7 regras de etiqueta para não passar vergonha em um restaurante chique
Desmistifique as regras de etiqueta em restaurantes sofisticados e aprenda a se comportar à mesa com confiança e naturalidade
Uma mesa com vários talheres, taças de formatos diferentes e um guardanapo impecavelmente dobrado pode ser o suficiente para despertar uma dúvida imediata: e agora, o que eu faço?
Frequentar um restaurante sofisticado pela primeira vez pode parecer um teste de etiqueta. Qual talher usar? Pode colocar a bolsa na mesa? É preciso entender de vinho para falar com o sommelier? E como chamar o garçom sem cometer uma gafe?
A boa notícia é que não é preciso decorar dezenas de regras. Para Claudia Matarazzo, jornalista e especialista em etiqueta e comportamento, complicar demais esses códigos vai contra a principal função da etiqueta: facilitar a convivência.
Por isso, antes daquele jantar especial, vale conhecer algumas regras simples que ajudam a aproveitar a experiência com mais segurança.
1. Antes de sair de casa, confira se existe um dress code
Não é preciso vestir traje de gala só porque o restaurante é caro. Ainda assim, algumas casas mais tradicionais, especialmente restaurantes de hotéis, podem adotar um código de vestimenta.
Na dúvida, vale consultar o site ou as redes sociais do local. Assim, você evita tanto chegar informal demais quanto se produzir além do necessário.
Pontualidade também faz parte da etiqueta. Em restaurantes que trabalham com reservas ou menus degustação, atrasos podem prejudicar não só a sua experiência, mas também o andamento do serviço.
2. Sentou? O guardanapo vai para o colo
O guardanapo de tecido não deve ficar dobrado sobre a mesa — e muito menos preso à gola da roupa. Depois de se sentar, abra-o discretamente e coloque-o sobre o colo. Em seu livro Etiqueta Sem Frescura, Claudia Matarazzo reforça que essa é uma das regras mais básicas da etiqueta à mesa.
Durante a refeição, use o guardanapo delicadamente para limpar os lábios. Ao terminar, deixe-o ao lado do prato, sem se preocupar em dobrá-lo novamente.
3. Celular fora da mesa
Carteira, chaves, óculos escuros e, principalmente, o celular não fazem parte da mesa posta. O ideal é manter esses objetos guardados durante a refeição.
Além da questão estética, existe uma regra de convivência por trás disso: um jantar também é um encontro social. Deixar o celular sempre ao alcance das mãos ou interromper a conversa para responder mensagens pode passar a impressão de que qualquer notificação é mais importante do que quem está à sua frente.
Há exceções, claro. Se estiver esperando uma ligação importante, avise os acompanhantes e, quando ela chegar, afaste-se da mesa para atender.
4. Muitos talheres? Comece pelos de fora
Essa talvez seja a parte que mais assuste quem se depara com uma mesa formal. Mas existe uma regra simples: os talheres são usados de fora para dentro, acompanhando a ordem dos pratos.
Ou seja, não é preciso saber qual garfo corresponde a cada alimento. À medida que entrada, primeiro prato e prato principal são servidos, basta usar os talheres posicionados mais para fora.
Em seu livro, Matarazzo orienta ainda que o mais importante é manuseá-los com delicadeza, sem abrir muito os braços e, principalmente, sem gesticular com os talheres nas mãos.
5. Não precisa fingir que entende de vinho
A carta de vinhos chegou e você não reconhece nenhum rótulo? Não precisa entrar em pânico — nem escolher aleatoriamente o segundo vinho mais barato para parecer que sabe o que está fazendo.
Em restaurantes com sommelier, pedir ajuda faz parte da experiência. Claudia Matarazzo recomenda recorrer ao profissional para receber sugestões, explicando o que você costuma beber e, se quiser, até a faixa de preço que pretende gastar.
6. Posso fotografar o prato?
Essa regra ficou mais flexível com o tempo, especialmente porque muitos restaurantes já exibem seus pratos nas redes sociais. Ainda assim, discrição é a palavra-chave.
Evite usar flash, levantar da cadeira ou interromper a refeição para fazer uma sessão de fotos. Em ocasiões mais formais, Claudia Matarazzo recomenda até deixar fotografias e selfies de lado.
7. Quem paga a conta?
Se o encontro partiu de um convite explícito, especialmente em uma ocasião profissional, a convenção é que quem convida se ofereça para pagar a conta. O ideal é fazer isso com discrição.
Entre amigos, casais e encontros mais informais, dividir a conta é perfeitamente comum. Mais importante do que seguir uma regra rígida é evitar aquela disputa constrangedora, diante do garçom, sobre quem vai pagar.
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