Moda impressa em 3D: 7 looks que parecem ter saído do futuro
A moda abraça a tecnologia! Conheça 7 looks impressionantes feitos com impressão 3D que provam que esta tendência é o futuro
Não há como negar: o futuro é tecnológico, inclusive na moda. Apesar de não ser exatamente uma novidade, o avanço das ferramentas digitais é o que tem feito a produção de roupas 3D ganhar cada vez mais adeptos. Se há alguns anos apenas alguns estilistas mais experimentais se arriscavam no método, hoje grandes marcas já colocam modelos nas passarelas para desfilar peças exclusivas feitas com impressoras.
Mas o que chama a atenção da indústria não é apenas a inovação ou a diminuição do desperdício de materiais. A grande virada está na possibilidade de alcançar texturas, volumes e formas personalizadas que a produção manual dificilmente conseguiria replicar, ou levaria um tempo enorme para produzir. E, exatamente por ainda não ser algo tão convencional nas ruas, muita gente ainda se pergunta se essa moda pega. Por isso, separamos sete looks feitos por impressão 3D para mostrar que essa tendência veio para ficar.
Conjunto de Danit Peleg
Danit Peleg não é uma novata no assunto. Há cerca de uma década, ela ficou conhecida por criar a primeira coleção de moda impressa em 3D do mundo usando impressoras domésticas e, desde então, não parou de empurrar os limites da técnica.
Este conjunto em especial nasceu a partir de comandos de IA e foi impresso em um filamento de base biológica, que não libera microplástico e ainda é biodegradável e reciclável. A estilista chegou a estampar a capa da revista Bioplastics Magazine com o projeto, descrito por ela mesma como um dos primeiros exemplos reais de IA generativa transformada em roupa vestível, e não apenas em imagem.
Saia branca de Krizia
A história de Krizia, dona do perfil @sewprinted, começou justamente por influência de Danit. A partir de vídeos no YouTube, ela passou a testar a impressão de pequenos quadrados de tecido em uma impressora caseira, até transformar o experimento em peças de moda.
Nesta saia, a estrutura foi impressa em PLA leve sobre um tecido de malha, com blocos individuais recortados propositalmente para permitir mais movimento. O resultado mostra um lado mais delicado da impressão 3D, quase como uma renda rígida.
Vestido de Karina Bond
Batizado pela imprensa especializada de opalescent babydoll dress, o vestido faz parte da coleção The Midnight Sun, mas representa o lado mais usável da proposta de Karina Bond. Aqui, o efeito opalescente e as ondas de cor que parecem se mover sobre o tecido nascem da técnica autoral da estilista.
Em vez de apostar em uma estrutura dura e futurista, Karina trabalha com filamento biodegradável de TPU e PLA desenhado à mão com uma caneta 3D, criando uma segunda pele com caimento fluido em vez do aspecto rígido que normalmente se espera de uma peça impressa.
Conjunto de Karina Bond
Já este conjunto vem da coleção seguinte da estilista, Vivarium, apresentada na temporada de outono-inverno. A proposta segue a mesma técnica de desenho à mão em 3D, mas evolui para aplicações que lembram folhas, flores e formas orgânicas. É quase como se um jardim fechado tivesse sido reconstruído em TPU e PLA sobre o corpo.
Vestido de Sudi Etuz
A marca de Istambul é conhecida justamente por unir corselets rígidos impressos em 3D, feitos em TPU, a tecidos fluidos e tradicionais, como renda e chiffon. O contraste entre o material tecnológico, estruturado quase como uma armadura, e o tecido leve e romântico por baixo é o que dá à marca sua identidade. Neste vestido, a impressão 3D aparece como uma espécie de estrutura principal, enquanto as camadas mais delicadas suavizam o visual.
Vestido de Sudi Etuz
Este outro vestido foi feito sob medida para a cantora turca Simge Sağın e apelidado pela própria Sudi Etuz de “a nova pele”. Apesar de ainda aderir a um modelo mais rígido, aqui a impressão em 3D busca reproduzir o efeito de uma segunda pele sobre o corpo.
O mais interessante é que a estrutura cria curvas que parecem acompanhar o movimento do tecido, mesmo sendo construída a partir de um material muito mais tecnológico.
Vestido de Iris Van Herpen
Nenhuma lista sobre moda impressa em 3D estaria completa sem Iris van Herpen, a designer holandesa considerada uma das pioneiras da técnica na alta-costura há mais de uma década.
Este vestido faz parte da coleção Voltage, inspirada na eletricidade. A peça em si nasceu da colaboração entre van Herpen e a arquiteta Neri Oxman, do MIT Media Lab, que fundiu diferentes materiais flexíveis durante a própria impressão, resultando nesse efeito de costela ou nervura orgânica que parece ter crescido junto com o corpo, e não costurada sobre ele.
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