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Chris Guarnieri: a dermatologista que trata o corpo todo

Aos 52 anos, a médica agrega em seus atendimentos homeopatia e medicina antroposófica e tratamentos ultramodernos, com uso de inteligência artificial

Por Carol Castro
Atualizado em 18 mar 2025, 13h00 - Publicado em 8 mar 2025, 10h00
Conheça a trajetória da Dra Chris Guarnieri, que vem trazendo uma abordagem inovadora para a dermatologia  (Rodrigo Zorzi/Reprodução)
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As consultas da dermatologista Christine Guarnieri não duram menos do que uma hora e meia. E as primeiras perguntas podem parecer estranhas: você acorda de bom humor? Como você dorme? Foi uma criança elétrica ou mais quietinha? Com que frequência vai ao banheiro? Faz exercícios físicos? Como é sua alimentação? Christine trata o corpo todo – não apenas a pele, como se fosse algo desconectado do organismo.

A Dra Chris Guanieri não trata apenas de pele, mas sim do corpo todo
A Dra Chris Guanieri não trata apenas de pele, mas sim do corpo todo (Rodrigo Zorzi/Reprodução)

“Todas essas perguntas influenciam no remédio que vou passar. Vou falar de um jeito bem simples: uma pessoa constipada está com cocô  parado no intestino. E essas bactérias vão para a corrente sanguínea. Isso reflete na pele. Você vai ver acne, eczema, piora da psoríase e rosácea em quem tem essas doenças”, explica. “Muitas doenças também são psicossomáticas, então a pele é só o produto final. Eu brinco que sou dicotômica: faço estética, mas preciso deixar o paciente pronto para receber essa estética da pele.”

Apesar da paixão pela medicina, evidente ao longo da entrevista para CLAUDIA, ela bem que tentou fugir da área da saúde. Filha de médico, Christine Guarnieri começou a vida acadêmica no curso de engenharia elétrica. “Eu vi meus colegas dizerem onde trabalhavam, ‘no mercado financeiro, com marketing’. E vi que não queria nada daquilo! Era nítido que eu só estava indo contra o sistema, coisa de adolescente, de não querer fazer o que os pais fazem”, conta. Não lutou muito tempo contra a própria vocação: largou engenharia após seis meses e, em 1992, entrou na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

“Entrei na faculdade completamente direcionada. Fez parte viver outro curso antes para ter certeza do que eu queria. E a USP oferece a vivência de um hospital das clínicas, que é um presente na área médica. É uma vivência muito séria com os pacientes”, diz.

A ENTRADA NA DERMATOLOGIA

Ainda assim, dermatologia não era a primeira escolha. Ao longo da graduação, estava certa de que se especializaria em geriatria. Só mudou no último ano, quando um dos estágios obrigatórios no internato era no setor dermatológico. 

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“Estava certa da geriatria, participei de grupos de estudo, fiz todas as ligas. Até que no quinto ano, passei pelo estágio de dermatologia. Aí eu falei: ótimo, aqui eu também trato idosos. E tem um pulo do gato: eu vou olhar para o paciente com mais carinho. Era ainda bem na época do boom da cosmiatria [que trata e previne problemas estéticos da pele], o botox tinha acabado de chegar”, lembra.

Quando terminou a residência, em 2002, o chefe do Ambulatório de Cosmiatria Dermatológica a convidou para permanecer por lá. Ela não apenas topou, como ficou por lá por 15 anos. “No HC existe a possibilidade de usar os produtos em primeira mão, após receberem a autorização da Anvisa. Isso muda muito o aspecto de segurança com que você trata o paciente no consultório. Nosso chefe exigia ciência e prática.”

Ao mesmo tempo, abriu seu próprio consultório e aceitou uma proposta para se tornar médica consultora de um laboratório farmacêutico. “Aí eu fui envolvida no lançamento do primeiro bioestimulador que chegou no Brasil. E isso mudou a categoria de tratar a pele. Antigamente, a gente tinha o ácido hialurônico, que preenchia linhas e sulcos. Os bioestimuladores vão além disso, estimulam o colágeno, tratam flacidez. A gente trata a pele em 3D”, explica. “Depois fui ser consultora na Galderma [marca de pesquisa e desenvolvimento de produtos estéticos], sempre na área de bioestímulo. E quando você trata a pele com bioestímulo você começa a entender que não é só sobre a pele. Sempre entendi que precisava tratar além disso.”

Justamente por isso, em 2013, a dermatologista iniciou uma formação em medicina antroposófica, na Alemanha. Essa abordagem terapêutica avalia o organismo de forma sistêmica e holística, com a integração do corpo, mente e espírito. “Na Alemanha existe um grupo muito forte nessa área. Fiz estágios lá ao longo de três anos. E eles me ensinaram a tratar a pele dessa maneira. Aprendi, por exemplo, que se eu tratar o fígado também melhoro a oleosidade da pele”, diz.

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Não parou por aí. Em 2021, agregou aos seus conhecimentos técnicas de homeopatia. “A homeopatia me trouxe todo o viés holístico que eu queria. Não adianta só indicar cremes caros, se determinado organismo não consegue quebrar e assimilar aquele produto, causando alergia. A homeopatia me ajuda a tratar o organismo dos pacientes para receber o tratamento. Por exemplo, um paciente que consome muito álcool vai ter a pele mais desidratada, porque isso já modifica a forma como a pele ingere nutrientes. A homeopatia pode ajudar na adicção, eu trato o fígado do paciente, que reflete na saúde da pele.”

APOIO NA TECNOLOGIA

Mas não só de tratamentos milenares vive a dermatologista. Ela aposta em tecnologias modernas e inteligência artificial. Além dos tratamentos com bioestimuladores, sua clínica conta com o Intelli Studio, uma tecnologia inovadora para mapeamento e documentação da pele, permitindo capturas de imagens precisas, que auxiliam no acompanhamento dos tratamentos. 

“O paciente chega, preenche um formulário e diz o que o incomoda no corpo e rosto. Não só em relação à estética. Pode ser uma pinta suspeita, ou uma alergia. Aí, ele passa por uma foto 3D e recebe uma documentação de um software de qualidade de pele, que mostra manchas, vasos, poros, textura, pigmentação, rugas, falhas de envelhecimento”, explica. “O que esse programa faz é avaliar e quantificar o grau de piora da pele. Seis meses depois a gente fotografa de novo para ver o quanto andamos. E também sou muito ligada à inteligência artificial, meus diagnósticos são sempre apoiados por ela. Mas não tem jeito, minha consulta começa sempre com as mesmas perguntas sobre a rotina e o estilo de vida da pessoa.”

Entre os atendimentos particulares, a dedicação às pesquisas, das quais ela não abre mão, e consultoria no laboratório, Christine ainda arruma tempo para trabalhar como médica voluntária no Hospital Municipal do Servidor Público, em São Paulo. E para cuidar da própria saúde – aos 52 anos, já menopausada, sabe da importância de fazer musculação todos os dias. E aconselha: busque um dermatologista, se exercite, coma bem, durma o suficiente e use filtro solar.

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 “Mas usem filtro com cor! Ele protege melhor. E, se não puder consultar uma dermatologista, tudo bem, passar um creme no rosto já é melhor do que não passar creme nenhum. Mas, se puder, busque uma dermatologista!”

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