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Mulher é impedida de amamentar em terminal de ônibus do ABC

Segundo as autoridades do local, a mãe estava cometendo um "atentado violento ao pudor"

Por Da Redação
11 jul 2018, 20h05 • Atualizado em 11 jul 2018, 20h30
 (Sasiistock/ThinkStock)
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  • Uma mulher de 21 anos foi impedida de amamentar o seu filho de um mês de idade no Terminal de Ônibus Vila Luzita, em Santo André, Grande SP, após três seguranças do local impedirem a passageira e um deles alegar que o ato era considerado “atentado violento ao pudor”.

    “Eu tinha saído de uma consulta médica e já fazia uma hora que eu estava esperando o ônibus quando decidi amamentar meu bebê. Tirei ele do sling, levantei a blusa e estava arrumando o sutiã de amamentação quando três homens (seguranças) me abordaram”, relatou Thaís Magalhães em entrevista ao G1 sobre o episódio que passou na manhã desta terça-feira (10).

    Thaís é dona de casa e esta foi a primeira vez que tentou alimentar seu filho em local público. “Um deles me disse que lá não podia tirar o peito para dar [de mamar]. Quando perguntei o porquê, ele disse que era a norma por se tratar de atentado violento ao pudor. E disse que se eu continuasse ele chamaria a polícia”, afirmou.

    “Eu perguntei se eu não poderia sair, ir até o banheiro e amamentar lá, mas me disseram que não, que se eu saísse não poderia voltar mais. Eu disse que pagaria de novo para entrar se fosse preciso porque o bebê precisava mamar, mas me disseram que, se eu insistisse, eles chamariam a polícia.”

    Neste momento da discussão, Thaís contou que o seu ônibus chegou e alguns passageiros estavam observando o episódio. “Entrei no ônibus e fiquei meio sem saber o que fazer. Que eu saiba é permitido amamentar em qualquer lugar. Mas todo mundo ficou me encarando como se eu tivesse feito algo de errado. Me senti minúscula e coagida, como se eu estivesse expondo meu filho, como se amamentar fosse algo errado.”

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    A Prefeitura de Santo André, órgão responsável pela administração do terminal, emitiu uma nota sobre o caso afirmando que não tem conhecimento nenhum sobre a restrição de amamentação em locais públicos na cidade. “A administração, por meio da SAtrans (autarquia que gerencia o transporte municipal), já cobrou um posicionamento da empresa concessionária (Suzantur) sobre o ocorrido no Terminal da Vila Luzita.”

    O caso ganhou tanta repercussão que um “mamaço” foi organizado para a próxima quinta-feira (12), no mesmo terminal de ônibus, que pretende reunir diversas mães para amamentar seus filhos. “Minha irmã ajudou a organizar o encontro para que a causa ganhe visibilidade. Nós não vamos deixar que isso passe em branco. Eu estarei lá com certeza. Quando você se sente apoiada, se torna mais fácil”, disse Thaís.

     

    Veja também: “Não passei pela gestação, mas consigo amamentar minha filha adotiva”

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    Senadora australiana faz história ao amamentar no Parlamento

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