Oferta Relâmpago: Claudia por 7,99
Imagem Blog

Ana Claudia Paixão

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A jornalista Ana Claudia Paixão (@anaclaudia.paixao21) fala de filmes, séries e histórias de Hollywood

Assim como a CLAUDIA, o filme “Amor, Sublime Amor” completa 60 anos

A colunista Ana Claudia Paixão fala do clássico contemporâneo a CLAUDIA, que ganhará uma nova versão em dezembro deste ano com Steven Spielberg na direção

Por Ana Claudia Paixão 31 out 2021, 19h08 | Atualizado em 4 jun 2026, 14h33
Na frente de um prédio, Richard Beymer (Tony) e Natalie Wood (Maria) nas gravações do filme
Em 1961, Richard Beymer (Tony) e Natalie Wood (Maria) nas gravações do filme. Foto: (John Springer Collection/CORBIS/Corbis/Getty Images)
Continua após publicidade
Assim como a CLAUDIA, o filme “Amor, Sublime Amor” completa 60 anos Priorizar nos meus resultados Google

Ter uma coluna e matérias publicadas na revista feminina que você sempre viu em casa, desde que se conhece por gente, é um motivo de orgulho pra mim. Minhas avós liam CLAUDIA. Minha mãe e minha tia são leitoras até hoje. Quando brincava de boneca, fazia “matérias” sobre elas como se fossem ser publicadas na revista – que eu gostava ainda mais por ter parte do meu nome, facilitava a brincadeira.

Por isso gosto tanto de ver que a imaginação de uma criança passou por sonho e depois realidade. Claro que nem de longe as bonecas viraram notícia, mas como as imaginava como atrizes famosas, de certa forma, em dias nostálgicos, acabo voltando ao imaginário de uma fã do glamour do cinema e da TV. Curiosamente, CLAUDIA chegou às bancas praticamente na mesma data de um dos maiores clássicos do cinema, Amor, Sublime Amor, lançado em 18 de outubro de 1961.

Tudo em Amor, Sublime Amor, em inglês apenas West Side Story, é grandioso. Como lembrei na minha coluna em que falei da refilmagem de Steven Spielberg, o musical nasceu da iniciativa de Jerome Robbins, amigo do maestro Leonard Bernstein. Robbins convenceu Bernstein de fazer uma versão moderna de Romeu e Julieta para a Broadway. O projeto levou anos para chegar aos palcos, outros tantos para as telas dos cinemas, mas nasceu fazendo história e quebrando recordes. As figuras femininas da história, Maria e Anita, são centrais para a trama.

Veja também: A importância de Anita em “Amor, Sublime Amor”

Continua após a publicidade

Se a coreografia de Robbins, que trouxe a dança para as ruas de Nova York, é ultra atual, também são as melodias inspiradas de Bernstein. Uma mescla de sinfonia e jazz, a trilha inclui alguns dos maiores sucessos da música americana do século 20, como Maria, Tonight, Somewhere, Something’s Coming, I Feel Pretty, One Hand, One Heart e America. Quantos clássicos!

Amor, Sublime Amor
Ariana Debose como Anitta na nova versão do filme (Amor, Sublime Amor/Divulgação)
Continua após a publicidade

Amor, Sublime Amor se sustenta ao longo do tempo por antecipar, já naquela época, temas como racismo, inclusão e intolerância. Só para contextualizar, no final dos anos 1950, a parte oeste de Nova York era tomada por imigrantes e as gangues, que fazem parte da história da cidade, ainda geravam muita violência.

Robbins queria trazer a riqueza da cultura estrangeira assim como endereçar os problemas sociais, por isso a peça de William Shakespeare, que insere uma história de amor impossível dentro do cenário, era tão perfeita. Assim, os Jets (poloneses) disputam poder com os Sharks (Porto-riquenhos), em uma série de combates que transformam as ruas em cenário de guerra. É nesse momento que Tony, teoricamente um Jet, conhece a jovem Maria, uma Shark. É amor à primeira vista, mas um romance que não tem futuro.

Continua após a publicidade
Filme
Amor Sublime Amor estreia em dezembro nos cinemas (Niko Tavernise/Reprodução)

De certa forma, os porto-riquenhos ainda são insinuados como os “vilões”, mas em “America”, o letrista Stephen Sondheim faz uma crítica social que se mantém precisa mesmo 60 anos depois. É sem dúvida uma das melhores cenas vistas no cinema.

Continua após a publicidade

Graças ao sucesso arrebatador nas bilheterias em 1961 (só perdeu para “101 Dálmatas”, da Disney), Rita Moreno e George Chakiris foram os primeiros latinos a ganhar Oscar no ano seguinte. Quer dizer, George, de ascedência grega, ganhou por interpretar um porto-riquenho, mas Rita – que está na refilmagem e é 100% latina – fez história.

Em minha coluna anterior sobre o filme, falo muito de Anita. Spoiler: ela trai Maria e praticamente entrega Tony para a morte depois de quase ser violentada pelos Jets. É um dos elementos da história que muitos lamentam, pois Tony era inocente e contrário aos amigos. Mas está justamente na consequência do ódio racial que a trama encontra seu drama.

Continua após a publicidade

A versão atualizada de Stephen Spielberg chegará aos cinemas em dezembro. Eu estou aguando para vê-la, porque foi todo gravado in loco e com a tecnologia atual, o que deve ressaltar ainda mais o brilhantismo da obra original. Quase que um presente para CLAUDIA e suas leitoras no seu aniversário de 60 anos.

Assista ao teaser da adaptação de Spielberg:

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto branco OFERTA RELÂMPAGO e Você pediu, a gente ouviu!. À esquerda, um ícone de árvore. À direita, capas de revistas digitais e um celular exibindo notícias, com raios brancos ao fundoBanner laranja com texto branco e contorno amarelo neon: OFERTA RELÂMPAGO e Você pediu, a gente ouviu!. Um ícone de árvore branca está no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 67% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Claudia impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).