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Pai esbanjava dinheiro arrecadado para tratamento do filho doente

Mateus Henrique Leroy Alves gastou com viagens, relógios e roupas de marca e ainda pretendia abrir casa de prostituição

Por 29 jul 2019, 09h54 | Atualizado em 29 jul 2019, 12h01
Mateus Henrique Leroy Alves
Mateus Henrique Leroy Alves (Reprodução/Rede Globo)
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Mateus Henrique Leroy Alves, de 37 anos, é suspeito de desviar cerca de R$ 600 mil doados em campanha para o tratamento do filho João Miguel, de 1 ano e 7 meses.  A criança, que tem atrofia muscular espinhal (AME), precisa tomar doses de um remédio caro. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, que investiga o caso, o pai gastou o dinheiro em viagens, perfumes, relógios e roupas de marca.

O homem estaria ainda envolvido em um esquema de prostituição. Com parte da quantia, ele pretendia levar garotas de programas até Salvador e mantê-las em uma casa. Os planos, porém, não deram certo e ele foi preso na segunda (22).

A cidade mineira de Conselheiro Lafaiete recebeu a notícia com perplexidade, já que os moradores se uniram para arrecadar dinheiro para o tratamento do pequeno João Miguel. Em quase um ano, foram arrecadados mais de R$ 1 milhão. A campanha contou também com o engajamento de artistas e jogadores de futebol.

O dinheiro esbanjado por Mateus seria usado para comprar o remédio Spinraza, cuja dose custa cerca de R$ 360 mil. Em vídeos, o pai do menino aparece em hotéis de luxo depois de abandonar a família.

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A campanha para arrecadar fundos para o tratamento de Miguel foi encerrada em junho quando a família conseguiu na Justiça o direito de receber o três doses do remédio via SUS. O dinheiro para os outras três doses que ele precisa tomar estava na conta, mas foi gasto pelo pai.

Defesa alega extorsão

Segundo a defesa de Mateus, ela foi vítima de extorsão. O advogado Túlio César de Melo Silva confirmou a versão de seu cliente, que afirmou que havia ido até Belo Horizonte fazer um curso de segurança. Ele teria ido então até um ponto de comércio de drogas e conhecido um traficante. O bandido teria tomado conhecimento da campanha e extorquido Mateus.

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“A história que ele me contou parece que é a mesma que ele já contou para o delegado, que ele foi, na verdade, extorquido, né? [Isso aconteceu] quando ele foi para Belo Horizonte fazer um curso de segurança. Um curso interessante, porque parece que foi a própria irmã que pagou. Ele foi fazer o curso e conheceu uma pessoa que o levou até uma boca de fumo. Nessa boca, ele comprou droga (…) e pensou em fazer uma sociedade com um traficante. Esse traficante, então, talvez não sei se já sabia ou investigou um pouco sobre o Mateus, descobriu sobre a campanha, dos valores da campanha e, em cima disso, começou a extorquir [dinheiro] do Mateus”, disse o advogado ao G1.

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