🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

Os 50 anos da boca mais famosa do mundo

O designer inglês John Pasche criou a marca dos Rolling Stones, mas não ganha nada por ela

Por Ana Claudia Paixão 14 abr 2020, 10h30 | Atualizado em 4 jun 2026, 14h12
Oli Scarff/Getty Images) (Oli Scarff/Getty Images/Getty Images)
Continua após publicidade
Os 50 anos da boca mais famosa do mundo Priorizar nos meus resultados Google

Algumas imagens são rapidamente associadas aos Rolling Stones, como a dança de Mick Jagger (imortalizada e homenageada pelo Maroon 5 com Moves Like Jagger), Keith Richards e seu cigarro e a logo da banda.

Sticky Fingers

A imagem dos lábios grossos e a língua para fora tem algumas curiosidades, além do aniversário de meio século. Ela apareceu primeiro na contracapa do álbum Sticky Fingers, em 1970. E, não.  Não é inspirada no vocalista da banda, embora a encomenda tenha vindo dele e aprovada pelo próprio Jagger. É, na verdade, inspirada em uma imagem da divindade indiana Cali, com a boca aberta e língua para fora.

A segunda curiosidade é que, embora muita gente ainda confunda, a logo também não é uma criação de Andy Warhol. Na verdade, é um dos primeiros trabalhos do designer inglês, John Pasche, que na época ainda era estudante da Royal College of Art, em Londres.  Ele foi recomendado por professores e teve suas primeiras ideias rejeitadas até desenhar a hoje clássica boca vermelha associada aos Stones. Pasche ganhou pouco mais de 300 reais pelo trabalho. Sua logo hoje não é apenas a marca registrada do grupo, é também uma peça fashion usada por famosos e desconhecidos.

Kaley Cuoco

Continua após a publicidade
Street Style : Paris Fashion Week – Menswear Fall/Winter 2017/2018 : Day Four
(Edward Berthelot/Getty Images/Getty Images)

London Celebrity Sightings –  March 25, 2015

A logo, que ia fazer parte de uma exposição em Paris esse mês, “Revolutions: Records and Rebels 1966 — 1970″ (adiada até o fim da pandemia), rendeu (e rende) muito dinheiro para os Rolling Stones, que têm a marca registrada. Pasche, que chegou a ganhar 1.300 reais depois, como compensação pela criação,  só passou a receber parte dos royalties cinco anos depois da criação da peça (10% brutos das vendas de merchandising). Hoje, segundo a matéria do New York Times sobre o aniversário de 50 anos da logo, ele não recebe mais nada pois revendeu seus direitos de volta para o grupo ainda no início dos anos 1980, por algo em torno de 170 mil reais. 

Continua após a publicidade

“Provavelmente hoje estaria vivendo em um castelo”, ele admitiu, explicando no entanto que foi forçado a ceder porque o embate na Justiça não seria fácil. Em vez de levar a briga para os tribunais, onde poderia vir a perder – e pagar sozinho os custos do processo – Pasche fez um acordo com os Rolling Stones. “Seria uma briga como Davi e o gigante, um designer contra os Rolling Stones“, ele contou ao jornal americano.

Rolling Stones
(Michael Putland/Getty Images/Getty Images)
Continua após a publicidade

Para o artista, o que mais o satisfaz é o fato da logo ser associada a um símbolo de protesto. “É como as crianças fazem quando elas dão a língua para você e essa era a razão pela qual eu pensei que funcionaria tão bem”, Pasche explicou.

50 anos depois, ele já tem toda certeza de ter acertado.

Continua após a publicidade

Resiliência: como se fortalecer para enfrentar os seus problemas

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo uma página de notícias com imagens de produtos e um ícone de árvore verde ao ladoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O mês é do cliente. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).