Oferta Relâmpago: Claudia por 7,99
Imagem Blog

Stéphanie Habrich

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Stéphanie Habrich é CEO da editora Magia de Ler, apaixonada pelo mundo da educação e do jornalismo infantojuvenil. Fundadora do Joca, o maior jornal para adolescentes e crianças do Brasil e do TINO Econômico, o único periódico sobre economia e finanças voltado ao público jovem, ela aborda na coluna temas conectados ao empreendedorismo, reflexões sobre inteligência emocional, e assuntos que interligam o contato com as notícias desde a infância e a educação, sempre pensando em como podemos ajudar nossos filhos a serem cidadãos com pensamento crítico.

Precisamos nos preparar para a finitude da vida

Ainda que a morte seja a única certeza para todo ser humano, nunca estamos preparados para perder as pessoas que amamos

Por Stéphanie Habrich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 fev 2024, 10h48
morte e envelhecimento
Contemplar o envelhecimento e a finitude dos pais não é fácil. (cottonbro studio/Pexels)
Continua após publicidade
Precisamos nos preparar para a finitude da vida Priorizar nos meus resultados Google

Na semana passada, fomos todos surpreendidos pela morte do empresário Abilio Diniz. Exemplo de vida saudável e com uma vitalidade admirável, era difícil não considerar que ele ainda viveria muitos anos.

Sua morte reacendeu em mim algumas reflexões que vez ou outra me pego fazendo sobre a finitude da vida. Ainda que não gostemos de falar a respeito, a morte é uma realidade que um dia será enfrentada. Os anos vão passando e vamos envelhecendo, assim como todos à nossa volta.

De uns anos para cá, tenho visto isso acontecer com meus pais. Idosos, eles estão se tornando cada vez mais frágeis e mais dependentes de mim e de minhas irmãs.

Ver as pessoas que sempre foram referência de força e segurança se tornarem mais vulneráveis não é fácil, mas será que há uma forma mais correta de encarar essa situação?

Continua após a publicidade

Em busca de resposta, conversei com a psicóloga e professora universitária, Iara Meireles, que é especialista em tanatologia e enfrentamento do luto; e com Marcia Sena, que fundou a Senior Concierge, empresa que oferece uma equipe especializada em diferentes serviços para idosos.

Farmacêutica e Bioquímica de formação, Marcia era executiva de uma grande empresa farmacêutica e tinha uma rotina de viagens frequentes ao exterior quando viu seus pais precisarem de mais apoio e cuidado.

Continua após a publicidade

Estudando sobre o assunto, ela descobriu que em países mais desenvolvidos, como Estados Unidos, Canadá e Japão, essa questão já foi bastante estudada e há até um nome para o grupo de pessoas que passa por isso: geração sanduíche.

A denominação tem a ver com o fato de esses indivíduos terem que cuidar ao mesmo tempo dos pais e dos filhos. E para complicar ainda mais o cenário, é comum que essas pessoas estejam no auge da vida produtiva, no topo da carreira, com muitas tarefas para realizar profissionalmente. 

Continua após a publicidade

Era o caso de Marcia. Sem encontrar a ajuda que precisava, decidiu criar uma empresa que fornecesse o serviço que seus pais necessitavam, como um acompanhante para uma consulta, uma compra do supermercado ou um socorro em caso de emergência.

“A missão da empresa é cuidar da parte operacional e ajudar os filhos a usarem o tempo para uma convivência de qualidade com os pais”, diz Marcia.

Continua após a publicidade

Além das questões de ordem prática, há também as questões emocionais que envolvem o processo de envelhecimento dos pais. Vê-los mais dependentes traz um aperto no peito e um medo da perda.

Segundo a psicóloga Iara Meireles, uma orientação para esses casos em que a finitude se aproxima é poder desfrutar da convivência de qualidade e criar momentos agradáveis que gerem boas lembranças.

Continua após a publicidade

Dessa forma, mesmo após a morte, as memórias permaneceram vivas. “Perder os pais é perder uma parte de si mesmo, pois com eles irão embora muitas histórias que somente eles contavam e compartilhavam”, afirma Iara.

Se a finitude é uma certeza, por que há esse grande tabu? Segundo a psicóloga, isso acontece por questões culturais, sociais, emocionais e religiosas. As sociedades evitam discutir o tema da morte por causar repulsa.

“O medo do desconhecido impede o diálogo sobre este processo que faz parte do ciclo da vida”, diz.

Diferentemente do que costumamos pensar, o oposto de morte não é vida, é nascimento. A vida é tudo que acontece entre o momento que nascemos e o instante em que morremos.

Sabendo disso, vamos viver cada segundo com verdade e intensidade ao lado das pessoas que amamos para fazer valer a pena.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto branco OFERTA RELÂMPAGO e Você pediu, a gente ouviu!. À esquerda, um ícone de árvore. À direita, capas de revistas digitais e um celular exibindo notícias, com raios brancos ao fundoBanner laranja com texto branco e contorno amarelo neon: OFERTA RELÂMPAGO e Você pediu, a gente ouviu!. Um ícone de árvore branca está no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 67% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Claudia impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).