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As declarações mais polêmicas no livro do príncipe Harry

Entre confissões e memórias, o livro tem sido atacado pelos internautas e até mesmo pela família real

Por Sarah Catherine Seles 12 jan 2023, 14h37 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h25
príncipe Harry
 (Max Mumby/Indigo/Getty Images)
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O livro do príncipe Harry, Spare, foi lançado no Brasil intitulado por O que sobra e tem dado o que falar, tanto entre os internautas, quanto na família real. A estratégia do Duque de Sussex foi soltar de uma vez todas suas memórias de infância e histórias ao longo de sua vida.

O termo “spare” em inglês, se refere a reserva, estepe ou segunda opção, o que, de acordo com o jornal britânico Daily Mail, se refere ao título de “extra”, comparando Harry ao príncipe William, seu irmão e herdeiro do trono. 

Entre dezenas de memórias, encontramos histórias sobre perder a virgindade atrás de um pub, assistir as cenas de Suits com Meghan Markle e ficar na casa de Courteney Cox, estrela de Friends. A série que, segundo ele, foi assistida em looping ao longo de sua adolescência, sempre se identificando com Chandler, personagem cômico da trama.

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Em um momento fofo (nem tudo são críticas), ele também fala do seu amor pela cunhada, a agora princesa Kate Middleton, e como gosta de fazê-la gargalhar. Ele ainda a descreve como a irmã que nunca teve, mas que sempre desejou.

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Harry fala sobre sua mãe, princesa Diana, em livro. (Tim Graham/Colaborador/Getty Images)
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Além disso, ele também conta momentos marcantes de sua vida, desde a morte de sua mãe, a princesa Diana, até a recente perda de sua avó, a rainha Elizabeth. Harry conta detalhes da última conversa que teve com a matriarca, na qual falaram sobre sua saúde e até sobre os jardins do palácio.

O ódio pela imprensa também está presente nas páginas de sua autobiografia, desde a morte de sua mãe, até os ataques que ele e sua esposa, Meghan Markle, tem sofrido. Harry culpa os tablóides pela perseguição da Lady Di e os acontecimentos antes de sua morte.

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O casal príncipe Harry e Meghan Markle
O casal príncipe Harry e Meghan Markle (| Foto: Max Mumby/Indigo/Getty Images/Getty Images)

Os desentendimentos e brigas com seu irmão mais velho, o príncipe William também são relatados. Harry acusa o irmão de o ter agredido fisicamente durante uma discussão em 2019. O tópico seria sua esposa, Meghan, que foi chamada de “difícil”, “rude” e “abrasiva” por William, segundo o The Guardian.

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Reação da família real e do parlamento

Após a repercussão do livro, alguns parlamentares superiores exigem a destituição do título de “duque de Sussex” do príncipe. A autobiografia, escrita por um ghostwriter, contém declarações polêmicas de Harry que, segundo os políticos, quer “destruir” a família real.

O membro do parlamento do Reino Unido, Bob Seely, deve recorrer à legislação para retirar o título de Harry. No entanto, eles não são os únicos que pensam desta maneira, uma pesquisa online realizada pelo The Sun aponta que 89% dos leitores acreditam que Meghan e seu marido devem ter seu ducado destituído.

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meghan e harry
Meghan e Harry são criticados pelos internautas. (Samir Hussein/WireImage/Getty Images)

“Eles parecem odiar a instituição da Família Real, mas parecem perfeitamente felizes em usar seus títulos. Se for para destruir a instituição, não use os títulos. Harry não está se comportando com nenhuma dignidade com tudo isso”, afirmou Bob Seely, em entrevista ao jornal britânico.

A família real, o Palácio de Buckingham e o Palácio de Kensington ainda não se posicionaram em relação às declarações contidas no livro.

Harry e William pediram que o pai não se casasse com Camilla

Em um dos trechos, Harry diz que ele e o irmão imploraram para que o pai não se casasse com Camilla, atual rainha consorte, e que eles tiveram reuniões separadas com ela antes que entrasse oficialmente para a família. Vale lembrar que ela era amante do agora rei Charles enquanto ainda estava casado com a Princesa Diana.

Uso de drogas

No livro, Harry também abre o jogo sobre o uso de cocaína – provada na casa de um amigo quando tinha 17 anos e em diversas outras ocasiões – e de maconha, inclusive no banheiro do Eton College, enquanto era estudante.

“Não foi muito divertido e não me fez sentir especialmente feliz como parecia fazer com todos os outros, mas me fez sentir diferente, e esse era meu principal objetivo. Eu era um garoto de 17 anos pronto para tentar qualquer coisa que alterasse a ordem pré-estabelecida”, diz, especificamente, sobre a experiência com a cocaína.

Mortes de talibãs

Outro trecho que não caiu bem com a opinião pública foi a revelação de que ele acabou matando 25 talibãs enquanto servia como piloto de helicóptero no Ageganistão. Apesar de dizer que não se enche de orgulho da estatística, ele diz que tampouco se envergonha. “Quando me vi mergulhado no calor e na confusão do combate, não pensei naqueles 25 como pessoas. Eram peças de xadrez removidas do tabuleiro, pessoas más eliminadas antes que pudessem matar pessoas boas.”

Imprecisões históricas

O livro tem sido muito criticado pelos leitores que encontraram alguns erros históricos e de fatos. Harry escreveu que o rei Henrique VI era seu tataravô, mas, segundo os internautas, isso é impossível, já que o rei só teve um filho, que morreu em uma batalha aos 17 anos.

Outra imprecisão é a afirmação de que o Duque teria se oferecido para comprar uma passagem para seu sogro, Thomas Markle, do México para a Inglaterra. Segundo informações divulgadas pelo Page Six, a companhia Air New Zeland, no entanto, afirmou que nunca operou voos nesta rota.

 

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