de foco: menos centrado em si, mais atento a quem está por perto.

Um período de escolha, não apenas de restrição

Orientações ligadas à Igreja Católica destacam que o sentido da Quaresma está menos na ideia de punição e mais na construção de um equilíbrio entre corpo, mente e vida social, a tal busca pela espiritualidade.

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Sem dúvidas, a tradição religiosa acaba dialogando, frequentemente, com discussões atuais sobre produtividade, saúde mental e consumo consciente.

Com isso, o período deixa de ser visto apenas como um momento de regras religiosas e passa a funcionar como um convite simbólico para repensar nossas escolhas de vida. 

Quando alguém escolhe abrir mão de algo por 40 dias, está treinando a capacidade de adiar recompensas. Isso fortalece a percepção de controle sobre os próprios hábitos.

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