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Honestidade excessiva: por que você não deveria falar tudo

Ser verdadeiro é importante, mas em excesso, pode gerar o distanciamento e a saturação do relacionamento

Por Kalel Adolfo 19 set 2023, 13h57
Especialistas falam sobre o excesso de honestidade do relacionamento.
A forma que falamos a verdade no relacionamento pode ser tanto construtiva quanto destrutiva.  (Filmstax (Getty)/Reprodução)
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O diálogo é, sem sombra de dúvidas, um dos pilares de qualquer relacionamento saudável. Comunicar os nossos incômodos, refletir sobre possíveis soluções e aperfeiçoar as ‘arestas’ da dinâmica amorosa jamais devem ser encaradas como ações destrutivas (muito pelo contrário). Todavia, em exagero, a honestidade e a transparência podem sim ser prejudiciais ao casal.

É o que explicam Bárbara Bastos, sexóloga clínica e educacional pela FASEX, e Monica Machado, psicóloga e fundadora da Clínica Ame.C. A seguir, as especialistas refletem sobre até que ponto é saudável “falar tudo” na relação (e como ser verdadeiro sem cair na famosa implicância). Confira:

Até que ponto a honestidade é saudável no relacionamento?

Bárbara afirma que, acima de tudo, a comunicação clara e sincera deve ser premissa para um bom relacionamento: “Desta forma, é imprescindível ser completamente verdadeiro com a nossa parceria, especialmente em momentos conflituosos. Quando você não se abre, não se permite dizer o que sente e pensa, vai perdendo oportunidades de melhorar seu relacionamento.”

Contudo, existem ressalvas: uma delas, segundo Mônica Machado, é saber o momento certo para falar as verdades ou iniciar uma discussão. “Eu sempre recomendo que isso aconteça quando ambos não estejam com feridas emocionais pendentes”, aponta.

Honestidade x privacidade

A psicóloga também aconselha saber diferenciar o que é honestidade e o que é privacidade. Ela esclarece: “Não é necessário falar literalmente tudo um para o outro. O mais importante é comunicar aquilo que terá um impacto maior na relação, algo relevante. Caso contrário, acabamos engajando em uma discussão que não chega a nenhuma conclusão.

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Em relacionamentos longos, tal raciocínio se torna ainda mais necessário: “Os dois lados precisarão ceder em algum momento da vida, pois são pessoas com vivências e educações diferentes fazendo dar certo”, diz Bárbara. Para a sexóloga, o ponto principal é perceber o que é negociável e o que é inegociável, para sabermos em quais ocasiões devemos comunicar os nossos incômodos e em quais devemos relevar.

Monica reitera a mensagem através de uma metáfora com a canção “Dom de Iludir” de Gal Costa. “Sabe quando ela canta: ‘Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é’? É sobre isso: se algo estiver te incomodando, fale, caso contrário, essa dor não é sua, e sim seus pensamentos criando suposições sobre o que o outro possa estar sentindo”, esclarece.

Honestidade sem machucar o outro

Segundo Bárbara, o primeiro passo é entender o que realmente nos incomoda na relação. Feita essa autoavaliação, exponha o seu desconforto e os motivos de sua insatisfação. “Aproveite a oportunidade para deixar a sua parceria à vontade para falar também. O ideal é que seja um momento de troca, de ouvir e ser ouvida, sempre com muito tato e maturidade. Jamais ofenda ou jogue a responsabilidade da briga ou de uma crise no outro. Em um relacionamento, é fundamental que cada um assuma e reveja seus erros”, indica.

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Ela conclui com um alerta: “A partir do momento em que agredimos o outro, criamos um distanciamento no vínculo. Como disse anteriormente, qualquer problema entre o casal deve ser tratado com maturidade e bom senso. Até porque, em qualquer dinâmica, ninguém está 100% certo ou errado.”

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