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Candidíase: o que é a doença e como tratá-la

A infecção genital conhecida como candidíase pode atingir tanto homens quanto mulheres

Por Redação M de Mulher
17 jan 2011, 21h00 • Atualizado em 20 jan 2020, 12h22
Helena Dias (/)
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  • A candidíase aparece com mais frequência quando há um desequilíbrio da flora vaginal
    Foto: Getty Images

    A candidíase é uma infecção genital causada por um fungo chamado Candida albicans, que pode atingir tanto homens quanto mulheres. Ele está naturalmente presente na flora vaginal e intestinal.

    “A candidíase aparece com mais frequência em mulheres, quando há um desequilíbrio da flora vaginal. Isso facilita a proliferação do fungo. Essa é a candidíase vaginal”, resume a ginecologista Bárbara Murayama, de São Paulo.

    A candidíase não é uma DST, pois o agente causador já está presente no corpo, mas pode ser transmitida ao parceiro pela relação sexual. Os principais sintomas são coceira, irritação, vermelhidão nas áreas íntimas e corrimento esbranquiçado, com aparência de nata. Existem dois tipos de candidíase vaginal: a ocasional e a de repetição.

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    Candidíase ocasional
    É a mais comum. Sua ocorrência é restrita a episódios isolados, em situações que favorecem a proliferação do fungo na vagina. Esses casos são facilmente tratados com medicamentos. “Ao perceber os sintomas, a mulher deve procurar o ginecologista, pois a automedicação pode resultar em complicações”, alerta Bárbara.

    O tratamento é feito com o uso de pomadas e medicamentos em forma de óvulos e dura até uma semana. As situações que aumentam as chances de surgimento são baixa imunidade, estresse ou má alimentação; desequilíbrio da flora vaginal; uso de anticoncepcionais com concentração hormonal muito alta; criação de ambiente úmido e quente na vagina em virtude do uso de roupas apertadas, calcinhas de tecidos sintéticos, absorventes diários ou biquínis molhados por muitas horas; além disso, Aids, diabetes e gravidez são fatores que podem favorecer o surgimento da candidíase.

    Candidíase de repetição
    Esse tipo de candidíase se manifesta por meio de crises frequentes. O problema é tratado, mas logo se repete. Nesse caso, deve-se procurar um imunologista para identificar as possíveis causas da infecção.

    A candidíase de repetição está em estudo e existem diversas correntes de pensamento sobre a questão. Sabe-se que vários fatores podem ocasioná-la. Um deles é a alergia. “As mulheres criam uma hipersensibilidade ao fungo e por isso apresentam os sintomas frequentemente”, explica o imunologista Carlos Loja, do Rio de Janeiro.

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    Para obter o diagnóstico, é feito um exame com a aplicação do fungo. Em até 48 horas há uma reação. Se for de hipersensibilidade, o tratamento será a imunoterapia, que consiste em aplicar uma vacina com o agente enfraquecido para o corpo aprender a se defender dele. O frasco da vacina custa cerca de R$ 200 e pode durar até um mês, de acordo com o caso.

    O tratamento dura no mínimo seis meses. Outros especialistas acreditam que a candidíase de repetição pode ser causada por uma mistura de fatores que possibilita a proliferação do fungo. “Esse fungo é oportunista. Ele se aproveita de situações que baixam a imunidade”, explica a imunologista Yara Mello, de São Paulo, apontando fatores como doenças, alimentação inadequada e estresse. Atenção: é essencial procurar um imunologista.

    Candidíase: o que é a doença e como tratá-la
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    A assistente administrativa Verônica Nunes
    Foto: Reprodução/SOUMAISEU

    Vida real
    A assistente administrativa Verônica de Souza Nunes, de 28 anos, sofreu com a candidíase durante uma década. “Eu tinha 17 anos e estava no início da minha vida sexual quando comecei a sentir algo estranho. Era uma coceira muito forte na vagina e um corrimento esbranquiçado”, relata a jovem, em entrevista à revista SOUMAISEU.

    Depois e consultar um médico, Verônica soube que tinha a doença causada pelo fungo e passou a fazer um tratamento com pomada, que pareceu dar resultado em uma semana.

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    “Nos dois anos seguintes, a candidíase não me preocupou. Tive infecção algumas vezes, mas tratava com o ginecologista. Aos 19 anos, engravidei. E foi a oportunidade que o fungo teve para se desenvolver. Durante toda a gestação, sofri com as coceiras e o corrimento. Fiz o tratamento com acompanhamento do médico, para não contaminar minha filha, ainda na barriga. Ele disse que a candidíase é comum na gravidez e que logo passaria. Mesmo assim, foi difícil de tolerar”, lembra.

    Depois que sua filha nasceu, porém, a candidíase continuou. “Para piorar, existe um baita preconceito em relação à candidíase. Muitas mulheres não tocam no tema e morrem de vergonha. Isso fazia eu me sentir isolada. Achava que eu era a única a sofrer dessa maneira.”

    Verônica então tomou uma atitude mais radical: procurou um imunologista e passou por vários exames, até descobrir que era alérgica a alguns alimentos e ao fundo da candidíase, por isso tinha as crises. A assistente administrativa recuperou sua imunidade, cortando os alimentos que causavam reações alérgicas.

    “Para meu alívio, já faz mais de um ano que a infecção não me incomoda! Em breve, começarei a usar uma vacina de imunoterapia, para tratar a alergia ao fungo”, comemora.

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