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O que é discopatia degenerativa, a doença de padre Marcelo Rossi

O fato de haver 2 milhões de casos registrados da doença está associado à longevidade da população brasileira. Saiba suas causas e como tratar:

Por Débora Stevaux Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
23 jun 2017, 21h46 • Atualizado em 27 jun 2017, 10h30
 (Egberto Nogueira/ÍMÃ/VEJA/Reprodução)
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  • Em entrevista exclusiva à revista VEJA, publicada no dia 16 de junho, o padre Marcelo Rossi confessou ter sido portador de, entre outras doenças como anorexia e depressão, discopatia degenerativa, isto é, artrite degenerativa da coluna vertebral.

    Leia mais: Marcelo Rossi: “Depressão era frescura, até passar por uma”

    A doença que, estatisticamente, atinge mais homens com a faixa etária entre os 40 e 55 anos, pode ser caracterizada como parte do processo de envelhecimento. “Na realidade, qualquer indivíduo adulto pode começar a desenvolver um processo degenerativo precoce. O crescimento ósseo dos seres humanos, geralmente, se prolonga até os 16, 17 anos. A partir dessa fase, os ossos começam a ser ‘gastos’, como podemos dizer popularmente”, explica o Dr. Edson Pudles, ortopedista, traumatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC). Para Edson, o fato de termos mais de dois milhões de casos registrados de discopatia degenerativa está associado à longevidade da população brasileira e mundial. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os idosos representam hoje 12% da população nacional, e chegarão a compor 30% em 2050.

    Esse processo degenerativo que ocorre nos discos intervertebrais, ou seja, na estrutura cartilaginosa que fica entre uma vértebra e outra da coluna, acontece devido à perda de água da região. “Os discos sofrem um processo de desidratação e, consequentemente, diminuem a espessura, o que minimiza a capacidade de movimentação. Mas precisamos lembrar que esse não é um processo incapacitante, e nem sempre pode ser considerado doloroso. Geralmente, isso acontece com pessoas que trabalham carregando peso de uma maneira irregular, fazem muito esforço, ou são submetidas a uma postura viciosa durante um período muito grande de tempo”, reitera o Dr. Edson.

    Um dos fatores determinantes para a discopatia de origem genética é o genético. “Há outros fatores extras que podem acentuar o desgaste, como a prática de esportes de alto impacto, a má postura, a obesidade e o tabagismo. Mas o principal é, sem dúvida o genético”, conta o Dr. Márcio Ramalho da Cunha, neurocirurgião e membro da Sociedade Brasileira de Coluna. Um dos principais sintomas da doença é a dor lombar, isto é, na região das costas, que pode irradiar para as nádegas e atingir a região das coxas, neste caso mais extremo, podemos chamá-la de ciática, quando irradia para perna e o pé. “Como o disco está degenerado, um esforço maior pode provocar uma hérnia de disco, ou seja, uma compressão no nervo localizado na região da vértebra”, analisa o Dr. Edson.

    Além do exame físico, exames de imagem como a ressonância magnética podem determinar o diagnóstico. “Especialistas utilizam a ressonância magnética porque ela demonstra melhor os tecidos moles e porque quando o disco perde água, o aspecto dele fica mais escuro.. Mas geralmente, o exame físico que consiste na apuração das queixas do paciente e dos procedimentos médicos primários é responsável por 70% do diagnóstico. Os outros exames apenas comprovam a hipótese que já existia anteriormente”, completa Edson.

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    Nenhum processo degenerativo tem cura. “Não tem como você recolocar esse líquido perdido no disco, mas você pode diminuir o desconforto com medidas como o cuidado postural, peso compatível com a altura, não carregar uma carga excessiva de peso, fazer exercícios que trabalhem o alongamento do corpo, praticar atividades físicas que aumentam a mobilidade da coluna, evitar praticar musculação pesada ou atividades que provocam a hipertrofia muscular, porque estas práticas vão diminuir o alongamento muscular”, acrescenta o Dr. Edson.

    Os tratamentos disponíveis hoje e podem ser caracterizados como conservadores se resumem ao medicamentoso, ou seja, que fazem uso de analgésicos e relaxantes musculares, além da fisioterapia. “É fundamental também que o paciente mude seus hábitos, como a postura, o estilo de vida, caso contrário, em casos mais graves, provavelmente seja necessária a realização de cirurgias, mas é extremamente raro, geralmente 95% dos pacientes apresentam uma melhora considerável e não precisam ser submetidos ao processo cirúrgico”, diz Dr. Edson.

    Nos casos de hérnia de disco,  a cirurgia consiste na retirada do fragmento discal responsável pela compressão do nervo. “Essa prática é realizada para minimizar a dor e não para tratar, de fato, a patologia. Estatisticamente, somente 20 a 30% dos pacientes precisam da cirurgia para tratar a hérnia de disco”, conta Dr. Edson. “Há três tipos de práticas cirúrgicas, a infiltração, que consiste na inserção de uma agulha para aplicação de uma dose de anestésico local, a endoscópica, um tratamento intermediário menos agressivo que descomprime a raiz nervosa através do endoscópio e a artrodese que, neste caso, é apenas indicada em casos extremos e pode ser caracterizada como a inserção de pinos na região. Essa última é extremamente incomum e apenas é realizada em casos em que o paciente não respondeu significativamente a nenhum dos tratamentos anteriores”, finaliza Dr. Márcio.

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