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Como manter a paixão acesa

Estudos comprovam que a atração intensa não aparece só no início da relação. Com o passar do tempo, ela vai e volta, mesmo em casamentos longos

Por Redação M de Mulher 11 abr 2012, 21h00 | Atualizado em 16 jan 2020, 15h02
Reportagem: Marjorie Zoppei – Edição: MdeMulher
Reportagem: Marjorie Zoppei - Edição: MdeMulher (/)
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A paixão ressurge quando olhamos para trás e vemos a nossa família encaminhada e feliz
Foto: Getty Images

Ah, a paixão… Aquele sentimento avassalador que vira a nossa vida de cabeça para baixo e nos faz suspirar pelos quatro cantos. De repente, nada mais vale a pena senão estar ao lado da pessoa desejada. Apaixonar-se é uma delícia, mesmo que seja apenas por uma noite, uma semana, um mês. Melhor ainda é se apaixonar constantemente pelo mesmo parceiro. Você acha que isso é impossível num relacionamento longo? Não é, não.

Em levantamento feito nos Estados Unidos, em 2010, com 274 homens casados há mais de 10 anos, 74% deles declararam “estar apaixonados”, “muito apaixonados” ou “intensamente apaixonados”. Esses dados derrubam a ideia de que a paixão necessariamente desaparece com o tempo. “Esse sentimento pode ganhar força à medida que os anos passam”, afirma Daniel O’Leary, autor do estudo e professor de psicologia da Universidade Stony Brook.

Porém, de acordo com o psicólogo italiano Francesco Alberoni, autor do livro Enamoramento e Amor (Ed. Rocco), a chama da paixão só reacende se o casal consegue levar uma vida ativa, interessante, povoada de novidades e, principalmente, de cumplicidade. “É claro que a paixão ressurge quando olhamos para trás e vemos a nossa família encaminhada e feliz, apesar de todos os desafios e obstáculos, naturais na vida de qualquer um. É nessa fase de amadurecimento, de envelhecimento, que percebemos que somos completamente apaixonados”, declara o ator Paulo Goulart, casado há 58 anos com a atriz Nicette Bruno.

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Turbilhão de emoções
O primeiro estudo mostrando o que acontece no organismo dos apaixonados foi realizado nos Estados Unidos, há 40 anos. A psicóloga americana Dorothy Tennov avaliou 400 pes-soas flechadas pelo cupido e concluiu que todas tinham os mesmos “sintomas”: o coração batia mais rápido e um frio na barriga era sentido sempre que a pessoa desejada surgia.

Pernas trêmulas, mãos suadas, noites maldormidas e falta de apetite também foram citados. “Essas sensações são provocadas pelo nosso sistema de recompensa, um conjunto de estruturas do cérebro que detecta quando algo interessante acontece e nos premia com uma sensação de satisfação. O cérebro associa esse prazer àquele alguém”, explica a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os sintomas da paixão são desencadeados por grandes doses dos hormônios dopamina e norepinefrina (noradrenalina), que agem diretamente no cérebro e são estimulantes naturais, também utilizados em moderadores de apetite. E como um ser humano não conseguiria sobreviver para sempre sem comer ou dormir, o cérebro faz a paixão adormecer e o sentimento se transforma em amor.

“A boa notícia da neurociência sobre a longevidade dos relacionamentos amorosos é que eles não estão necessariamente fadados ao esgotamento, porque a paixão vai e volta”, diz Suzana. É possível, sim, se reapaixonar por décadas a fio pela mesma pessoa. Quer ver só?

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Felizes para sempre

Homens contam por que continuam loucos por suas mulheres:

“Nos momentos bons ou ruins, não há diferença: ela sempre tem um carinho para oferecer” – Fábio Oliveira, dentista, casado há 6 anos

“Ela me surpreende todos os dias como mãe, esposa e mulher. É o pilar da nossa família” – Daniel, cantor sertanejo, casado há 2 anos

“A garra que ela tem para conquistar a própria independência me faz sentir orgulho dela” – Carlos Eduardo Herrera, publicitário, casado há 2 anos

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“Todas as nossas afinidades, como sair para jantar, curtir um samba, assistir a um jogo de futebol e até mesmo ler um livro atual, me fazem ser apaixonado por ela. Sempre temos assunto que rendem boas conversas” – Pio Melo, professor, casado há 5 anos

“A Ju, minha mulher, é uma pessoa solidária, parceira, extremamente divertida e bem-humorada. E o mais legal de tudo é que, seis anos depois, eu a vejo no papel de mãe e me apaixono de novo!” – Mario Frias, apresentador da RedeTV!, casado há 6 anos

“A lealdade a torna uma boa companheira, cúmplice, amante, esposa e mãe. Ela é a estrutura da nossa casa. Por isso me apaixono por ela todos os dias” – Antenor Masson, analista em T.I., casado há 27 anos

“Ouvir um ‘sim’ para um pedido que muitas vezes recebeu ‘não’ faz a gente se apaixonar novamente. Por exemplo: em 2011 ganhei um cachorro” – Celso Zucatelli, jornalista e apresentador da TV Record, casado há 12 anos

“Minha mulher é equilibrada. Se estou irritado, ela sempre tem a palavra certa e um gesto doce de conforto” – Alexandre Leite, professor de educação física, casado há 1 ano

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