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Manual para engravidar: exames prévios e específicos pedidos pelos médicos

É importante checar se a saúde está ok para que a gravidez seja tranquila tanto para a mãe quanto para o bebê.

Por Raquel Drehmer
28 jun 2019, 08h15 • Atualizado em 15 jan 2020, 14h03
Blood test preparibg in the white laboratory with doctor and beautiful girl (Belyjmishka/Getty Images)
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  • Que profissional acompanhará a gestação, que tipo de parto a mulher prefere tentar, a escolha do nome do bebê, como será o seu quartinho, a roupinha com que sairá da maternidade, saber tudo sobre amamentação… A preparação para colocar um bebê no mundo é composta por muitos fatores, mas um é mais importante do que todos estes que mencionamos: a checagem da saúde da futura mamãe antes de engravidar.

    Verificar se há doenças a serem tratadas, se os órgãos e sistemas estão funcionando direitinho e se o corpo está apto para gestar uma nova vida é bom tanto para garantir o máximo de chances de uma gravidez tranquila para a mulher quanto para a boa formação do bebê.

    Conversamos com Carla Iaconelli (ginecologista e especialista em reprodução humana), Myrna Campagnoli (endocrinologista e diretora médica do laboratório Frischmann Aisengart) e Silvia Herrera (ginecologista e obstetra especialista em Medicina Fetal do Salomão Zoppi Diagnósticos) para saber quais são os exames prévios e os específicos que a mulher deve fazer quando decide que vai começar a tentar engravidar e quando a gravidez demora a se concretizar.

     

     

    A lista é grande, mas vale o esforço para ter o mínimo de intercorrências possível nessa fase tão bacana da vida.

    Exames pré-gestacionais iniciais

    Os exames que devem ser feitos quando a mulher decide começar a tentar engravidar são:

    – Hemograma completo: verifica a presença de nutrientes no sangue, em especial ácido fólico (importante para proteger a formação do sistema neurológico do bebê), cálcio, vitamina D, ferro e ferritina;

    – Glicemia: para checar se a mulher tem diabetes;

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    – Sistema ABO e fator Rh: confirmação do tipo sanguíneo (A, B, AB ou O) e do fator Rh (positivo ou negativo) da mulher – importante especialmente para o Rh negativo da mãe, que apresenta reação se o bebê tiver Rh positivo (situação resolvida com uma injeção, mas é bom se preparar para isso);

    – Papanicolau: checa o estado do colo do útero e a presença de secreções vaginais a serem tratadas;

    – Sorologia para HIV: verifica se a mulher tem o vírus HIV;

    – Sorologia para infecções sexualmente transmissíveis: VDRL (sífilis) e clamídia;

    – Sorologia para checagem de hepatites B e C;

    – Sorologia para citomegalovírus, a herpes viral;

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    – Reação para toxoplasmose, que pode causar malformação fetal;

    – Verificação das vacinas contra sarampo, rubéola, febre amarela e tétano;

    – Ultrassonografia pélvica vaginal: para ver se estruturas físicas da mulher estão adequadas para uma gestação

    – Exame de urina: para verificar a saúde urogenital e a presença de infecções urinárias, que podem ser responsáveis por parto prematuro caso se repitam demais;

    – Check-up completo: checagem de hipertensão, alterações hormonais, saúde cardiovascular, respiratória e abdominal para ter certeza de que está tudo ok com o corpo.

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    Ufa!

    Exames pré-gestacionais complementares

    Caso a gravidez demore para se concretizar – mais de um ano para mulheres até 35 anos de idade e mais de seis meses para mulheres de 35 anos em diante –, são pedidos exames além dos iniciais para verificar infertilidade primária ou infertilidade secundária:

    – Avaliação de reserva ovariana: para ver se a mulher possui as estruturas e materiais necessários para engravidar;

    – Ressonância magnética para endometriose e síndrome dos ovários policísticos: são condições que muitas vezes dificultam que a mulher engravide;

    – Exames de laboratório para doenças autoimunes;

    – Histerossonografia: para avaliar a cavidade do útero;

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    – Vídeo-histeroscopia: por meio de uma pequena câmera de vídeo, via vaginal, avalia-se o útero e auxilia-se no diagnóstico de miomas, pólipos ou inflamações do útero;

    – Laparoscopia: por meio de uma câmera é realido um procedimento cirúrgico para visualizar abdominal, útero e trompas;

    – Histerossalpingografia: para analisar se há obstrução nas trompas; é uma técnica de raio-x com contraste na cavidade do útero.

    Nessa nova avaliação é interessante repetir alguns exames iniciais: aqueles que verificam se houve contaminação por doenças infecciosas e, caso haja reclamação de sangramentos no meio do ciclo menstrual ou dores durante as relações sexuais, o papanicolau.

    E o que é feito a partir dos resultados de todos esses exames pré-gestacionais?

    A partir de resultados anormais ou com algo fora do esperado, há tempo para tratar o que for necessário e a mulher embarcar em uma gravidez com a saúde plena e recuperada, além de dar a ela a chance de planejar o melhor tipo de parto para suas condições de saúde.

    Mas pode ser que, mesmo com todos os resultados OK, a mulher não engravide. Neste caso, entra em cena uma equipe multidisciplinar, com ginecologista, especialista em fertilidade, endocrinologista e psicóloga, para se aprofundar na questão e entender que aspecto está impedindo essa mulher de engravidar. Isso também será tratado, aumentando as chances de a tão esperada gravidez se concretizar.

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