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Como preservar os filhos durante a separação

Aprenda a melhor forma de ensinar seu filho a lidar com o divórcio dos pais - sem que afete o emocional da criança

Por Redação M de Mulher
6 jul 2010, 22h00 • Atualizado em 22 out 2016, 19h28
Vera Gudin
Vera Gudin (/)
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  • Como preservar os filhos durante a separação

    O bom mediador tentará impedir que o filho entre na guerra dos pais – Eliana Riberti, psicanalista 
    Foto: Getty Images

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    O divórcio é inevitável e o ”lar doce lar” tornou-se um campo de batalha. E exatamente nesse momento, quando o ex-casal ainda está de luto (quando não em guerra mesmo) pelo fim do relacionamento, é preciso tomar decisões importantes, como as que envolvem a partilha dos bens e a guarda dos filhos. Um perigo, já que uma separação, sobretudo a litigiosa, pode respingar de forma danosa nas crianças. Felizmente, vão surgindo meios cada vez mais eficientes de amenizar essa etapa tão delicada na vida dos pequenos.

    Questões legais: guarda compartilhada

    A maior conquista nessa área é o regime de guarda compartilhada, em vigor no país desde agosto de 2008. Embora corriqueiro nos Estados Unidos e em vários países europeus, como Inglaterra e Suíça, foi recebido com desconfiança e frieza no Brasil. Hoje, vem consolidando terreno entre famílias que se desmancham. Seu trunfo: contribuir para o equilíbrio emocional da criança ao assegurar o direito tanto da mãe como do pai de compartilhar a responsabilidade parental, ou seja, de decidir e exercer em conjunto tudo o que diz respeito à vida dos filhos, como a escolha da escola.

    Esse sistema, considerado um avanço do Código Civil, favorece a convivência de pais e filhos no dia a dia. Em vez das antigas visitas ou dos fins de semana, propõe que os horários de convivência se tornem mais flexíveis. ”A história de que separou e a criança vai ver o pai a cada 15 dias é um absurdo. Infelizmente, esse tipo de acordo continua vigorando, mas as coisas não têm que acontecer desse jeito”, adverte a psicóloga e psicoterapeuta Maria Thereza Maldonado, lembrando que antigas composições podem ser revistas e alteradas em juízo à luz de novas possibilidades. Na visão dela, a separação não é necessariamente traumática para os filhos. ”Isso depende da maneira como é feita e do acordo de convivência que é construído. Existem pais que trabalham muito e praticamente não veem os filhos. Quando se separam, passam a ter com eles um convívio de melhor qualidade. Mas é lógico que a separação é difícil. O desafio está em dissolver a sociedade conjugal e manter a parental funcionando de modo adequado”, destaca.

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    Para chegar a esse tipo de partilha, que pressupõe uma negociação sólida e sensata entre os ex-parceiros, alguns obstáculos precisam ser superados. O que fazer quando um dos pais aprova a alopatia e o outro é defensor da homeopatia? Quando um quer que o filho estude numa determinada escola e o outro não? Às vezes, a ajuda de um especialista é bem-vinda. A assistente social Sheila Nogueira, 39 anos, e o ex-marido, o sociólogo Dário Silva Filho, 42, não hesitaram em recorrer à pediatra da filha, Joana, 8 anos, para chegar a um consenso com relação à alimentação da criança. Como a guarda é compartilhada e Dário não gosta que a filha consuma fast food, o veredito ficou a cargo da especialista, que, para festa de Joana, fixou alguns dias da semana para os lanches de sua preferência.

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