Tarô: entre 23 e 29/01, energia é de equilíbrio e tomada de decisões
A energia da Justiça no tarô tem relação com equilíbrio e escolhas acertadas. Nesta semana, busque pesar os prós e contras antes de tomar alguma decisão
“Acredite na justiça, mas não a que emana dos demais e sim na tua própria.” Segundo o código Samurai, conhecido como Bushido, a vida moral consiste em buscar sempre a ação correta, por isso, todas as nossas atitudes devem sempre ser cuidadosamente analisadas. E isso o que devemos fazer neste período. Abaixo, a carta de Tarô da semana e como aproveitar a sua energia.
Tarô da semana: Carta da Justiça
A Justiça se concentra em corrigir nossos erros, obter o que nos é devido e também os resultados cármicos (bons e ruins) do que fizemos. “Faça aos outros o que gostaria que fizessem a você.” Siga este preceito e tudo dará certo. Afinal, o que realmente importa é a intenção, aquilo que está no nosso coração. “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos nossos olhos” (Antoine de Saint-Exupéry).
A ideia de colocar na balança os nossos atos é normalmente associada ao Julgamento Final, mas também tem forte correlação com a Justiça, visto que somos julgadas tomando por base no que fizemos. Pela crença egípcia, após a morte, “o espirito de qualquer pessoa ia para a Sala das Duas Verdades. Nesta sala, Anúbis, o deus egípcio dos mortos, colocava o coração do morto numa balança, usando como contrapeso a pluma da Deusa Maat, que representava a justiça. Depois de Anúbis ajustar a balança, verificava-se qual dos dois pesava mais, o coração ou a pluma. Dependendo do resultado da pesagem, então o espirito do morto seguiria para Paraíso ou para o Inferno.”
Mas não precisamos ir tão longe e pensar agora onde vamos passar a eternidade. A mensagem do tarô para a semana é, na verdade, para procurar ter cautela nas decisões. Portanto, pense antes de agir. Lembre-se: tudo tem consequências. Tanto para o bem quanto para o mal. É o famoso “aqui se faz, aqui se paga”, ligado à Lei do Retorno, também conhecida como Lei da “Causa e Efeito” que preconiza que tudo o que fazemos, seja bom ou ruim, cedo ou tarde, voltará para nós mesmas.
O significado de justo no dicionário é “quem age ou vive seguindo as normas da justiça e da moral”, ou seja, uma pessoa honesta, íntegra, ética. Para Aristóteles, o conceito de justo, do ponto de vista filosófico, era uma pessoa que praticava a virtude plena (aquilo que está no meio-termo, distante dos extremos que nos fazem mal) não apenas para si mesma, mas também para os outros. Na Bíblia, há inúmeras referências à ideia de Justiça. A mais famosa é a decisão do Rei Salomão no episódio que narra a disputa entre duas mulheres pela maternidade de uma criança.
Justiça tem tudo a ver com imparcialidade, verdade e lei. Mas o que diferencia o certo do “errado”? É a ação justa, regrada, comedida, ponderada, feita com equilíbrio e critério. Neste sentido, para se obter justiça, deve haver isenção entre os interesses das pessoas envolvidas. Temos que analisar as situações de maneira prática e não deixar a nossa emoção falar mais alto.
Quando a carta da Justiça aparece, mostra que possivelmente surgirão situações em que serão necessárias sábias escolhas. Essa carta pode representar questões legais, documentos, contratos. Não importa o que esteja acontecendo, você pode ter certeza de que o universo está jogando limpo. A justiça está sendo feita e o resultado certamente será justo.
Se você está tomando decisões neste momento, pese todas as opções cuidadosamente para encontrar o meio-termo entre duas ou mais posições distintas. “A menos que você faça as coisas certas, as coisas certas não acontecerão para você.” (Sadhguru)
Boa semana e muita luz,
Cris Paixão.







