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7 sinais de que sua casa tem uma decoração de bom gosto, segundo arquiteta

Saiba como criar um lar que vai além da estética, com uma decoração de bom gosto que reflete sua essência e conforto

Por Ana Luiza Bezerra 18 ago 2026, 16h15
Sala de estar e jantar integradas com sofá cinza em L, tapete felpudo claro, mesa de centro preta com livros e vela. Ao fundo, mesa de jantar com tampo azul e cadeiras brancas, dois quadros abstratos pretos e brancos, e uma planta em vaso azul. À direita, poltronas vinho e uma cozinha com bancada. O ambiente tem paredes bege e teto cinza
7 detalhes que mostram que sua casa foi decorada com bom gosto (Capanema/Divulgação)
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Melhor do que receber elogios à própria aparência é ouvir o quanto nossa casa é de bom gosto. Isso porque, geralmente, cada detalhe é pensado para compor os ambientes que farão parte da memória da família. Só que, como é possível definir bom gosto, se gosto pessoal é algo tão subjetivo?

Apesar de as preferências não serem algo discutível, na arquitetura isso pode ser determinado pelo quanto o imóvel foi planejado. “Isso não significa que tudo precise combinar. Pelo contrário, ambientes interessantes muitas vezes reúnem peças de épocas, estilos e valores diferentes. O importante é existir uma relação entre as escolhas e uma intenção no conjunto”, aponta a arquiteta Juliana Fabrizzi.

E, se você também quer ouvir esse tipo de elogio sobre a sua casa, confira a seguir sete sinais de que a decoração foi pensada com bom gosto, de acordo com a especialista.

Proporção dos móveis

Sala de estar rústica com sofá de couro escuro, poltrona de balanço, mesa de centro de madeira e tapete de pele de boi. As paredes são de tijolinho e cimento queimado, com teto de madeira aparente. Grandes portas de vidro abrem para uma área externa com vegetação
Proporção é o primeiro sinal de cuidado (Daniel Santo/Divulgação)
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Um dos primeiros sinais de uma casa bem decorada está na proporção dos móveis. Isso porque uma peça pode ser linda isoladamente, mas comprometer completamente o resultado quando não conversa com o tamanho do ambiente ou com os outros elementos ao redor.

“Um móvel pode ser maravilhoso, mas, se estiver fora de escala ou atrapalhar a rotina, não será uma boa escolha para aquela casa”, destaca Juliana.  

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Circulação

Sala de estar com parede de tijolos aparentes e painel ripado de madeira clara, com uma televisão preta centralizada. Abaixo, uma prateleira de madeira com objetos decorativos e dois bancos de madeira rústica. Dois sofás de couro escuro, um à esquerda com almofada de pelo, e outro à direita com almofada xadrez. No centro, uma mesa de centro de madeira com tigela de cocos e tapetes de pele de vaca no chão de madeira
Uma casa bonita também precisa funcionar (Daniel Santo/Divulgação)

Uma casa de bom gosto não é apenas bonita para ser fotografada, mas também confortável para ser vivida. Por isso, os caminhos precisam ser intuitivos, sem móveis atrapalhando a passagem ou obrigando os moradores a fazer desvios o tempo todo.

“Uma peça simples, quando bem escolhida e posicionada, pode contribuir muito mais para o ambiente do que um item caro sem relação com o restante da casa”, afirma. Esse cuidado vale para todos os cômodos, da sala ao quarto.

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Iluminação

Ambiente interno com duas mesas de madeira rústica, bancos e cadeiras. O teto tem acabamento em palha e há cortinas brancas translúcidas nas grandes janelas. Um pilar central divide o espaço, com luminárias pendentes verdes e um abajur preto. Na mesa da esquerda, um pote de vidro com bebida e tigelas com alimentos. No banco da direita, uma pele de carneiro branca. O piso é de azulejos claros.
Iluminação também é decoração (Daniel Santo/Divulgação)

A iluminação também é um dos elementos que mais entregam quando um projeto foi pensado com atenção. Para Juliana, depender apenas de uma luz central costuma deixar o ambiente mais duro.

