Oferta Relâmpago: Claudia por 7,99
Imagem Blog

Sofia Menegon

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Sofia Menegon é feminista, idealizadora da podcast Louva a Deusa e consultora em relacionamento e sexualidade

O não lugar da sexualidade feminina

Onde entra a sexualidade feminina e a quem serve essa eterna dúvida sobre o nosso lugar nessa história?

Por Sofia Menegon 30 mar 2022, 09h03
orgasmo
A anorgasmia afeta desde homens a mulheres, não permitindo com que atinjam o orgasmo (Ile Machado/MdeMulher)
Continua após publicidade
O não lugar da sexualidade feminina Priorizar nos meus resultados Google

Onde cabe o nosso prazer? Onde entra a sexualidade feminina e a quem serve essa eterna dúvida sobre o nosso lugar nessa história? São esses os questionamentos que pairam sobre mim enquanto leio a mensagem de uma ouvinte, sobre o seu relacionamento de 30 anos. 

Ela escreve enfurecida. Ao descrever uma mulher de negócios que, depois de um dia estressante, chega em casa cansada, questiona: “sexo ardente com o marido?”. É mesmo de se enfurecer a impossibilidade de sermos profissionais respeitadas e ao mesmo tempo vivermos nossa sexualidade livre de amarras. Talvez, de um modo simplificado, ela estivesse descrevendo os conflitos entre o que Freud chamou de id e superego. Uma disputa entre seus desejos e os valores morais repressores da nossa sociedade.

Apesar da infinidade de clipes, imagens e vídeos de mulheres empoderadas e sem medo de mostrar o corpo, falar sobre sexo e encorporar a femme fatale disponíveis nas redes sociais e em qualquer outro veículo de comunicação, algo parece estar fora do lugar. A verdade é que ainda associamos essa imagem a um tipo muito específico de poder. Um poder mítico, que até cabe no nosso imaginário de mulher decidida, forte e rica. Mas que se limita a perfis de celebridades e que raramente extrapola essas esferas, ou não é legitimado quando o faz.

Como é que cabemos por inteiro, então? Se não podemos falar sobre nossos desejos fora do contexto sexual sem que isso não nos traga prejuízos profissionais, devemos silenciar a sexualidade pulsante que nos habita? E se o que se espera no sexo é performance, devemos então deixar de lado nossas fantasias românticas?

Continua após a publicidade

Nesse cenário que a ouvinte narra com precisão, parece mesmo que não temos saída. E ainda corremos mais um risco: sermos cobradas de tudo isso ao mesmo tempo. Se gozamos, então nos sentimos culpadas. Se não conseguimos ter um orgasmo, não somos feministas o bastante. Se fazemos pouco sexo, somos insuficientes. Se transamos bastante, talvez estejamos colocando a energia no lugar errado. E quando colocamos a energia no trabalho, nos tornamos mães e esposas desatentas. Se não trabalhamos fora de casa, somos dependentes. Se estamos satisfeitas em todas as esferas da vida é porque estamos mentindo.

Nunca será o bastante para eles. Não conseguimos nos encaixar nesse ideal de mulher porque ele é criado para que jamais nos encaixemos. E é por isso que a busca deve ser pela nossa inteireza,  uma palavra que uso com frequência por aqui.

Continua após a publicidade

Porque quando estamos inteiras, sabemos o que nos é valioso, onde queremos chegar e com quem optamos seguir. E é nessa posição, em que nos permitimos simplesmente ser, que rompemos com o acordo que coloca nossa sexualidade em um não lugar. 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto branco OFERTA RELÂMPAGO e Você pediu, a gente ouviu!. À esquerda, um ícone de árvore. À direita, capas de revistas digitais e um celular exibindo notícias, com raios brancos ao fundoBanner laranja com texto branco e contorno amarelo neon: OFERTA RELÂMPAGO e Você pediu, a gente ouviu!. Um ícone de árvore branca está no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 67% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Claudia impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).