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Remédio que combate depressão pós-parto pode ser aprovado

Os estudos já estão na fase III e prometem amenizar problema que afeta 1 em cada 4 brasileiras

Por 19 fev 2018, 14h15 | Atualizado em 16 abr 2024, 12h47
depressão
 (ThinkStock/Reprodução)
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A revista científica inglesa The Lancet anunciou os resultados sobre o estudo de um novo medicamento aprovado para tratar a depressão pós-parto, transtorno que atinge uma em cada quatro brasileiras, segundo um estudo publicado em 2016 no Journal of Affective Disorders.

De acordo com dados de Veja, 11% das mulheres ficam deprimidas em algum momento do primeiro ano de maternidade. Entretanto, menos de 15% das mães que se encaixam nesses dados receberam algum tratamento.

A doença se manifesta quando há mudança nos níveis de progesterona e alopregnanolona, aumentando em até 30 vezes sua quantidade e retornando abruptamente aos níveis aceitáveis após o parto.

A alopregnanolona —também produzida por células cerebrais, incluindo neurônios que causam o estresse— possui influência nos receptores GABA, responsáveis pela regulação da excitabilidade dos neurônios. 

Quando os níveis desse hormônio caem drasticamente após o parto, as células GABA demoram para acompanhar o processo, voltando ao normal lentamente. Dito isso, é provável que esse atraso no percurso desencadeie sintomas depressivos nas mulheres.

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Os estudiosos descobriram que a ingestão durante 60 horas do Brexanolona, componente que dá origem ao remédio, foi capaz de acelerar esse percurso e diminuir o atraso, reduzindo os sintomas depressivos. 

O ESTUDO: COMO FUNCIONA?

A pesquisa foi dividida em três fases. Entenda:

Fase I: 10 mulheres que ingeriram o remédio tiveram a redução completa dos sintomas, em comparação com 1 em cada 10 mulheres que receberam placebos. Mesmo 30 dias após o parto, os benefícios ainda eram evidentes.

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Fase II: quatro mulheres com depressão pós-parto grave foram acompanhadas e tratadas com Brexanolona. Todos os casos atingiram a erradicação dos sintomas.

Fase III: essa ainda está sendo conduzida, com 120 mulheres depressivas. Os resultados devem sair ainda no primeiro semestre de 2018. O Brexanolona também está na fase III com pessoas epiléticas refratárias, ou seja, pessoas que possuem convulsões alarmantes e não respondem aos tratamentos disponíveis.

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