“Abajures, luminárias de piso e luzes indiretas permitem adequar o ambiente aos diferentes momentos do dia e são ótimas aliadas para criar conforto e boas sensações”, afirma.

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Relação entre cores, materiais e texturas

Sala de jantar com mesa redonda de mármore preto e quatro cadeiras estofadas em veludo vinho. Ao fundo, uma cozinha moderna com balcão azul e banquetas amarelas, separada por uma porta sanfonada de madeira clara. Na parede azul-petróleo, uma prateleira preta com um vaso de plantas verdes e objetos decorativos. O piso é de madeira clara e o teto cinza
equilíbrio entre cores, materiais e texturas (Capanema/Divulgação)

Engana-se quem pensa que uma decoração elegante precisa seguir uma paleta única. O segredo, segundo a arquiteta, está menos em “combinar tudo” e mais em criar relações entre as escolhas.

“Eles não precisam ser iguais nem seguir uma paleta rígida. Uma cor pode reaparecer em diferentes intensidades, um material pode se repetir de maneira sutil e as texturas podem criar contrastes”, explica.

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Também vale prestar atenção, novamente, na forma como a luz interfere nessas escolhas. “É importante observar como a luz natural e artificial altera a percepção das cores ao longo do dia. É esse equilíbrio que traz unidade, sem deixar tudo uniforme ou com aparência de conjunto pronto”, completa.

Presença dos moradores

Cozinha com parede de tijolos aparentes, prateleira escura com planta em vaso de vidro e quadro de colher. Na bancada de madeira, uma caixa de pão de bambu e vários livros de culinária, incluindo Panelinha de Rita Lobo. Armários inferiores são de cor vinho
Uma casa de bom gosto precisa ter alma (Wesley Diego Emes/Divulgação)

Uma casa de bom gosto também precisa ter alma. E isso dificilmente acontece quando todos os objetos parecem recém-saídos de uma vitrine, sem nenhuma conexão com quem vive ali.

“Gosto quando a casa não parece ter sido comprada inteira de uma vez. Peças de família, arte, livros, lembranças de viagens e móveis reaproveitados podem conviver com elementos novos. Isso torna o resultado mais pessoal e menos previsível”, aponta Juliana.

Equilíbrio entre preenchimento e espaço livre

Dois quadros com ilustrações de pássaros em galhos sobre uma prateleira escura, com uma máquina de café e utensílios abaixo. A parede de tijolos aparentes é iluminada por um sol alaranjado que projeta sombras diagonais, criando um ambiente acolhedor
Respiro visual também é decoração (Wesley Diego Emes/Divulgação)

Na tentativa de deixar a casa mais interessante, é comum cair no excesso. Mas nem todo canto precisa ser ocupado, e nem toda parede precisa receber alguma coisa. Para a arquiteta, o vazio também faz parte da composição, que ainda dá uma dica simples: “Fotografar o ambiente é uma boa maneira de perceber excessos que, no dia a dia, já não enxergamos”, orienta.

Conforto na vida real

Sala de estar moderna com sofá cinza, almofadas claras, mesa de centro escura e dois bancos de madeira clara sobre um tapete felpudo. Ao fundo, parede azul-petróleo com aparador preto, garrafas e vasos de plantas. À esquerda, cozinha azul com bancada e banquetas. O piso é de madeira e o teto de concreto aparente
Beleza sem conforto não se sustenta (Capanema/Divulgação)

Por fim, o grande sinal de uma casa de bom gosto é perceber que ela não foi só pensada para ser bonita, mas para comportar as vidas que ali habitam.

“Tecidos agradáveis, assentos confortáveis, apoios próximos e materiais compatíveis com a rotina são tão importantes quanto o resultado visual. Uma casa precisa continuar funcionando quando está sendo realmente usada”, conclui.

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