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Angelina Jolie sofreu paralisia de Bell. Entenda o que é

A condição pode ser causada por baixa imunidade e fatores emocionais

Por Débora Stevaux Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
8 ago 2017, 14h35 • Atualizado em 8 ago 2017, 19h05
 (Reprodução/Getty Images)
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  • Recentemente, a atriz americana Angelina Jolie confessou, em entrevista concedida ao periódico Vanity Fair, que em 2016 recebeu o diagnóstico de paralisia de Bell. A paralisia é uma fraqueza que acomete parte do rosto e faz com que o paciente fique incapaz de piscar o olho — seja o direito ou o esquerdo —, mover parte da boca, tanto para falar quanto para sorrir, e franzir a testa.

     “A doença, também conhecida como paralisia facial periférica, se deve à inflamação de um nervo da face que vai do centro do rosto até a região das orelhas. Ela pode estar relacionada ao vírus da herpes simples, que já está presente no organismo, mas é reativado pela baixa imunidade”, explica Paulo Olzon, infectologista e clínico geral da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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    Diagnóstico

    A maioria das pessoas que apresentam a paralisia de Bell se preocupa devido à semelhança dos sintomas com os do acidente vascular cerebral (AVC). É importante frisar que, diferentemente do AVC, a condição não causa danos ao sistema neurológico do paciente. O diagnóstico pode ser confirmado pelo exame de eletromiografia.

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    “Devido à falta de sensibilidade, em geral o indivíduo tem dificuldade para mastigar. O problema é principalmente estético e muito comum e pode estar relacionado a fatores emocionais. Em alguns casos, a paralisia demora até seis meses para regredir”, esclarece Olzon. 

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    Tratamento

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    Além da assimetria do rosto, alguns pacientes revelam sofrer com uma discreta dor. De acordo com um levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, cerca de 90% dos brasileiros já contraíram o vírus da herpes, que permanece em estado latente até ser “ativado” por condições imunológicas desfavoráveis.

    Há várias formas de tratamento. “Geralmente, utilizamos corticoides  injetáveis para controlar a inflamação e vitamina B12, além da medicação antiviral. Em alguns casos, também pode ser recomendado que o paciente seja submetido a sessões de fisioterapia ou de acupuntura para estimular as terminações nervosas do rosto”, informa Olzon.

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