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Como salvar um relacionamento em crise e evitar o término

Antes do término definitivo, existem alguns recursos para tentar salvar a relação

Por Ana Luiza Bezerra 30 Maio 2025, 08h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 16h40
Imagem de homem e mulher de braços cruzados em uma cozinha
Uma crise pode significar uma relação desgastada  (Freepik/Reprodução)
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Hoje em dia, é cada vez mais comum vermos relacionamentos terminarem porque o casal não soube lidar com uma crise. Muitas vezes, diante de um problema, opta-se pelo fim sem ao menos tentar alternativas ou buscar soluções.

No entanto, há quem queira salvar a relação, mas não encontra recursos emocionais para enfrentar o desgaste. Pensando nisso, conversamos com o psicólogo Jair Soares para entender os sinais silenciosos que enfraquecem os vínculos e conhecer algumas alternativas para lidar com esses momentos delicados.

Os sinais invisíveis que desgastam a relação

Segundo Soares, o problema raramente está exclusivamente no outro, mas sim naquilo que cada um carrega e não percebe que está afetando o vínculo. Silêncios prolongados, irritação sem motivo aparente e afastamento gradual são, muitas vezes, a ponta de um iceberg emocional.

“Muitos casais tentam resolver questões atuais com ferramentas antigas, aprendidas ao longo da vida ou observadas nos relacionamentos dos pais. E, quando a crise aparece, a tendência natural é acusar ou fugir – dois movimentos que só ampliam a distância”, explica o especialista, fundador do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT).

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Imagem de homem e mulher angustiados. Eles estão sentados segurando a cabeça
(Freepik/Reprodução)

Dicas para reconectar e evitar o término

1. Tenha escuta ativa

A primeira dica de Soares é: escute de verdade. Não apenas o que o outro diz, mas o que você sente quando ele fala. Reconhecer as próprias emoções e dores evita que essas frustrações sejam projetadas na relação.

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2. Atente-se aos sinais físicos

Outro ponto importante é prestar atenção aos sinais físicos. Crises emocionais não acontecem apenas na mente, mas se manifestam no corpo: insônia, ansiedade, irritabilidade e a constante vontade de se isolar podem ser alertas. “Às vezes, o relacionamento vira palco para dores internas que precisam ser resolvidas individualmente”, reforça o psicólogo.

3. Pare de focar em estar certa

Além disso, ele recomenda que o casal pare de discutir para ganhar e passe a discutir para compreender. Quando um se fecha ou ataca, o outro costuma reagir da mesma forma. Nesse ciclo, o afeto se perde e o ressentimento se acumula.

4. Não espere o pior acontecer

Se a relação parece estar em desgaste, a orientação é não esperar a situação se agravar para procurar ajuda. Os relacionamentos não acabam apenas pelas brigas explícitas, mas pelo acúmulo de sentimentos não expressos, conversas adiadas e feridas não curadas.

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5. Problemas individuais x problemas do relacionamento 

Vale lembrar que nem tudo pode, ou deve, ser resolvido a dois. Algumas crises refletem questões pessoais profundas que cada um precisa enfrentar sozinho. E tudo bem. O importante é não confundir amor com ausência de conflitos. O amor se mantém quando existe espaço para diálogo, respeito, cuidado mútuo e disposição para crescer juntos.

“Quando um casal entra em conflito, raramente está reagindo só ao presente. Muitas vezes, está ativando gatilhos emocionais antigos e profundos”, finaliza Soares.

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Por fim, é essencial destacar que essas são dicas gerais. Cada relacionamento é único e carrega suas particularidades. Por isso, é sempre indicado buscar acompanhamento psicológico para compreender e lidar melhor com situações específicas do cotidiano a dois.

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