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Enjoei do meu parceiro, e agora? Confira dicas para salvar a relação

Psiquiatra explica os sinais que indicam uma desconexão e insatisfação na vida a dois

Por Kalel Adolfo 10 jul 2024, 15h55
Enjoei do parceiro: o que fazer? Dicas para salvar o relacionamento
O enjoo nada mais é do que a insatisfação perante à realidade experimentada.  (mego-studio/Freepik)
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É normal que, em relacionamentos longos, a paixão diminua, dando espaço para sentimentos de amor, carinho e companheirismo. Porém, em alguns casos, ocorre o cenário oposto: as pessoas podem se sentir saturadas do vínculo, chegando a enjoar da parceria.

Sabe aquele momento em que tudo no outro te incomoda? Quando simples gestos, falas e até mesmo a companhia do próximo já não te animam (ou causam até mesmo sentimentos de incômodo), é hora de repensar a relação.

A seguir, a psiquiatra Nina Ferreira, referência em neurociência, neuropsicologia e em terapia cognitivo-comportamental, dá dicas sobre como agir diante dessa situação:

O que leva ao desgaste da relação

De acordo com Nina, a desconexão afetiva é o que mais distancia o casal. Esse distanciamento, todavia, dificilmente ocorre subitamente. “Ele costuma ser um processo. Normalmente são micro decisões e pequenos posicionamentos do cotidiano que vão distanciando afetivamente essas duas pessoas”, explica.

Somados, esses pequenos grandes detalhes da rotina acentuam o afastamento, a ponto do casal não experimentar mais um senso de união. “Apesar dos corpos estarem fisicamente próximos, já não existe mais um alinhamento”, complementa.

A psiquiatra alerta: se nos momentos de conflito e divergência não ocorrer uma comunicação assertiva (e de preferência imediata) frente ao problema enfrentado, o estrago pode ser grande. “Os acontecimentos ignorados, quando acumulados, crescem a ponto de trazer um profundo senso de desconexão”, diz.

Sinais de que estou enjoando do meu parceiro

Com a desconexão, logo surgem os sinais de que estamos “enjoando” de nossa parceria. De acordo com a psiquiatra, são eles: intolerância frente às atitudes do outro, irritabilidade (o famoso “pavio curto” e as críticas excessivas) e o desinteresse.

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Sobre este último, Nina explica: “O desinteresse não é apenas físico ou sexual, mas sim a falta de vontade de estar juntos, de ter trocas e diálogos, de pensar em conjunto”, diz.

Inclusive, a psiquiatra faz um adendo: o que muitos classificam como “estar enjoado”, na verdade, significa “estar insatisfeito”.

Quando isso acontece, além dos sinais citados acima, também podemos experimentar a sensação de viver vidas paralelas. “Em casos mais avançados, não há mais participação na vida do outro, pois não existe mais convergência”, declara.

O que fazer quando nos percebemos enjoadas da relação?

O primeiro passo, segundo a especialista, é refletir: será mesmo que eu desejo reverter a situação? “O desejo de mudar é imprescindível para conseguir realizar a reconstrução. Este não é um processo automático. Se encararmos dessa forma, não dará certo”, aponta.

Surgindo o desejo de reconstruir e reaproximar, converse com o seu parceiro. “Fale de maneira leve. Pode ser algo como: ‘Olha, venho percebendo que há aspectos da nossa relação que não me satisfazem. Estamos desconectados. Você percebe isso também?’”, exemplifica.

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Para Nina, saber o quanto estamos dispostos a melhorar a situação é essencial. “Por isso, reitero: o diálogo é essencial. Tenha uma percepção individual e, depois, veja como o outro se sente em relação a isso. Não pode ser uma decisão unilateral”, indica.

A partir disso, é possível planejar uma estratégia de reconexão. “Trace um plano em que tanto você quanto a parceria tenham consciência da intenção por trás do que será feito. É necessário entender o momento em que o casal se encontra”, declara.

De acordo com a profissional, o mais útil é passar a experiência juntos: “Ou seja, não apenas conversar, mas viver coisas de fato. Mude aspectos da rotina, altere a forma como vocês convivem como um casal. Não precisa deixar a individualidade de lado, mas é necessário criar mais momentos em que ambos se encontrem”, indica.

Segundo a psiquiatra, atividades simples já fazem uma grande diferença: “Pode ser um jantar, ir ao cinema, dialogar sobre planos e projetos futuros (como uma viagem) e até conversar sobre testar experiências novas, inclusive em relação à vida sexual, por que não?”, sugere.

Para Nina, o importante é que o processo seja feito passo a passo, sem pressa, e com a consciência de que a relação não irá mudar da noite para o dia. “Falhas podem acontecer, e é preciso ter paciência para testar o que dá certo ou não.”

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O “enjoo” pode ser apenas uma fase

Aqui, Nina diz que não há fórmulas mágicas para entendermos se o enjoo é apenas uma fase temporária, ou se realmente não há mais salvação para o relacionamento. “Se as pessoas esperarem uma certeza absoluta de que é A ou B, dificilmente conseguirão sair dessa dúvida e angústia”, diz.

Sendo assim, apenas experimentando conseguimos descobrir os resultados. “Perceba o que está saturado no relacionamento e observe os sentimentos que surgem em seu interior conforme vão vivenciando as estratégias. Se a vontade de estar juntos não está ressurgindo, provavelmente aquele amor que conectou o casal não está mais presente. Porém, de novo: para chegar a essa conclusão, é necessário que o casal se empenhe em viver todas as tentativas prévias”, afirma.

O mais importante, segundo a psiquiatra, é entender que os dois indivíduos da relação precisam estar conscientes da fase desafiadora que está sendo vivenciada, para que ambos possam entregar o melhor que puderem (desde que queiram dar esse melhor).

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