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Miss Brasil 2017 sofre comentários racistas na Internet

Terceira mulher negra vitoriosa em sete décadas de prêmio, a modelo foi alvo de comentários como "tem cara de empregadinha".

Por Anna Laura Moura Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
22 ago 2017, 19h16 •
 (Matias Borgström - BE Emotion/Divulgação)
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  • No último sábado (19) aconteceu a 63ª edição do prêmio Miss Brasil. O concurso contou com uma vencedora negra pelo segundo ano consecutivo, embora ela seja apenas a terceira desde sua inauguração, em 1954.

    Esses dados são alarmantes e abrem espaço para discutir a representatividade negra em concursos de beleza, dada a predominância do padrão branco e eurocêntrico.

    Não bastasse a lacuna de representação, a beleza e existências negras ainda são atacadas. A vencedora do Miss Brasil 2017, a piauiense Monalysa Alcântara, de apenas 18 anos, foi alvo de comentários racistas na internet logo após ganhar o concurso.

    Alguns dos ataques mencionavam a Miss Rio Grande do Sul, manifestando aborrecimento por a gaúcha ter perdido a disputa. Internautas protestaram no Twitter, afirmando que a brasilidade também era branca, e questionando a capacidade intelectual de Monalysa.

     

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    (Twitter/Reprodução)
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    (Twitter/Reprodução)

    Uma internauta fez uma comparação entre o padrão branco e racista que as negras sofrem diariamente desde os tempos mais primórdios, com ter uma opinião pessoal sobre alguém.

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    (Twitter/Reprodução)
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    Em compensação, houveram muitos comentários positivos exaltando a conquista de Monalysa.

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    (Twitter/Reprodução)
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    (Twitter/Reprodução)
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    (Twitter/Reprodução)

    É preciso ressaltar que a luta pela igualdade racial vai muito além de achar ou não uma mulher negra bonita. É sobre a igualdade de direitos, representatividade em locais onde não há ou há poucas pessoas negras, e principalmente ocupar todas as posições na sociedade.

    Em 63 anos de Miss Brasil, apenas três mulheres negras ganharam: a primeira foi Deise Nunes, em 1986. A segunda foi Raissa Santana, em 2016. E agora, Monalysa Alcântara. A conquista delas merece ser comemorada, entretanto, isso mostra que ainda há muito chão para alcançar a igualdade racial tanto não só no concurso, mas em todos os espaços.

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