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O beabá da higiene íntima em cada fase da vida

Cuidar da higiene íntima é uma tarefa rotineira dominada por todas as mulheres. Certo? Errado. Novas pesquisas revelam que muitas precisam redobrar a atenção com a limpeza para evitar infecções, coceiras e odores desagradáveis

Por Redação M de Mulher 11 set 2013, 21h00 | Atualizado em 15 jan 2020, 14h35
Reportagem: Carmen Cagnoni / Edição: MdeMulher
Reportagem: Carmen Cagnoni / Edição: MdeMulher (/)
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A higiene íntima deve ser feita de uma a três vezes ao dia
Foto: Getty Images

Uma pesquisa inédita sobre hábitos de higiene íntima entre universitárias, coordenada pelo Departamento de Tocoginecologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aponta muitos hábitos inadequados de higiene. O estudo, realizado com 367 estudantes com idade média de 22 anos, mostra que mais da metade (52,6%) das entrevistadas tomam um banho por dia e apenas 11,5% têm o hábito de usar duchas higiênicas (não as que são introduzidas na vagina). Somente 7,7% higienizam a genitália e a região perianal com água corrente após urinar e 12,6% depois da evacuação. Quase 90% das universitárias usam exclusivamente papel para higiene anal e, dessas, 19,2% fazem a limpeza de trás para a frente – um erro grave, já que o ânus é cheio de bactérias. No período menstrual, apenas 18% aumentam a frequência do asseio e 39% referem ter corrimento vaginal constantemente.

É por causa de erros como esses que muitas se queixam de coceira, fissuras e secreções frequentes, o que leva a uma doença. “As infecções mais comuns decorrentes da falta de higiene são a tricomoníase, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis; a gardnerella, consequência da superpopulação de bactérias do tipo Gardnerella vaginalis; e a candidíase, originada pelo fungo Candida albicans”, diz o ginecologista Paulo César Giraldo, professor da Unicamp. Os sintomas são parecidos: corrimento de cor amarelada ou esverdeada, odor desagradável, prurido, coceira e, às vezes, manchas brancas nas paredes da vulva. Entenda o que mais você precisa saber.

Beabá da limpeza

A recomendação é que a higiene seja feita de uma a três vezes ao dia; superior a três vezes no período menstrual; sempre após a relação sexual e a atividade física, de preferência com água e sabonete especial e usando só os dedos. Esponja, cotonete ou qualquer outro apetrecho deve ser descartado, pois pode provocar ferimentos. Os dedos oferecem maior mobilidade na hora da limpeza, o que é importante para lavar o clitóris e retirar o esmegma, resíduo branco formado por células epiteliais, óleo e gordura genital. Siga o passo a passo:

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1. Usando água corrente morna, sabonete líquido específico e os dedos, lave a vulva (parte exterior do aparelho genital feminino) e a região pubiana (dos pelos) com movimentos delicados e circulares. Limpe também os sulcos interlabiais (entre os pequenos e os grandes lábios) e o clitóris. Depois, com os dedos na horizontal, a higiene deve ser feita da vagina para o ânus, para que não haja contato do material retal com o genital.

2. Faça a higienização por, no máximo, três minutos em cada área, evitando, assim, que a região fique ressecada.

3. Enxágue as áreas higienizadas com água.

4. Seque a região com toalha macia para evitar a proliferação bacteriana, fúngica ou viral.

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Parceiro ideal

A vagina possui uma proteção natural promovida por bactérias do grupo Lactobacillus casei, que formam a chamada flora vaginal. Elas deixam o pH local ácido, evitando a proliferação de fungos e bactérias. Entretanto, os lactobacilos não garantem uma proteção 100% eficaz, por isso é necessária uma boa limpeza. Mas higiene íntima não significa higiene interna. Ela deve se concentrar na região da vulva, sem ser direcionada para a vagina. O nível de acidez pode ser comprometido pela água e por sabonetes alcalinos, eliminando a proteção natural e facilitando a proliferação de micro-organismos nocivos. “A higienização deve ser feita com sabonetes íntimos que tragam ácido láctico e, assim, mantêm o pH vaginal estável, prevenindo infecções”, diz a ginecologista Rosa Maria Neme, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

Se a rotina não permite o asseio constante e recomendado da área genital, limpe-a com lenços umedecidos (sem perfume) para que restos de papel e sujeira orgânica não se acumulem na vulva, causando irritação e coceira.

Mulher de fases

Confira como deve ser o cuidado em cada etapa da vida

Infância

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A recém-nascida apresenta pH da pele em torno de 6,0 (ácido), que decresce até 4,5 por volta do quarto dia de vida. O uso de algumas substâncias na pele pode alterar esse pH, tornando-o mais alcalino e diminuindo a sua capacidade protetora.

O que fazer – Use sabonete com pH levemente ácido (4,2 a 5,5), em todo o corpo na hora do banho e após a evacuação. Seque sem fricção.

Adolescência

O organismo inicia a produção de estrogênio, elemento importante para o desenvolvimento dos mecanismos de defesa genital. Um deles é o pH ácido, que deve ser mantido em equilíbrio.

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O que fazer – “Os cuidados com a higiene íntima da adolescente são semelhantes aos da mulher adulta. A jovem deve usar sabonetes íntimos adequados para regular o pH da região”, explica Paulo César Giraldo.

Gravidez

A pele da vulva e a vagina sofrem influência dos hormônios produzidos, com mudanças no pH e na flora vaginal.

O que fazer – Utilize produtos hipoalergênicos e próprios para a higienização íntima.

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Menopausa

Ocorre diminuição na produção dos hormônios femininos, o que torna comuns problemas como secura vaginal. Outra consequência é a redução dos lactobacilos e do ácido láctico, levando a irritações. A menor quantidade de hormônios e as mudanças próprias da fase tornam a pele da vulva mais fina e ressecada.

O que fazer – A limpeza deve ser mais delicada e é indispensável o uso de sabonete com pH levemente ácido, no máximo duas vezes ao dia, para evitar maior ressecamento e consequente prurido.

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