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Sofia Menegon

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Sofia Menegon é feminista, idealizadora da podcast Louva a Deusa e consultora em relacionamento e sexualidade

Qual a diferença entre não-monogamia, poliamor e relacionamento aberto?

Veja aqui um pequeno guia para você entender melhor esses arranjos que fogem à tradicional monogamia

Por Sofia Menegon 2 Maio 2024, 15h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h51
abc do poliamor
Da não monogamia às relações abertas, veja nosso manual do poliamor (freepik/Freepik)
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Qual a diferença entre não-monogamia, poliamor e relacionamento aberto? Priorizar nos meus resultados Google

Amor livre, poliamor, relação aberta, não-monogamia e por aí vai. Sem dúvida alguma, os moldes das relações já não são mais os mesmos e chegou a hora de abrirmos espaço para essas, não tão novas assim, maneiras de se relacionar. Calma! O papo de hoje não tem a intenção de “converter” ninguém. Quero mesmo te ajudar a entender o que cada um desses termos significa na prática. 

Fato é que o debate acerca do tema acontece enquanto escrevo. As definições não estão escritas em pedra e vão ganhando novos contornos à medida em que se avançam as discussões. Mas, longe de fincar conceitos, meu objetivo é oferecer as informações básicas necessárias sobre não-monogamia e poliamor, para não te deixar de fora do papo do happy-hour ou dos memes nas redes sociais. Vamos de abc das relações não-monogâmicas!

O que é a não-monogamia?

Como o próprio nome anuncia, a não-monogamia é o termo usado para tratar de uma forma de estruturação da sociedade que nega a monogamia ou que foge da norma monogâmica. Em outras palavras, carregando um forte viés político, a não-monogamia também dá conta das relações que não seguem o padrão estabelecido pela nossa sociedade: casais hetero-centrados que acordam pela exclusividade afetivo-sexual. 

Eu gosto de pensar na não-monogamia como um termo político. Isso porque, ao destrincharmos a monogamia, perceberemos que ela amarra, não apenas um mero combinado entre duas pessoas, mas uma série de tratados sociais que garantem a manutenção de um sistema patriarcal, misógino, machista, racista e LGBTQIA+ fóbico. Mas esse é tema para outra coluna. Então, vamos por ora entender a não-monogamia como um termo guarda-chuva para os demais que estão por vir, combinado?

O que são relações abertas?

Enquanto para alguns as relações abertas ainda seguem critérios monogâmicos de hierarquização das relações, por exemplo, para outros já se tratam, sim, de relações não-monogâmicas. Mas, no geral, relações abertas são aquelas em que existe um casal central e cada um tem, ou pode ter, também outras relações. Os combinados variam de casal para casal e vão desde um “só pode beijar” até o “vale tudo”.

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O que é o poliamor?

Quando um casal vira trisal, é poliamor. Poliamor é, basicamente, a relação em que mais de uma pessoa se relaciona entre si. Essas relações também podem ser ou não abertas para que seus integrantes possam se relacionar com outras pessoas que não fazem parte desse vínculo central. 

Existe também o poliamor solo que é quando uma pessoa tem diversos relacionamentos, mas seus afetos não se relacionam entre si ou conjuntamente. Deu para entender?

O que é o amor livre?

E, finalmente, o amor livre. Para esse, vou dar-me o direito a licença poética. Afinal, se é livre, que livremente possa se falar sobre ele.

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Para mim, o amor livre é o que todo amor deveria ser. Livre para se reorganizar, rearranjar, reentender. Livre para conversar, discordar, romper. Livre para reconciliar, ressignificar e reaprender. Amores livres são livres porque há um terreno fértil para a escuta e para o diálogo. Pode ser que amores livres contemplem múltiplas relações, mas também que sejam apenas dois. Porque, no fim do dia, nada disso é sobre quantos parceiros se tem, mas como os posicionamos na nossa vida.

Que independente dos nossos acordos, possamos ser livres para observar os amplos horizontes que se abrem à nossa frente.

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