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“A grande urgência é parar de tratar LGBTs como leprosos”, diz padre

James Martin é velho conhecido por abordar o relacionamento da Igreja Católica com a comunidade LGBT

Por 3 jun 2018, 13h38
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 (Reprodução/Getty Images)
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Nesta semana, o consultor de comunicação do Vaticano James Martin lançou o livro Un Ponte da Costruire: Una Relazione Nuova Tra Chiesa e Persone LGBT (Uma ponte a ser construída: um novo relacionamento entre a igreja e as pessoas LGBT, em tradução livre).

James é velho conhecido por abordar o relacionamento da Igreja Católica com a comunidade LGBT do mundo. Frequentemente, o jesuíta pronuncia-se sobre o assunto em sua conta oficial no Twitter e é alvo de críticas daqueles que discordam de seu posicionamento acolhedor aos LGBTs pela igreja.

Em entrevista à BBC, publicada neste domingo (3), James voltou a defende sua principal bandeira dentro da Igreja Católica: a melhor aceitação de pessoas LGBTs pela instituição. “A grande urgência é parar de tratá-los como leprosos. Tenho ouvido muitas histórias, as mais horríveis, sobre como a comunidade LGBT tem sido maltratada pela Igreja. Algumas vezes padres simplesmente rotulam pessoas LGBTs como sujas”, disse.

Em seu livro, o padre da Companhia de Jesus, mesma ordem religiosa à qual pertence o Papa Francisco, afirma que a comunidade LGBT deveria ser acolhida pela Igreja Católica com base em três pilares: respeito, compaixão e sensibilidade. “Eu vejo assim: respeitar é primeiro admitir que os católicos LGBT são membros plenos da Igreja, pela virtude do batismo – precisamos tratá-los com a dignidade que todo e qualquer ser humano merece e, principalmente, não rotulá-los ou excluí-los de ministérios e trabalhos dentro da Igreja”, explicou. “Ter compaixão é tentar se colocar em seus lugares e até mesmo sofrer com eles. A palavra compaixão significa não apenas ‘sentir junto’ mas também ‘sofrer junto’. E a sensibilidade é porque precisamos ser sensíveis com as palavras que usamos com eles e com a maneira como os tratamos, sempre considerando a maneira como os católicos LGBT compreendem e consideram as coisas.”

Ainda na entrevista, James lembrou de uma simbólica frase dita por Francisco sobre LGBTs e os esforços do Papa a fim de inseri-los na Igreja. “‘Quem sou eu para julgar?’, [ele disse] durante sua visita aos Estados Unidos, em 2015, quando se encontrou com um homem gay e seu companheiro. E dias atrás ele disse a Juan Carlos Cruz, vítima de abuso sexual no Chile, que ‘Deus fez você assim’, ou seja, Deus fez você gay. Essas coisas estão ajudando os católicos LGBT a se sentir mais em casa em sua Igreja. Além disso, os comentários do papa são convites gentis para que bispos, padres e todos os católicos também sejam mais receptivos à comunidade LGBT. Afinal, a Igreja é deles também.

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Leia mais: As vitórias LGBT por igualdade nos últimos anos no Brasil

 

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