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Os principais estimulantes dos relacionamentos duradouros

A receita para uma vida a dois mais gostosa leva ingredientes simples, como autoconfiança e disposição. Veja o que preciso fazer para ser mais feliz com o seu parceiro

Por Redação M de Mulher
11 mar 2012, 22h00 • Atualizado em 27 out 2016, 20h04
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  • Tornar-se íntimo tem a ver com deixar-se conhecer
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    Os especialistas garantem que relacionamentos bem resolvidos são alimentados com diferentes afrodisíacos emocionais. Nove deles, por sinal, são imbatíveis para apurar os sentidos e abrir apetites sexuais. Confira os principais estimulantes dos relacionamentos duradouros

    1. Muita disposição

    Casais que continuam se curtindo (ou se curtem até mais) depois de anos e anos juntos aprenderam a ser “intencionalmente espontâneos”, como garante o consultor americano Larry James, autor de vários livros de autoajuda. Significa que estão sempre abertos para qualquer oportunidade que apareça de fazerem amor. Sabem que o relacionamento deve ser construído, cuidado e cultivado o tempo todo, não apenas quando aparecem problemas.

    2. Agrados e mais agrados

    Cleópatra, contam os historiadores, cobria o corpo – especialmente certa parte do corpo – com apetitosa pasta preparada com o mais fino mel e amêndoas moídas, com a intenção explícita de dar ideias aos amantes. Casais ligadíssimos talvez não cheguem a tais extremos mirabolantes, mas, sem dúvida nenhuma, conhecem o valor de um carinho inesperado e de uma surpresinha na hora certa para demonstrar interesse e não deixar a relação cair na rotina.

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    3. Romantismo temperado com erotismo

    Você já deve ter ouvido um milhão de vezes que os eternos apaixonados são assim porque nunca param de namorar. Mas o que isso significa exatamente? Basta lembrar os seus tempos de namoro para descobrir. Essa é uma época em que queremos só ficar abraçadinhos sentindo o calor do corpo um do outro… e também passar uma noite selvagem na cama. Não apenas queremos, fazemos as duas coisas. A diferença entre a maioria dos casais e os tais invejáveis apaixonados é que estes últimos fazem questão de manter vivos os dois climas – de aconchego e de excitação. O espírito da coisa é o seguinte: passeiam de mãos dadas ao luar e depois vão dançar um tango.

    4. Nada de tragédia

    Em matéria de afrodisíaco emocional, o que funciona é doçura e boa vontade com os defeitos do parceiro. Casais que continuam ligados depois de um bom tempo levam as dificuldades a sério, sim, mas não as transformam num cavalo de batalha, não fazem drama, diz a psicóloga Maria Helena Rego Junqueira.

    5. Maus momentos compartilhados

    Digamos que este seja o tempero do afrodisíaco emocional mais importante. Costumamos confundir felizes para sempre com sempre felizes. Casais superunidos não cometem tal engano. Quando aparece algum problema, abrem o jogo e um dá força ao outro. Jamais entram na roubada de fazer de conta que nada de ruim está acontecendo para poupar o parceiro. Para começo de conversa, porque quem ama quer se sentir necessário, não ser poupado. Depois, porque aguentar a barra em silêncio – mesmo que com a melhor das intenções – acaba provocando ressentimentos contra o outro, que, coitado, não sabe de nada. E poucas coisas são tão destrutivas para o amor e o desejo do que mágoas guardadas e acumuladas.

    6. Respeito pelas diferenças

    Uma coisa é fato: a convivência costuma esfriar a relação por revelar as diferenças entre os parceiros. O que é decepcionante para a maioria. Temos tendência a esperar que a pessoa amada pense e reaja como queremos; ou seja, igual a nós. Acontece que sermos diferentes não é bom nem ruim, é pura e simplesmente um fato da vida, que a gente deve encarar com naturalidade. Respeito mútuo é condição indispensável para um relacionamento feliz, pois dele nasce a confiança capaz de manter aceso o fogo da empolgação dos primeiros tempos. Ah, e os especialistas lembram que entre as diferenças que se devem respeitar há uma importantíssima: a maneira que cada um tem de amar e demonstrar amor.

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    7. Tremenda autoconfiança

    No livro Passionate Marriage (Casamento apaixonado), que fez o maior sucesso nos Estados Unidos, o terapeuta sexual David Schnarch fala sobre a mania que tanta gente tem de se espelhar no outro e forçar a barra para desejar o que o outro deseja. Segundo ele, o grande problema de tantos relacionamentos são essas “semelhanças pré-fabricadas”; essa dependência e insistência em nos transformarmos em irmãos siameses. O Dr. Schnarch chama o casamento ou outra relação estável de “máquina de amadurecimento pessoal”, que pode emperrar e parar se uma das “engrenagens” deixar de ser o que é para tentar funcionar igualzinho à outra. Pessoas com maior consciência da própria individualidade têm chances bem maiores de construir elos afetivos e sexuais de melhor qualidade, concorda outro guru no assunto, o brasileiro Flávio Gikovate.

    8. Guarda aberta

    Intimidade é fundamental. Tornar-se íntimo tem a ver (e novamente a explicação é do americano David Schnarch) com deixar-se conhecer, sem defesas, sem dourar a pílula. Enfim, baixar e abrir a guarda o suficiente para o outro ficar sabendo o máximo sobre você, inclusive coisas de que não vai gostar. O desejo de aprovação é tentador, mas não leva a nada, além de equívocos.

    9. Amor pra valer

    Não, não é o que você está pensando. Quando se referem a esse poderosíssimo afrodisíaco emocional, os especialistas não estão falando do seu amor pelo companheiro. Em primeiro lugar deve estar a sua capacidade de se curtir. Sei que também não estão dizendo nenhuma novidade, mas fazem questão de repetir porque não é brincadeira a quantidade de pessoas que continuam procurando uma paixão como forma de se valorizar. Pura ilusão. Sentir orgulho de quem somos é que aumenta nosso interesse pelo outro e, consequentemente, por sexo. Apaixonar-se não é um sentimento que flui de fora para dentro. Pelo contrário, o outro desperta uma emoção que já existe, latente, em nosso íntimo.
     

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