Dia das Mães: Claudia em casa por 9,90

Mutilação de criança na Europa reacende debate sobre procedimento grotesco

Menina foi passar o fim de semana na caso do pai, na região de fronteira com a Geórgia, no sudoeste da Rússia, e voltou pra casa mutilada

Por 18 out 2020, 09h00
mulher-menina-criança-abuso-tristeza
 (Palmiro Domingues/Getty Images)
Continua após publicidade

Acabar com a mutilação genital feminina (MGF) até 2030 é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU. Mas, tornar a meta uma realidade parece difícil quando se tem acesso aos números desta forma grotesca de controle da sexualidade feminina.

A prática já fez 200 milhões de vítimas, em 92 países com informações. Mas o número é bem maior por conta da subnotificação já que o silêncio parece ser uma regra em países em que a “tradição” manda mutilar suas meninas e mulheres.

Os dados estão em reportagem publicada pela Folha, sábado, 17 e indicam países em mais de 80% das mulheres são submetidas à remoção parcial ou total do clitóris que pode ser aliada ao corte dos pequenos e grandes lábios. Só na Europa, há 180 mil meninas em risco de serem mutiladas, segundo a Comissão Europeia.

E é do Velho Continente, onde estão mais 600 mulheres vítimas de mutilação, que parte mais uma triste história que expõe o tamanho do problema.  Um caso de mutilação na Rússia envolvendo uma menina de 9 anos foi parar na Justiça, depois que a mãe da menina prestou queixa contra o ex-marido, a mulher dele e a médica que fez o procedimento. A menina foi passar o fim de semana na caso do pai, na região de fronteira com a Geórgia, no sudoeste da Rússia, e voltou pra casa mutilada, com febre e chorando.

O processo judicial sobre o tema é inédito por lá, mas deve acabar sem punição, já que no país não há lei que puna ou proíba a prática. A médica que cortou a menina responde apenas por danos leves à saúde, mas a mutilação, segundo a OMS pode causar sequelas físicas, como infecções graves e hemorragias, e mentais por toda a vida.

Continua após a publicidade

Segundo a Unfpa, a agência de saúde sexual e reprodutiva das Nações Unidas, a pandemia de coronavírus agrava o problema e pode resultar em 2 milhões de casos adicionais de mutilação genital feminina. Por conta do confinamento, as crianças estão mais expostas a esse tipo de violência.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 52% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Receba Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).