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Você realmente precisa de whey, creatina e pré-treino? Médica revela

Saiba quando eles são realmente necessários e os riscos do excesso

Por Ana Luiza Bezerra 26 mar 2026, 13h49 •
Close de cápsulas e comprimidos coloridos sobre uma superfície, com halter e frasco ao fundo, ilustrando variedade de suplementos e vitaminas associados à prática de exercícios
Especialista alerta sobre o boom dos suplementos (Reprodução/Freepik)
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  • Cinco minutos de scroll nas redes sociais são suficientes para descobrir um novo shake, suplemento ou pré-treino milagroso. Promessas de mais energia, melhor desempenho e um corpo “ideal” aparecem a cada vídeo. Mas, no meio de tantas recomendações, surge a pergunta: será que seu corpo realmente precisa de tudo isso?

    Segundo um relatório do Interplayers, o mercado de vitaminas e suplementação cresceu 37% entre 2024 e 2025 — um avanço diretamente ligado à influência das redes sociais e à ascensão da cultura fitness.

    Se antes o foco estava na estética da magreza, hoje ele se desloca para desempenho, bem-estar e alta performance física. O problema é que, junto com essa mudança, cresce também o uso indiscriminado de suplementos, muitas vezes sem orientação profissional.

    Mulher em roupa esportiva sentada em casa, segurando cápsulas de suplemento na mão ao lado de uma garrafa de água, representando consumo de vitaminas na rotina fitness.
    O consumo excessivo de suplementos pode mascarar problemas reais, afirma nutróloga (benzoix/Freepik)

    Quando suplementar é realmente necessário?

    De acordo com a nutróloga Marcella Garcez, a suplementação deve ser sempre individualizada e indicada apenas após avaliação clínica, alimentar e laboratorial. Ainda assim, o cenário atual mostra justamente o contrário.

    Mas isso não significa que os suplementos não tenham seu papel. Em alguns casos, eles são fundamentais.

    “A suplementação é recomendada quando há deficiências comprovadas ou aumento das necessidades metabólicas”, afirma a especialista.

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    Entre as situações mais comuns estão:

    • deficiência de vitamina D, ferro ou B12
    • envelhecimento e perda de massa muscular
    • gestação
    • dietas restritivas
    • pós-cirurgia bariátrica
    • alta demanda física

    Os riscos do excesso

    Se por um lado podem ajudar, por outro, o uso indiscriminado pode trazer consequências importantes ao organismo.

    Entre os principais riscos apontados pela nutróloga estão:

    • acúmulo de vitaminas lipossolúveis
    • aumento do estresse oxidativo (como no excesso de ferro)
    • taquicardia e ansiedade associadas a pré-treinos
    • contaminação por substâncias não declaradas
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    Além disso, existe um risco silencioso: mascarar deficiências reais ou provocar novos desequilíbrios no organismo.

    Mulher em academia vestindo roupa de treino, bebendo shake em garrafa verde após exercício, com equipamentos ao fundo, simbolizando uso de suplementação no pós-treino
    Creatina e whey protein aparecem como os suplementos mais consumidos entre brasileiros (senivpetro/Freepik)

    O básico ainda funciona

    Em meio a tantas promessas em pó, cápsula ou shake, Marcella reforça que o essencial continua sendo suficiente para a maioria das pessoas.

    “Uma alimentação equilibrada é capaz de suprir a maior parte das necessidades nutricionais. A suplementação não substitui a alimentação”, afirma.

    Ou seja, antes de investir em produtos, o caminho mais seguro ainda passa por uma alimentação adequada, rotina de exercícios bem estruturada e sono de qualidade.

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    Todo mundo precisa de whey e creatina?

    Em um levantamento publicado pela Veja, a creatina e o whey protein aparecem como os suplementos mais desejados entre brasileiros, com 57,8% e 31,3% de interesse, respectivamente. Mas isso significa que todos precisam incluí-los na rotina?

    A resposta direta é não.

    “O uso deve ser individualizado. O whey pode ser útil em casos de baixa ingestão proteica, a creatina tem evidência para força em situações específicas, mas os pré-treinos raramente são necessários”, explica.

    Na prática, muitas pessoas conseguem bons resultados apenas com ajustes na rotina — sem depender de listas intermináveis de produtos que criam a sensação de que sempre falta algo, mesmo quando não falta.

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