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Porque o “good vibes” de Aline no BBB 26 gerou tanta rejeição

Especialista explica até que ponto leveza e inteligência emocional caminham juntas

Por Da Redação 22 jan 2026, 12h13 | Atualizado em 22 jan 2026, 14h40
Montagem com as participantes do Big Brother Brasil, Aline Riscado e Ana Paula Renault
Aline Riscado e Ana Paula Renault ( Beatriz Damy / Manoella Mello/TV Globo)
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Porque o “good vibes” de Aline no BBB 26 gerou tanta rejeição Priorizar nos meus resultados Google

Na última semana, a internet não comenta outra coisa senão os acontecimentos do BBB 26. E um dos assuntos mais apontados é a personalidade e a postura da primeira eliminada da edição, Aline Campos.

Em grande parte de seus posicionamentos, a dançarina se colocava como uma mulher de grande inteligência emocional e atitudes consideradas “good vibes”. No entanto, o que muita gente vinha levantando é que, apesar de todo o discurso e da aparência zen, Aline se revoltava com pequenas situações e protagonizava constantes momentos de estresse com a participante Ana Paula Renault.

Então, surge a dúvida: até que ponto esse tipo de discurso é saudável, para quem vive e para os outros ao redor, e quando passa a ser uma espécie de positividade tóxica?

Inteligência Emocional x Positividade Tóxica

A psicóloga Andréia Batista explica que esse tipo de postura só faz sentido quando vem acompanhado de equilíbrio. Isso porque, com o tempo, o excesso de positividade deixa de ser uma forma de regulação emocional e passa a se tornar negação.

“Pessoas próximas passam a sentir que não podem expressar fragilidades sem serem julgadas e rotuladas como ‘negativas’. Isso empobrece as relações, em que só as emoções socialmente aceitas têm permissão de circular. O resultado são vínculos superficiais, com menos espaço para autenticidade, escuta e conexão verdadeira”, pontua.

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Ela deixa claro que inteligência emocional e positividade tóxica são opostos. A primeira envolve autoconhecimento, reconhecimento, aceitação, regulação e expressão saudável das emoções, inclusive as difíceis. Já a positividade tóxica seleciona emoções “permitidas” e tenta eliminar as consideradas “indesejáveis”.

A imagem pública de “personagens good vibes”

Mas isso não pode ser entendido como algo apenas individual. Andréia comenta que a nossa cultura está acostumada a associar emoções negativas ao fracasso e à incompetência. “Isso cria uma lógica de desempenho emocional, em que a pessoa precisa ‘funcionar bem’ o tempo todo, mesmo quando está emocionalmente exausta.”

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Alguns perfis, inclusive, são mais propensos a viver esse tipo de dinâmica. “Esse padrão aparece com frequência em pessoas que constroem sua identidade a partir da imagem pública e da aprovação externa, especialmente nas redes sociais. Nesses casos, o ‘personagem good vibes’ funciona como uma estratégia de pertencimento e controle da própria narrativa”, ressalta.

Os perigos da “leveza” excessiva

E talvez isso ajude a explicar os apontamentos do público em relação ao BBB. A especialista relata que, do ponto de vista da psicologia e da neurociência, emoções não elaboradas não desaparecem, apenas se reorganizam.

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“A repressão emocional acumula tensão interna. O cérebro permanece em estado de alerta, o que favorece quadros de ansiedade persistente, irritabilidade, explosões emocionais, esgotamento e até sintomas físicos sem causa orgânica clara. A ‘leveza’, nesses casos, funciona como uma máscara frágil, que não se sustenta sob pressão”, declara.

Por fim, ela ressalta que é fundamental compreender que maturidade emocional não é estar bem o tempo todo, mas conseguir transitar pelas emoções sem se perder nelas.

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“Saúde emocional não se constrói pela negação ou exclusão da dor, mas pela capacidade de reconhecê-la, elaborá-la e integrá-la. Isso sustenta relações mais honestas, menos performáticas e emocionalmente mais saudáveis”, conclui.

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