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Minha história de amamentação: Giovanna, todos os sentimentos de uma vez

Em apoio ao Agosto Dourado e à Semana Mundial do Aleitamento Materno, mães compartilham suas experiências de amamentação

Por Lia Rizzo 3 ago 2018, 17h27 | Atualizado em 4 ago 2018, 14h25

Na semana em que mães do mundo todo se mobilizam para lembrar da importância e dos benefícios do aleitamento materno e que, no Brasil, o mês é inteiramente dedicado à conscientização sobre o tema, CLAUDIA traz depoimentos diários de mães da vida real.

Giovanna Nader é consultora de moda e sustentabilidade e fundadora do Projeto Gaveta, que estimula trocas de roupas periódicas entre as pessoas. Há quase sete meses é ainda mãe de Marieta, de sua união com o escritor Gregório Duvivier. Entre uma e outra mamada, agora na mamadeira, ela se equilibra entre as tarefas da maternidade com o ativismo por uma sociedade mais ecológica. O que inclui mudar muitos de seus hábitos e incorporar atitudes conscientes na criação de sua filha. Há dois meses, a bebê usa apenas fraldas de pano. E, assim, Giovanna vem mostrando que alimentar vínculos com um filho é, também, desde cedo cultivar valores.

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Giovanna Nader com Marieta, sua filha, então recém nascida. (Arquivo Pessoal/Reprodução)

“A primeira lição que a maternidade me ensinou foi que na vida a gente não controla nada. Passei a gestação sonhando com a amamentação e condenando as fórmulas lácteas. Marieta nasceu. Experimentei todos os sentimentos de uma vez só, e toda mulher que passou pelo puerpério sabe o que estou falando. Amor, euforia, felicidade, tristeza, exaustão e, principalmente, preocupação. Ela emagrecia a cada consulta ao pediatra, não fazia xixi nem coco suficientes e ficava 4 horas seguidas pendurada no meu peito. Eu, prestes a entrar numa depressão pós-parto, resolvi buscar ajuda com uma profissional em amamentação. Stephanie me recebeu em sua casa e acolheu todo o choro que tinha dentro de mim. Na consulta descobrimos que eu estava com baixa produção de leite, notícia que não foi fácil digerir! Senti a impotência de não ser mulher o suficiente pra produzir o alimento que minha filha precisava. Saí de lá com o apoio e carinho do meu marido e com a parafernália pra fazer a amamentação via translactação. Mas eu não havia desistido de amamentar. Apelei pra todos os procedimentos possíveis que poderiam aumentar minha produção de leite, dos científicos às mandingas: cápsula de alfafa, plasil de 12 em 12 horas, acupuntura semanal, estímulo com a bombinha, canjicada, cerveja preta, rapadura. A quantidade aumentou, mas nunca consegui amamentar exclusivamente com leite materno. Desmamei Marieta com 5 meses, que pegou a mamadeira numa boa, nunca adoeceu e me faz muito realizada com o vínculo que temos. Aproveito essa semana tão importante da amamentação pra compartilhar minha história porque, só quando aconteceu comigo, foi que descobri o quanto essa questão é comum. A maternidade pode ser cruel se você não segue as regras escritas nos livros. Aleitamento materno é a melhor coisa para o bebê? Sem dúvida! Mas quem não consegue não é menos mãe por isso. Viva as que amamentam e as que não amamentam! E todas as mães que alimentam!”

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Giovanna e o marido, com a pequena Marieta, a quem ela amamentou por cinco meses e meio (Arquivo Pessoal/Reprodução)

Leia mais: Minha história de amamentação

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