🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

Defendendo seus ideais, Luiza Trajano se torna a mulher mais rica do país

"Enquanto o CEO não assume a diversidade para valer, é muito difícil mudar a empresa", disse a empresária, referência em igualdade racial e de gênero

Por Ana Carolina Pinheiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 set 2020, 20h51 | Atualizado em 4 jun 2026, 14h20
Luiza Helena Trajano, empresária
 (Luís Crispino/CLAUDIA)
Continua após publicidade
Defendendo seus ideais, Luiza Trajano se torna a mulher mais rica do país Priorizar nos meus resultados Google

Luiza Helena Trajano é a mulher mais rica do Brasil. A empresária ocupa a 8ª posição no ranking de bilionários brasileiros da revista Forbes. De 2019 pra cá, de acordo a Forbes Brasil, seu patrimônio aumentou 181% , o que a fez subir 16 posições no ranking de bilionários. Atualmente, Luiza acumula 24 bilhões de reais. 

No comando do Magalu, rede varejista, Luiza encarou uma semana agitada após bancar uma decisão histórica: o lançamento do primeiro programa da trainee exclusivo para negros. Durante o Fórum de Igualdade Racial, realizado pelo Grupo Mulheres do Brasil nesta terça-feira (23), presidido por Luiza, a executiva alertou sobre a importância da liderança para transformar o mercado de trabalho.

“Enquanto o CEO não assume a diversidade para valer, é muito difícil mudar a empresa. Depois das dificuldades da pandemia, o consumidor também está muito mais atento com a empresa que trabalha a diversidade e busca evitar as demissões em um momento tão delicado”, disse a presidente.

A igualdade racial é uma das 20 frentes de atuação do Grupo Mulheres no Brasil, sendo que foi um dos primeiros a ser criado. “Eu fui criada em um ambiente, há 30 anos, em que minha tia já questionava a ausência de negros nos lugares. Eu nunca achei que fosse racista até que fui em um reunião há cinco anos em um comitê de um banco e percebi o que era a dificuldade de ser negro. Me doeu muito e naquele momento fiz um compromisso comigo mesma. E com o Mulheres no Brasil não só trabalhei como lutei e luto pela causa da igualdade racial”, afirmou Luiza.

O mesmo evento ainda contou os CEOs Marcelo Melchior, da Nestlé, Mauricio Barros, da DHL, e Jean Jereissati, da Ambev, em um debate sobre o mercado de trabalho. Os executivos não deixaram de reconhecer os avanços que ainda são necessários na suas organizações, mas também apontaram a maior participação de negros em decisões cruciais para o desenvolvimento das empresas.

Continua após a publicidade

Outro encontro que aconteceu foi entre o ator e roteirista Lázaro Ramos, a líder comunitária Rejane Santos e a executiva e colunista de CLAUDIA Rachel Maia. No painel, Lázaro revelou que “não é super-herói”, mas que tem noção do seu papel e da responsabilidade que tem na sociedade.

Já Rejane contou como a pandemia foi segurada principalmente pela força dos próprios moradores da comunidade, de empresas e do terceiro setor. “É importante que outras vozes periféricas componham esses encontros”, alertou.

Rachel também chamou a atenção para o fato de que a inserção de negros no mercado de trabalho veio para ficar. “Procuro usar meus cargos estratégicos e de liderança para garantir mudanças”, disse ela, que ainda compartilhou a possibilidade de atuar politicamente.

Continua após a publicidade

Ainda falando de aliados, o ex-CEO da Bayer, Theo van der Loo, o jornalista e escritor Caio Maia e Elizabeth Mayer, do Comitê de Igualdade Racial do Grupo Mulheres do Brasil, abordaram atitudes antirracistas que podem e devem ser aplicadas no dia a dia. Caio transformou o incômodo da escola das filhas, que são brancas, não ter alunos e profissionais negros em uma cobrança para mudar a estrutura. Já Theo é responsável pela ascensão e contratação de mais funcionários negros na Bayer. “Quando você é o único negro em algum lugar, acaba pautando o debate racial”, pontuou Elizabeth.

Assista ao Fórum de Igualdade Racial na íntegra:

Continua após a publicidade

 

 

O que falta para termos mais mulheres eleitas na política

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo uma página de notícias com imagens de produtos e um ícone de árvore verde ao ladoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O mês é do cliente. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).