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Casais que dormem separados: entenda quando é (ou não) aconselhável

Apesar de ir contra certas normas sociais, dormir separados não é sinônimo de um relacionamento distante e sem amor

Por Kalel Adolfo
14 dez 2023, 10h09
Diferente do que é propagado pela mídia, nem todos os momentos precisam ser compartilhados a dois.  (Cemile Bingol (Getty)/Reprodução)
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Nem todos os casais possuem hábitos noturnos compatíveis, e isso pode acontecer por inúmeros fatores, como turnos profissionais discrepantes, condições como insônia ou até mesmo hábitos particulares. O problema disso é que, dependendo do grau de incompatibilidade, muitos podem sofrer tanto com conflitos na relação quanto com os problemas físicos e emocionais decorrentes da privação de sono. Aliás, neste último caso, pode ser que dormir em quartos separados seja a opção mais viável… Será? A seguir, a psicóloga humanista Paloma Gomes responde todas as dúvidas sobre o assunto:

O que faz a rotina noturna do casal ser conturbada

O que não faltam são motivos para que o casal não consiga dormir bem juntos: insônia, roncos excessivos, bruxismo (alguns fazem bastante barulho ao ranger os dentes) e até sonambulismo podem quebrar a tranquilidade tão necessária neste período.

Privação de sono pode afetar o casal

O problema disso, segundo Paloma, é que sem um sono de qualidade, ficamos mais cansados, estressados e a dinâmica a dois tende a ter inúmeros conflitos (todos decorrentes do mal-estar provocado pelas noites mal dormidas).

Dormir separado pode ser benéfico?

Para a psicóloga, a partir do momento que o casal decide dormir separado, ele terá uma maior qualidade de sono para ambas as partes, tornando a rotina mais fluida e potencializando o bom humor. “A dinâmica tende a ficar mais tranquila no dia a dia quando os casais tomam essa decisão”, aponta.

Inclusive, o hábito de dormir em quartos separados vem se tornando uma tendência mundial: segundo o relatório “Wake Up Call: Global Sleep Satisfaction Trends”, realizado pela Royal Philips, 36% das pessoas já não dormem juntas ao parceiro para tentar melhorar a qualidade de sono.

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Dormir separado pode gerar distanciamento?

Ao contrário do que muitos pensam, a psicóloga afirma que dormir separados não faz o romance e a intimidade do casal ser prejudicada: “Esse distanciamento pode ser até mesmo vantajoso para criarmos uma certa individualidade e, assim, permitir que haja um espaço para termos mais desejo pelo outro”, pontua.

Além disso, a psicóloga humanista reforça que precisamos nos livrar da ideia de que é necessário fazer tudo com o próximo: “Isso não é nada saudável. É essencial que tenhamos a nossa particularidade, que pode estar atrelada aos hábitos noturnos que nutrimos.”

Para Paloma, seguimos uma ideia de que o casal sempre terá que concordar em tudo, contudo, é primordial ter em mente que somos indivíduos diferentes.

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“O outro não é você, nem vice-versa. Ambos escolheram passar a vida juntos, mesmo que durmam em quartos separados. O bonito é conciliar as diferenças e, mesmo assim, caminhar ao lado de quem se ama”, aconselha.

Quando dormir separados pode trazer problemas?

Segundo a psicóloga, dormir separados pode causar um distanciamento entre o casal apenas quando há conflitos pré-existentes na relação.

“Pode ser que o repouso em quartos diferentes acabe tornando mais nítidas questões que já estão acontecendo”, alerta. “Quando o relacionamento está saudável, não é comum ter esse dilema de que, se o outro está dormindo em outro lugar, ele não me ama”, afirma.

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Por fim, ela declara: “Muitos estudos relatam os benefícios de dormir tanto juntos quanto separados. O mais importante é analisar o que serve para cada um, sempre tendo como prioridade as necessidades da dinâmica. Você precisa de mais conexão ou uma maior qualidade de vida? Não há como bater o martelo e afirmar que uma coisa é melhor que a outra. Cada posicionamento deve ser considerado individualmente”.

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