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Stéphanie Habrich

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Stéphanie Habrich é CEO da editora Magia de Ler, apaixonada pelo mundo da educação e do jornalismo infantojuvenil. Fundadora do Joca, o maior jornal para adolescentes e crianças do Brasil e do TINO Econômico, o único periódico sobre economia e finanças voltado ao público jovem, ela aborda na coluna temas conectados ao empreendedorismo, reflexões sobre inteligência emocional, e assuntos que interligam o contato com as notícias desde a infância e a educação, sempre pensando em como podemos ajudar nossos filhos a serem cidadãos com pensamento crítico.

Precisamos nos preparar para a finitude da vida

Ainda que a morte seja a única certeza para todo ser humano, nunca estamos preparados para perder as pessoas que amamos

Por Stéphanie Habrich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
27 fev 2024, 10h48 •
morte e envelhecimento
Contemplar o envelhecimento e a finitude dos pais não é fácil. (cottonbro studio/Pexels)
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  • Na semana passada, fomos todos surpreendidos pela morte do empresário Abilio Diniz. Exemplo de vida saudável e com uma vitalidade admirável, era difícil não considerar que ele ainda viveria muitos anos.

    Sua morte reacendeu em mim algumas reflexões que vez ou outra me pego fazendo sobre a finitude da vida. Ainda que não gostemos de falar a respeito, a morte é uma realidade que um dia será enfrentada. Os anos vão passando e vamos envelhecendo, assim como todos à nossa volta.

    De uns anos para cá, tenho visto isso acontecer com meus pais. Idosos, eles estão se tornando cada vez mais frágeis e mais dependentes de mim e de minhas irmãs.

    Ver as pessoas que sempre foram referência de força e segurança se tornarem mais vulneráveis não é fácil, mas será que há uma forma mais correta de encarar essa situação?

    Em busca de resposta, conversei com a psicóloga e professora universitária, Iara Meireles, que é especialista em tanatologia e enfrentamento do luto; e com Marcia Sena, que fundou a Senior Concierge, empresa que oferece uma equipe especializada em diferentes serviços para idosos.

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    Farmacêutica e Bioquímica de formação, Marcia era executiva de uma grande empresa farmacêutica e tinha uma rotina de viagens frequentes ao exterior quando viu seus pais precisarem de mais apoio e cuidado.

    Estudando sobre o assunto, ela descobriu que em países mais desenvolvidos, como Estados Unidos, Canadá e Japão, essa questão já foi bastante estudada e há até um nome para o grupo de pessoas que passa por isso: geração sanduíche.

    A denominação tem a ver com o fato de esses indivíduos terem que cuidar ao mesmo tempo dos pais e dos filhos. E para complicar ainda mais o cenário, é comum que essas pessoas estejam no auge da vida produtiva, no topo da carreira, com muitas tarefas para realizar profissionalmente. 

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    Era o caso de Marcia. Sem encontrar a ajuda que precisava, decidiu criar uma empresa que fornecesse o serviço que seus pais necessitavam, como um acompanhante para uma consulta, uma compra do supermercado ou um socorro em caso de emergência.

    “A missão da empresa é cuidar da parte operacional e ajudar os filhos a usarem o tempo para uma convivência de qualidade com os pais”, diz Marcia.

    Além das questões de ordem prática, há também as questões emocionais que envolvem o processo de envelhecimento dos pais. Vê-los mais dependentes traz um aperto no peito e um medo da perda.

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    Segundo a psicóloga Iara Meireles, uma orientação para esses casos em que a finitude se aproxima é poder desfrutar da convivência de qualidade e criar momentos agradáveis que gerem boas lembranças.

    Dessa forma, mesmo após a morte, as memórias permaneceram vivas. “Perder os pais é perder uma parte de si mesmo, pois com eles irão embora muitas histórias que somente eles contavam e compartilhavam”, afirma Iara.

    Se a finitude é uma certeza, por que há esse grande tabu? Segundo a psicóloga, isso acontece por questões culturais, sociais, emocionais e religiosas. As sociedades evitam discutir o tema da morte por causar repulsa.

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    “O medo do desconhecido impede o diálogo sobre este processo que faz parte do ciclo da vida”, diz.

    Diferentemente do que costumamos pensar, o oposto de morte não é vida, é nascimento. A vida é tudo que acontece entre o momento que nascemos e o instante em que morremos.

    Sabendo disso, vamos viver cada segundo com verdade e intensidade ao lado das pessoas que amamos para fazer valer a pena.

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