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Valor da reforma da casa de Meghan e Harry causa polêmica no Reino Unido

O dinheiro gasto pela realeza é público e cresceu 40% no último ano, segundo balanço divulgado na terça-feira (25)

Por 26 jun 2019, 11h33 | Atualizado em 19 abr 2024, 08h06
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 (WPA Pool / Pool/Getty Images)
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Os gastos da família real estão dando o que falar no Reino Unido – e uma das maiores polêmicas é o valor da reforma da casa de Meghan Markle e Príncipe Harry. Isso acontece porque, na última terça-feira (25), a realeza britânica divulgou os gastos da família real e, em comparação ao ano passado, houve um aumento de mais de 40%.

O balanço mostra que a monarquia custou 67 milhões de libras aos contribuintes no último ano. Esse valor é equivalente a mais de R$ 320 milhões. Os monarquistas argumentam que a quantia representa só uma libra por morador do país, mas os republicanos enxergam um custo moral embutido nessa conta.

A polêmica maior foi por conta da reforma da residência dos duques de Sussex, cujo valor foi equivalente a R$ 12 milhões. Os republicanos defendem que seria um escândalo se um deputado gastasse o mesmo dinheiro, vindo do contribuinte, na reforma de sua casa.

Por outro lado, a Coroa se defende argumentando que o fundo da Rainha prevê gastos com a manutenção de propriedades da realeza.

É importante ressaltar ainda que o balanço dos gastos não alcança todas as posses de Elizabeth II, que é dona de metade do litoral do Reino Unido e de uma coleção de propriedades, a maioria é uma herança de quase um milênio – como a Regent Street, uma das ruas de comércio mais tradicionais do mundo.

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Em 1066, a realeza tomou posse de todas as terras inglesas não demarcadas. Séculos depois, a família real abriu mão de boa parte do lucro dessas propriedades.

Por lei, Elizabeth II deve receber 15% do total e o excedente fica com o governo. No entanto, o percentual vai subir para 25% durante uma década para bancar a reforma no Palácio de Buckingham – o que também causou alvoroço entre o movimento anti-monarquista.

Esse grupo argumenta que as propriedades da realeza são públicas por direito e que, ao invés de gastar todo o lucro com várias famílias, o governo gasta muito com uma só.

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