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4 passos para se reinventar

Viver é transformar-se. Siga então 4 passos para lidar com a metamorfose e reinvente-se

Por Redação M de Mulher 6 out 2011, 21h00 | Atualizado em 17 jan 2020, 11h24
Reportagem: Marjorie Zoppei – Edição: MdeMulher
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Algumas mudanças a gente busca, outras nos atropelam. O segredo está em saber lidar com a metamorfose
Foto: Getty Images

Todas nós viveremos a experiência da renovação. Nossa essência e nossas escolhas já se transformaram em cada etapa do desenvolvimento: do nascimento à infância, da adolescência à fase adulta. Mas não é porque alguém “já cresceu” que a sua identidade está fixada. Do corte de cabelo ao círculo de amigos, você já mudou e mudará muitas vezes. Sem falar nas mudanças que não escolhemos, como a morte de alguém querido. “É preciso passar por uma adaptação e nem sempre há tempo para assimilar o que foi embora e o que ficou na sua vida”, diz Eliane Santos, trainer em programação neurolinguística do Instituto Vencer (SP).

A questão, então, é saber lidar com a transição. Isso se faz entendendo o processo de metamorfose. Segundo especialistas, devemos passar por quatro passos: a dissolução, a reinvenção, a reforma e o voo. Veja como funciona cada momento e… reinvente-se!

1º Passo – Dissolução

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A primeira fase da mudança é a mais marcante, o momento em que nos sentimos como alguém sem identidade – pois tudo o que ficou para trás não fará mais parte do presente. É como se você passasse por um tempo de luto, de assimilar o que foi perdido e o que é preciso deixar para trás. “Esse período tem a duração de até um ano e passa por cinco fases: a negação, a raiva, a negociação, a depressão e a aceitação”, explica a psicoterapeuta Lana Harari, da Universidade de São Paulo (SP).

“A maioria das pessoas luta contra essa mutação para manter a identidade de antes. Afinal, é mais fácil atribuir nossa frustração no trabalho ao chefe, nosso desequilíbrio à família, nossa falta de prazer ao parceiro e, assim, nunca assumir que poderemos ter as rédeas da própria vida. Somos responsáveis por nossos atos e escolhas”, afirma Eliane Santos. A dissolução soa como fim – e até pode ser. Isso é, de fato, assustador. Mas não há reviravolta que não passe por esse basta. E quanto mais depressa a gente se desapegar do passado, melhor.

2º Passo – Reinvenção

“A transformação se dá de dentro para fora”, explica o psicólogo clínico Paulo Cesar Pereira, da Universidade Paris Diderot, na França. Diante do fato consumado de que a identidade anterior não existe mais, cabe perguntar: quem eu sou hoje? O que quero para o futuro? O que preciso mudar para chegar lá? Sabendo o seu destino, vem a fase de buscar meios para alcançá-lo. “Pode ser tomando a experiência de alguém como exemplo, pode ser começando tudo do zero”, sugere Pereira. “O mais importante é que essa viagem é contínua, é preciso nos recriar a todo momento. Somente assim saímos do piloto automático, que por vezes é desculpa perfeita para aqueles momentos em que estamos acomodadas”, completa Eliane Santos.

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Considere os seus objetivos, esperanças e interesses e passe a visualizar quem você quer ser. Bastam 15 minutos por dia. Feche os olhos e, mentalmente, veja, toque e sinta a realidade que quer criar. Lembre-se: é nesse exato momento que você constrói o seu futuro.

3º Passo – Reforma

Essa é a hora de colocar os planos em prática. “No começo, o esforço é grande e precisamos constantemente nos policiar de qualquer desvio”, alerta Lana Harari. Abandone velhos hábitos, afaste-se das pessoas que a deixam para baixo, visite lugares novos… “Transformar é aprender com a experiência, liberar o seu potencial e maximizar a sua performance. É entender que você consegue realizar mais do que acha que pode”, incentiva Eliane Santos.

Não se sinta mal caso precise voltar ao primeiro ou ao segundo passo. “Saber recomeçar é o requisito básico de alguém que verdadeiramente queira a transformação”, conta Lana. Lembre-se que você está num caminho totalmente novo e, por isso, desconhece o que a espera na frente. Seja paciente e carinhosa consigo mesma.

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4º Passo – Voo

O psicólogo americano Silvan Tomkins criou a Teoria do Script, segundo a qual a emoção é o que nos move. Quando positiva, é nosso termômetro de felicidade, de satisfação. Mas mesmo as emoções negativas, como a dor e a sensação de vazio, não devem ser interpretadas como fracasso ou punição, pois têm uma função positiva a cumprir: servir de motivação para conseguir reverter uma situação que não está boa. Então, não se deixe abater com algo de fora: é preciso estar segura das suas decisões e disposta a fazer ajustes permanentes. “Depois da meta atingida, pare e reavalie o que está dando certo e o que ainda precisa de reparo. Esse é um ciclo constante”, diz Lana Harari. Só assim encontramos um equilíbrio entre o novo e o velho “eu”.

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