🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

Mulher é libertada após 38 anos em condições de escravidão

Reportagem do Fantástico revelou as condições em que Madalena Gordiano, 46 anos, vivia desde os oito, quando foi adotada por professora branca

Por 21 dez 2020, 12h24 | Atualizado em 4 jun 2026, 14h23
Madalena Gordiano, 46 anos, viveu 38 anos em situação de escravidão, em Minas Gerais.
Madalena Gordiano, 46 anos, viveu 38 anos em situação de escravidão, em Minas Gerais. (Fantástico/TV Globo/Reprodução)
Continua após publicidade
Mulher é libertada após 38 anos em condições de escravidão Priorizar nos meus resultados Google

Uma mulher negra de 46 anos foi libertada por auditores fiscais do trabalho e pela Polícia Federal no fim do mês passado, após passar 38 anos em situação análoga à escravidão em casas de uma mesma família em Patos de Minas (MG). A história foi revelada em reportagem da edição do último domingo (20) do Fantástico, da TV Globo.

Madalena Gordiano foi adotada aos 8 anos pela professora Maria das Graças Milagres Ribeiro. Desde então, além de ser obrigada a limpar o imóvel, sem remuneração e direito à descanso ou às férias, ela também era impedida de sair do apartamento onde dormia.

Ao programa, Madalena contou que tudo começou quando, ainda criança, batia na porta de casas para pedir comida. Ao aparecer na casa de Maria, ela teria dito: “Não vou te dar pão, você vai morar comigo”. Como a mãe de Madalena não tinha condições de criar nove filhos, ela aceitou a adoção, que foi realizada, mas nunca formalizada.

Ao chegar à nova casa, a garota foi tirada da escola e passou a viver para ajudar os filhos de Maria e a realizar tarefas domésticas, sem poder brincar, nem sair do imóvel sozinha e, tampouco, ter contato com a família de origem.

Continua após a publicidade

Após 24 anos na casa de Maria, Madalena foi dada a um dos filhos da professora, Dalton Ribeiro. Na casa dele, ela viveu sob as mesmas condições anteriores. Segundo o depoimento anônimo de um morador do prédio onde ela vivia, a mulher acordava às 4 horas da manhã para passar roupas e não podia conversar com outros moradores do prédio.

Ao Fantástico, Humberto Monteiro Camasmie, auditor fiscal do Ministério Público do Trabalho (MPT), revelou as condições do local onde Madalena era exporada: “Era um quarto bem pequeno, não deve ter três metros de comprimento por 2 de largura. Não havia janela, não havia nenhuma ventilação, era um quartinho bem abafado.”

Continua após a publicidade

Em depoimento, Dalton diz que foi escolha de Madalena dormir em um quarto pequeno, se recusando a ficar em um quarto maior. Ele ainda afirmou que foi ela quem decidiu parar de estudar. A suposta escolha dela não foi questionada por ele, já que o mesmo não acreditava que os estudos trariam benefícios a ela. Além disso, o homem afirma que não a considera empregada e sim “parte da família”.

Em 2001, um tio da esposa de Dalton se casou com Madalena, mas eles nunca chegaram a morar juntos. Ex-combatente das Forças Armadas, ele acabou falecendo pouco tempo depois, deixando à esposa duas pensões – que somadas, passam mais de 8 mil reais por mês. Madalena não recebia esse dinheiro, pois sua conta bancária era controlada.

Continua após a publicidade

Dalton está sendo investigado pelo MPT por “submeter uma pessoa a condição análoga à escravidão” e por “tráfico de pessoas”. Maria também pode ser responsabilizada. Já Madalena está vivendo, atualmente, em um abrigo para mulheres vítimas de violência.

O que é mieloma múltiplo e como tratá-lo

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo uma página de notícias com imagens de produtos e um ícone de árvore verde ao ladoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O mês é do cliente. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).