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Qual é a relação entre sexo e infecção urinária?

A infecção urinária não é uma DST, mas pode surgir através do sexo. Ficou confusa? A gente explica.

Por Júlia Warken
19 jul 2017, 09h20 • Atualizado em 20 jan 2020, 10h09
 (Foto: VladimirFLoyd/Thinkstock/Arte: Ilê Machado/MdeMulher)
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  • A infecção urinária é um problema extremamente comum entre as mulheres e são poucas as que nunca passaram por esse desconforto. O tipo mais recorrente de todos é a cistite e, felizmente, ela é fácil de ser tratada.

    “A cistite acaba sendo recorrente – isto é, ela volta a se manifestar novamente depois de algum tempo – em pelo menos um terço das mulheres. Algumas estatísticas falam em até 50% das mulheres”, diz o urologista Cristiano Gomes, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

    Mas mesmo sendo tão comum, boa parte das mulheres desconhece a origem desse tipo de infecção e ainda tem muita gente que acredita que ela é uma doença sexualmente transmissível (DST) – o que não é verdade.

    A confusão acontece pois o problema realmente pode aparecer em decorrência do sexo. Só que não se trata de uma doença que passa de uma pessoa para a outra e, portanto, não é uma DST.

    No caso da infecção urinária, o pênis – com a ajuda da lubrificação vaginal – apenas serve como “meio de transporte” para as bactérias que ficam alojadas na vagina e no ânus. A mais comum é a Escherichia coli, que, na verdade é uma bactéria do trato gastrointestinal. Através do períneo, ela acaba indo do ânus para a vagina, mas não costuma causar danos por lá – o problema só acontece quando ela chega na bexiga.

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    Casal na cama
    (grinvalds/ThinkStock)

    E como posso prevenir a cistite?

    É importante lembrar que o pênis e a lubrificação da vagina facilitam bastante a locomoção das bactérias, mas elas podem ~viajar~ pela uretra por conta própria. E como evitar isso? Tomando muita água e urinando várias vezes ao dia. “Ao segurar o xixi, a gente deixa a urina parada na bexiga por mais tempo e a chance de se contaminar é maior”, explica a ginecologista Bárbara Murayama, do Hospital 9 de Julho de São Paulo. 

    Outra dica de ouro é sempre fazer xixi depois de transar, mesmo que em pequena quantidade. Dessa forma, você estará limpando a uretra e deixando ela livre das bactérias que causam a infecção urinária. Mas nunca tente limpar as vias urinárias e o interior da vagina com água e sabonete, isso é totalmente contraindicado.

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    Um detalhe da infecção urinária é que, como ela é causada por bactérias presentes na flora vaginal, o uso da camisinha não está diretamente associado à prevenção. Mesmo assim, em se tratando desse tipo de infecção, a camisinha é uma aliada bem importante para quem pratica sexo anal. Isso porque a concentração de bactérias como a Escherichia coli é bem maior no ânus. Sendo assim, se o pênis (ou até mesmo os dedos) for introduzido do ânus para a vagina sem higienização, aí o risco de cistite é maior. Ou seja: trocar de camisinha nessa hora é essencial.

    Leia mais: Pesquisa sobre o uso da camisinha no Brasil mostra dados alarmantes

    A ginecologista também chama a atenção para um fator importante que pode fazer com que a infecção seja frequente: a baixa imunidade. “As vezes a paciente está passando por uma fase de muito estresse e a válvula de escape do organismo acaba sendo infecções de urina. Aí é preciso avaliar o quadro como um todo”, diz Bárbara. 

    Mulher no banheiro
    (LuckyBusiness/ThinkStock)
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    Conheça os sintomas e a principal forma de tratamento

    Os sintomas da infecção urinária geralmente são bem característicos. “Ter que ir no banheiro várias vezes, ardência para urinar e a sensação de que a bexiga nunca está vazia. Também pode ter dor na uretra ou no pé da barriga (na região da bexiga)”, cita Cristiano Gomes. 

    Quanto ao tratamento, o indicado é fazer uso de antibiótico – que deve ser prescrito por um médico, lógico. “O tratamento é muito simples e costumamos indicar antibiótico de três a sete dias. Isso resolve 95% dos casos”, diz o médico.

    Nos casos em que a mulher costuma ter infecções muito frequentes, aí é preciso fazer uma investigação mais detalhada para encontrar a raiz do problema.

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