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Harvey Weinstein tem teste positivo para coronavírus na prisão

Ex-produtor de Hollywood foi condenado a 23 anos de prisão após ter cometido crimes de estupro e agressão sexual

Por 22 mar 2020, 19h16 | Atualizado em 4 jun 2026, 14h11
Harvey Weinstein Trial Continues In New York
 (Jeenah Moon/Getty Images)
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O ex-produtor de Hollywood Harvey Weinstein, 68 anos, foi um dos dois detentos que testaram positivo para o novo coronavírus (Covid-19) na Wende Correctional Facility, prisão de segurança máxima em Nova Iorque. A informação foi dada neste domingo (22) por funcionários ligados ao sistema penitenciário estadual ao jornal Niagara Gazette.

Weinstein – que foi hospitalizado no início deste mês por dores no peito – está supostamente isolado na prisão de segurança máxima. Segundo as autoridades, ele provavelmente estava portando o vírus quando foi transferido da Ilha Rikers na última quarta-feira.
Representantes do Departamento de Correções do Estado de Nova York não responderam ao questionamento, assim como a equipe de assessoria de Weinstein. Na última semana, ele foi transferido para uma prisão estadual após passar dois dias na violenta Rikers Island. A mudança foi um pedido da defesa de Harvey, que alegou que a nova unidade carcerária tem mais condições para lidar com seus problemas de saúde.

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PRISÃO POR CRIMES DE ESTUPRO E AGRESSÃO SEXUAL

No dia 11 de março, o ex-produtor de Hollywood recebeu a condenação de 23 anos de prisão após ter cometido crimes de estupro e agressão sexual. De cadeira de rodas e algemado, o acusado foi ao tribunal de Nova York para receber a sentença.

A agressão sexual contra a ex-assistente de produção Mimi Haleyi, que aconteceu em julho de 2006, foi o ato que levou o júri a condenar Weinstein como culpado em primeiro grau. Além desse episódio de assédio, o agressor também foi declarado culpado de estupro em terceiro grau por conta do crime cometido contra a ex-atriz Jessica Mann, em março de 2013. As duas vítimas chegaram ao tribunal para ter acesso ao resultado com aplausos calorosos do público que as esperava na frente do edifício.

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Para as acusações de estupro em primeiro grau de Mann e de predador sexual – crime que poderia levá-lo a prisão perpétua – Weinstein foi considerado inocente. Ainda assim os procuradores solicitaram ao juiz James Burke que aplicasse uma sentença dura, uma vez que o réu cometeu abusos “durante toda sua vida” e não teria demonstrado remorso por suas ações. Em carta, eles pediram que Burke considerasse outras 36 acusações de assédio e agressão sexual datadas dos anos 1970 e que não foram incluídas no processo de Weinstein.

Uma das promotoras, Joan Illuzzi, escreveu que Weinstein “mostrou uma atitude de superioridade e uma total falta de compaixão pelo próximo”. Quanto à solicitação da defesa de que fosse aplicada a pena mínima uma vez que o produtor é um profissional bem-sucedido e premiado, Illuzzi alegou que “sua história de vida, suas conquistas, suas lutas são simplesmente notáveis e que não devem ser ignoradas, devido ao veredicto do júri.”

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Segundo o Hollywood Reporter, em uma conferência do lado de fora da Corte, Donna Rotunno, advogada do produtor, classificou a sentença como “obscena”. “É claro que é muito dura. É ridícula”, disse ela aos repórteres. “Existem assassinos que ficarão livres mais rápidos que Harvey Weinstein ficará. O número atendeu às pressões dos movimentos do público, ele não atendeu às evidências apontadas no julgamento”, completou, declarando que estavam buscando por um tratamento justo e que não o receberam.

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