🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!
Imagem Blog

Crônicas de Mãe

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Em primeira pessoa, mães compartilham histórias reais sobre os desafios, as descobertas e os encontros que transformam a maternidade.

Mulheres lutam pelo direito de escolher como viver

Em tempos de guerra, mães que desejam suas gravidezes são mulheres que lutam duplamente pela vida

Por Ana Carolina Coelho 7 mar 2022, 08h57
mulher grávida
 (Suhyeon Choi/Unsplash)
Continua após publicidade
Mulheres lutam pelo direito de escolher como viver Priorizar nos meus resultados Google

Há alguns dias eu recebi uma figurinha com os dizeres “Você sobreviveu a uma pandemia e como prêmio você receberá: a terceira guerra mundial!”, em alusão à Guerra entre a Rússia e Ucrânia, que há dias tem sido amplamente televisionada e mencionada em todos os canais de comunicação. Enquanto assistimos ao vivo e em tempo real os horrores de mais uma guerra no mundo, desta vez com os requintes tenebrosos da suposta ameaça da bomba atômica, conseguimos compreender também as chamadas “políticas do sofrimento”, ou seja, a capacidade seletiva dos seres humanos de sofrerem e de se mobilizarem com algumas tragédias e, com outras, nem tanto.

É inegável que uma guerra seja um horror e, portanto, mobilizadora de muitas ajudas humanitárias. Realmente TODAS as pessoas que necessitam devem receber tratamento digno, refúgio e acolhimento. Reforço que, de fato, TODOS os conflitos e tragédias que geram o sofrimento humano com o desabrigo, a fome e o desespero imediato na luta pela sobrevivência DEVEM receber as MESMAS formas de tratamento humanitário. No entanto, se pensarmos historicamente, as guerras e conflitos mundiais não receberam a mesma mobilização e acolhimento. Por exemplo: em todas havia mães parindo ou grávidas desesperadas por abrigos seguros. Mães que desejam suas gravidezes são mulheres que lutam duplamente pela vida. A Guerra é a morte. Mas para essas mulheres desses conflitos não espetacularizados não havia televisões mostrando em tempo real suas histórias e, talvez, por isso, a capacidade de empatia foi bem menor. Talvez por isso. Eu assisto atualmente em desespero a luta dessas mulheres pelas suas vidas e de suas crianças e penso em tantas outras das quais nunca tivemos notícias e que hoje jazem enterradas e esquecidas. Políticas de sofrimentos não (im)portadas. Se TODAS as vidas importam as empatias NÃO podem ser seletivas.

Durante um programa dentre tantos que estão transmitindo esse tema, eu ouvi uma repórter corajosamente dizer na televisão o que considero uma das melhores explicações desta comoção seletiva de sofrimento: “pela primeira vez, a Europa recebe os refugiados de braços abertos, sem restrições, como nunca antes durante décadas de conflitos no continente Africano e no Oriente Médio.” A empatia é sempre mais fácil quando se olha no espelho. E essa é a questão que precisamos ensinar, como mães, para construir uma sociedade mais equitativa, justa e melhor para nossas crianças. O mundo é diverso, diferente e isso é maravilhoso. Mães, em sua maioria, sabem que suas crianças são diferentes umas das outras e que só é possível viver bem respeitando essas diversidades. As mulheres sempre estão vivendo na luta pelo direito de escolher como viver, em especial as mães que, em geral, lutam por suas vidas e de suas crias. Isso sem falar daquelas que decidem que não querem ser mães e que sofrem o julgamento de não terem crianças. Sempre seremos condenadas, qualquer que seja nossa decisão. A questão é: estamos sempre lutando pelas nossas vidas. Todas nós.

Apenas por esse motivo, dentre tantos outros, precisamos lutar juntas. Somos diferentes em nossas histórias, culturas, raças, etnias, identidades, sexualidades e temos como ponte de união essa marca da falta: de fala, de escuta, de vida, de lugar, de reconhecimento. Vou parar por aqui. O Dia Internacional de Luta pelo Direito das Mulheres é amanhã. Seu coração sangra igualmente por TODAS as vidas que sofrem no mundo? A luta por uma sociedade mais equitativa começa hoje com todos os passos, gestos e atitudes. É possível sermos melhores, sempre! Dias Mulheres virão! Vamos conversar?

Continua após a publicidade

Vamos conversar?

O Crônicas de Mãe vai virar livro e quero pedir o seu apoio para esse projeto se tornar realidade e termos uma publicação inédita sobre maternidades na literatura nacional brasileira. Posso contar contigo nessa? Entra no site do Catarse e garanta além do livro, recompensas e brindes exclusivos!

Se quiser entrar em contato comigo, Ana Carolina Coelho, mande um e-mail para: ana.cronicasdemae@gmail.com ou mensagem pelo Instagram (@anacarolinacoelho79). Será uma honra te conhecer!

Continua após a publicidade

 

 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo uma página de notícias com imagens de produtos e um ícone de árvore verde ao lado
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).