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O dilema entre as máscaras descartáveis e o impacto ambiental

O descarte incorreto das máscaras cirúrgicas intensifica a crise ambiental

Por Da Redação
23 fev 2021, 18h00 • Atualizado em 23 fev 2021, 20h18
máscara
 (Javier Zayas Photography/Getty Images)
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  • Um recente estudo divulgado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) orientou que o uso de duas máscaras, sendo uma cirúrgica e uma de tecido por cima, pode reduzir em até 95% as chances de contágio do coronavírus. Porém, o uso deve ser feito por duas ou mais pessoas que estão em contato.

    A mesma pesquisa também enaltece a eficácia de 90% da máscara cirúrgica sozinha e bem ajusta ao rosto. Ambas as técnicas evitam a circulação de gotículas de saliva e aerossóis  – pequenas gotículas de saliva que ficam por mais tempo suspensas no ar – responsáveis pela transmissão do coronavírus.

    No entanto, após as divulgações dessa pesquisa, as questões relacionadas ao impacto ambiental ocasionado pelas máscaras cirúrgicas tornou-se novamente pauta, colocando em xeque a necessidade de prevenir uma maior da circulação do vírus e uma crise ambiental gerada pelo acumulo de máscaras descartadas.

    Diferentes dados apontam o destino da proteção. A ONU estima que 75% das máscaras faciais descartáveis acabam nos aterros sanitários. O Oceans Asia, um grupo ambientalista com sede em Hong Kong, estima que mais de 1,5 bilhão de máscaras faciais descartáveis foram parar nos oceanos no final de 2020, colocando em risco a vida marinha e a qualidade da água potável. A Surfrider Foundation, uma ONG da Califórnia, descobriu mais máscaras descartáveis ​​do que outros recipientes comumente encontrado em praias de todo o país.

    Além desses dados que apontam, em sua maioria, o descarte incorreto das máscaras cirúrgicas, há mais um agravante: para a maioria dos programas de reciclagem, elas não são recicláveis, o que dificulta o processo e aumenta seu custo.

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    Sugestões, como a fragmentação dessas máscaras descartáveis para formar um material de pavimentação de estradas e máscaras biodegradáveis, por exemplo, já foram propostas.

    A opção por máscaras reutilizáveis ​​cria 85% menos resíduos e gera um impacto quase quatro vezes menor nas mudanças climáticas, de acordo com uma avaliação da University College of London. Essa contatação leva cientistas, como o Dr. Peter Chin-Hong, especialista em doenças infecciosas e professor da Universidade da Califórnia, a indicarem esse tipo de máscara para adultos sem doenças preexistentes e dispensar o uso da máscara dupla por todo o tempo.

    Outra opção são as máscaras de “alta filtração” ou “hi-fi”, sugerida pela cientista e pesquisadora do Massachusetts Institute of Technology, Jill Crittenden. Segundo os testes, elas filtram mais de 90% das gotas respiratórias e partículas. Caso não estejam danificadas ou sujas, elas podem ser reutilizados várias vezes e ainda manter sua capacidade de filtragem.

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    Ao usar as máscaras descartáveis, quando for fazer o descarte, recomenda-se cortar as alças.

    Vale ressaltar: o distanciamento social continua sendo o melhor combate à disseminação da Covid-19.

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