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“Sentimento é de reparação”, diz Luiza Brunet sobre condenação de agressor

Nesta semana, STF confirmou condenação do ex-marido da atriz, Lírio Parisotto, por violência doméstica em 2016

Por 28 nov 2020, 19h29 | Atualizado em 28 nov 2020, 19h35
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Meses após o caso, Luiza Brunet desabafou sobre a agressão em entrevista a CLAUDIA. "Eu confio na Justiça", dizia ela (Fernando Louza/CLAUDIA)
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Na segunda-feira (23), o Superior Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade confirmar a condenação do empresário Lírio Albino Parisotto, 66 anos, por agressão à atriz Luiza Brunet, 58 anos, em 2016. Com isso, se encerra a jornada de quatro anos de Luiza em busca de justiça contra o ex-marido. 

“O meu agressor, depois de tentar todos os recursos possíveis, está definitivamente condenado pela minha agressão. Acreditem, denunciem. Pode demorar, mas quando a justiça é feita, o sentimento é de reparação”, afirmou ela à coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo, que noticiou a decisão do STF em primeira mão neste sábado (28). 

Ele foi condenado a prestar serviços e deve se apresentar periodicamente ao longo de dois anos à Justiça devido às lesões corporal e psicológica contra a então companheira. A atriz denunciou Lírio em junho de 2016 de tê-la agredido verbalmente e desferido chutes e um soco no rosto dela durante uma passagem por Nova York. 

“Depois de quatro anos, posso dizer que virei uma página da minha vida. Todos que falaram que a verdade apareceria tinham razão. Ela apareceu e é definitiva”, comemorou Luiza. 

Desde que ela reuniu coragem para denunciar, se empenhou para buscar justiça sobre o seu próprio caso, mas também para atuar contra a violência doméstica e a adequada aplicação da Lei Maria da Penha. Antes disso, já era embaixadora do Instituto Avon no combate à violência que, mais tarde, também a atingiria.

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Relembre o caso

Na época da agressão, em maio de 2016, Luiza se preparava para gravar a novela Velho Chico (Rede Globo). “Seis dias após a agressão, eu gravei minha primeira cena na novela (interpretou Madá, dona de um bordel). Saí do estúdio sentindo dores horríveis, passei uma noite péssima. O médico que me acompanha há 25 anos tinha receitado anti-inflamatório e analgésico e pedido uma radiografia. Apareceu apenas uma costela quebrada. Como as dores não cessavam, ele quis uma tomografia computadorizada. Ela mostra fraturas na sétima, oitava, nona e décima costelas”, contou a atriz a CLAUDIA apenas alguns meses depois do caso – era a primeira vez em que falava sobre a agressão. Quando se sentiu mais segura, procurou o Ministério Público de São Paulo para prestar queixa.

“As pessoas se espantaram com o fato de eu ter sido agredida e não esconder. Virou uma comoção nacional, recebi solidariedade. Quer saber? Eu fiquei bastante tempo mal, sim. Mas ir trabalhar com o olho roxo, detonada no sentido psicológico, não me envergonhou. Nesta entrevista, faço meu papel de cidadã, conto pela primeira vez os detalhes. A gente tem que dar um basta à situação”, afirmou, demonstrando que caminharia para ser ativista da causa.

Ela contou que recebeu apoio de outras mulheres, mas muitas reações violentas por ela ter decidido denunciar: “Nas redes sociais, via barbaridades atingindo o meu caráter. Disseram que armei tudo para conseguir dinheiro fácil, que quebrei as costelas, dei um soco no meu olho. Coisas nojentas. Lia e deletava. Deu vontade, mas não revidei. Eram inverídicas, distantes do meu comportamento. Não valia a pena. Muitos opinavam como se estivessem do lado, vendo tudo, e concluíam: ‘Ela mentiu. Se fosse verdade, procuraria a polícia americana’; ‘Uma mulher quebrada não viaja de avião’; ‘Ninguém viu o olho roxo?’; ‘Como gravou a cena da novela, em que é jogada na parede?'”/

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