Oferta Relâmpago: Claudia por 7,99

Excesso de trabalho e fake news levam profissionais da saúde ao limite

Segundo estudo da Fiocruz, a pandemia impactou de modo significativo na vida de 95% desses combatentes

Por 22 mar 2021, 21h27 | Atualizado em 4 jun 2026, 14h36
pandemia
Número aumenta após recorde diário de três mil mortos em 24h ((Foto: Lucas Landau e Nilson Sabino (assistente)/CLAUDIA)
Continua após publicidade
Excesso de trabalho e fake news levam profissionais da saúde ao limite Priorizar nos meus resultados Google

Falta de estrutura para os pacientes, jornada de trabalho dupla de 80 horas semanas, escassez de equipamentos de proteção individual e desinformação. O cenário da pandemia do novo coronavírus no Brasil é semelhante (ou pior) ao contexto de guerra. Os danos são severos para as pessoas que atuam para salvar vidas.

Nesta segunda-feira (22), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou o resultado de uma pesquisa que analisou o impacto da pandemia no dia a dia dos profissionais de saúde, que contou com a participação de cerca de 25 mil pessoas.

Os dados expressam a realidade caótica, que cresceu exponencialmente nos últimos meses. 95% dos entrevistados confirmaram que a pandemia impactou “de modo significativo” em sua vida. Metade dos profissionais reclamou do excesso de trabalho, que para 45% foi apontado como forma de sobrevivência.

Alaíde Alves, 65 anos, trabalha há 42 anos como técnica de enfermagem na rede pública de São Paulo. A profissional precisou se afastar do trabalho por pertencer ao grupo de risco até receber a vacina. No retorno às atividades, ela observou que “o estresse dos funcionários impacta no relacionamento interpessoal. Um desconta no outro”, afirma.

Segundo a técnica, o movimento é reflexo da pressão que todos sofrem da organização da unidade. “Não temos nenhum suporte psicológico. Você já imaginou o que é trabalhar 80 horas semanais?”, desabafa ela, que viu um paciente com Covid-19 precisar ser isolado com um lençol. Para 10,4% dos entrevistados, a “insensibilidade de gestores para suas necessidades profissionais” agrava o problema.

Continua após a publicidade

Além do desamparo à saúde mental, itens básicos de proteção, como a máscara N95, são raridades. “Não podemos trocar nem semanalmente. Então, usamos a máscara cirúrgica por baixo. Alguns funcionários compram as suas por conta própria”, relata.

De acordo com o levantamento, 43,2% dos entrevistados não se sentem seguros dentro do ambiente de trabalho, principalmente pela escassez de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Assim como a Alaíde, 64% confessaram improvisar os itens oferecidos para evitar principalmente a contaminação  dos pacientes que não estão com Covid-19.

Como eles ficam por dentro

Após um ano imersos nessas condições extremas, os profissionais compartilharam quais são as principais alterações sofridas por eles. No topo do ranking está problema com sono (15,8%); seguido de irritabilidade, choro frequente e distúrbios em geral (13,6%); incapacidade de relaxar e estresse (11,7%); dificuldade de concentração e raciocínio lento (9,2%). Sentimentos, como tristeza e apatia, e até pensamentos suicidas também foram relatados, assim como alteração no apetite.

Continua após a publicidade

Aproximadamente um quarto dos entrevistados ainda definiu o trabalho como exaustivo e 14% como uma rotina “no limite da exaustão.” Segundo 90% desses profissionais, as notícias falsas prejudicam ainda mais o enfrentamento à doença.

Além de impactar no uso imprudente de medicamentos, as fake news impactam até na convivência deles com uma parcela negacionista da sociedade. 33,7% dos entrevistados já sofreu discriminação de vizinhos, por exemplo.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto branco OFERTA RELÂMPAGO e Você pediu, a gente ouviu!. À esquerda, um ícone de árvore. À direita, capas de revistas digitais e um celular exibindo notícias, com raios brancos ao fundoBanner laranja com texto branco e contorno amarelo neon: OFERTA RELÂMPAGO e Você pediu, a gente ouviu!. Um ícone de árvore branca está no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 67% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Claudia impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).